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1º de Maio da Força Sindical

20 anos da maior festa do trabalho do mundo

1º/maio/2017 • praça campo de bagatelle/sp • das 9h às 15h

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Segunda-feira, 01 de Maio de 2017

700 mil comparecem ao 1º de Maio da Força Sindical

1 de maio - PaulinhoCrédito: Jaélcio Santana
O 1º de Maio da Força Sindical, que neste ano completa sua 20ª edição, reuniu cerca de 700 mil trabalhadores na Praça Campo de Bagatelle, na Zona Norte de São Paulo. Como nos anos anteriores, o Dia Trabalhador da Central, além dos shows grandiosos com artistas consagrados e o sorteio de prêmios, está sendo um dia para a reflexão e em defesa das bandeiras de luta da classe trabalhadora.
 
E não poderia, de forma alguma, ser diferente, principalmente neste ano em que o governo, articulado com parlamentares da base governista e com a desculpa esfarrapada de sanar os cofres públicos e criar empregos, almeja levar adiante suas propostas obscenas de reformas da Previdência e trabalhista, que ceifam direitos históricos dos trabalhadores.
 
Neste Dia do Trabalhador da nossa Central, as propostas de reformas do governo foram pautas constantes dos discursos de dirigentes sindicais e autoridades presentes ao evento. E a intensificação da luta com novos “Dias Nacionais de Paralisações, Atos e Greves”, uma realidade cada vez mais próxima. Na próxima 4ª feira, dia 3, segundo o presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força), “haverá uma reunião entre as centrais sindicais para, em conjunto, fecharmos um calendário de mobilizações contra as propostas indecorosas do governo”.
 
DJI_0026Crédito: Box Mídia
No Ato Político do 1º de Maio da Força, dirigentes sindicais das mais variadas categorias, e autoridades, deram seus recados a trabalhadores, governo e parlamentares de que não aceitaremos, em hipótese alguma, a retirada de direitos duramente conquistados ao longo dos anos.
 
José Luiz Ribeiro, secretário estadual de Trabalho e Emprego, criticou as propostas do governo dizendo que, “os trabalhadores querem trabalhar e ajudar o Brasil a vencer a crise. Mas não tem empregos. Um absurdo!”. Para Pereira, presidente dos Metalúrgicos de Guarulhos, “Nosso País precisa da juventude, e a juventude precisa do nosso País. Por isto nossos jovens não podem parar de lutar”.
 
Elza Costa, tesoureira dos Metalúrgicos de São Paulo, enalteceu os vinte anos do 1º de Maio da Força e conclamou a que todos mandassem um sonoro ‘NÃO!’ às propostas de reformas do governo. Para Luiz Arraes, dos Frentistas de São Paulo, “infelizmente não temos muito o que comemorar. Estamos aqui porque estão querendo saquear os nossos direitos”. Maria Auxiliadora, presidente do Sindicato dos Brinquedos, frisou que “estão tirando os direitos dos trabalhadores, principalmente das mulheres”.
 
Paulo Ferrari, de Edifícios e Condomínios, parabenizou a todos pelos atos do dia 28 e garantiu que “vamos lutar para que a CLT não seja rasgada”. Segundo Serginho, presidente da Federação dos Químicos, “é um engodo dizer que acabar com direitos vai gerar empregos”. Já Neusa Barbosa, diretora da Federação da Alimentação-SP, entende que “é pura encenação, mentira, essa coisa de reformas e precarização de direitos”. João Inocentini, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, deixou um recado para a juventude: “Eu tive um sonho, o da aposentadoria. Agora, o governo quer acabar com o sonho de vocês”.
 
Eunice Cabral, do Sindicato das Costureiras, disse estar “indignada em virtude de um prefeito, recentemente eleito, chamar os trabalhadores de vagabundos”. Ramalho, presidente do Sindicato da Construção Civil e deputado estadual, disse não querer repetir o que já foi dito, apesar de concordar com tudo, e disse estar “chateado com um prefeito, que ajudei a eleger, que veio ano passado aqui no 1º de Maio apenas para pedir voto e fazer demagogia”.
 
1 de Maio - JurunaCrédito: Jaélcio Santana
Danilo Pereira, presidente da Força-SP, garantiu que, se as propostas do governo forem aprovadas como estão, “quem está desempregado não vai conseguir emprego tão cedo, e quem está prestes a se aposentar, não terá uma aposentadoria digna”. Segundo Luiz Antonio de Medeiros, ex-presidente e fundador da Força Sindical, “os parlamentares foram convidados para o 1º de Maio da Força, mas só três compareceram. Os demais fugiram”. Miguel Torres, presidente dos Metalúrgicos de São Paulo, mostrou-se contrário a “um governo que prometeu retomar o desenvolvimento do País e deu no que deu, e que garantiu que seria democrático mas mostra-se arbitrário”. 
 
João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical, leu um documento assinado pelos presidentes de todas as centrais garantindo que o Dia 28 de Abril, de Paralisações, Atos e Greves deverá repetir-se, brevemente, em nova(s) data(s).
 
O presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, destacou a importância de nos mantermos unidos e mobilizados em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra as propostas das reformas previdenciária e trabalhista apresentadas pelo governo. “As propostas, se aprovadas como estão, trarão prejuízos incalculáveis aos trabalhadores de hoje e do amanhã. E não podemos permitir que isto aconteça. Por isto nossa luta tem de ser intensificada, e cada dia com mais gente pressionando e cobrando atitudes do governo e dos parlamentares que compactuaram com as pretensões desse governo. Na próxima 4ª feira as centrais devem estar reunidas para decidir uma agenda de lutas e paralisações em nível nacional.
 
Em seguida, os três deputados presentes ao 1ª de Maio da Força Sindical deram seus depoimentos: Orlando Silva (PCdoB): “Conclamo a população a jogar um retumbante NÃO, como foi no dia 28, nos ouvidos daqueles que querem suprimir direitos dos trabalhadores”; Roberto Lucena (PV): “O Brasil está vivendo uma encruzilhada. Cabe a nós colocá-lo no rumo certo”; Major Olímpio (Solidariedade): “Esta luta não é só dos sindicatos, do Paulinho e de uns outros poucos. A luta é de todo o povo brasileiro”.
 
Durante o ato, o público que passou pelo evento pode tirar dúvidas sobre a reforma da Previdência que o governo pretende fazer em uma tenda montada ao lado do palco.



 

 

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