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1º de Maio da Força Sindical

20 anos da maior festa do trabalho do mundo

1º/maio/2017 • praça campo de bagatelle/sp • das 9h às 15h

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Segunda-feira, 01 de Maio de 2017

Confira artigo do Paulinho da Força publicado neste 1º de Maio no jornal Folha SP

1º de Maio por mais direitos
 
Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força), 61 anos, é presidente da Força Sindical, do Solidariedade e deputado federal (SP)
 
Neste 1º de Maio, mais uma vez, como faz há 20 anos, a Força Sindical vai reunir milhões de trabalhadores no Brasil. Em São Paulo, o evento, considerado o maior do mundo, acontece na Praça Campo de Bagetelle, na Zona Norte.
 
A história do Dia do Trabalho remonta ao ano de 1886, na industrializada cidade de Chicago (EUA). No dia 1º de maio desse ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho.
 
O 1º de Maio nasceu sob o signo da reivindicação, e por isto é importante, durante o evento, refletirmos sobre nossas lutas e conquistas e unir nossas vozes.
 
O governo enviou ao Congresso Nacional propostas de reformas da Previdência Social e trabalhista. É importante destacar que o movimento sindical não pode fugir deste debate. Temos de ser protagonistas, propor soluções, encaminhamentos e lutar no convencimento da sociedade e dos parlamentares sobre a necessidade de mudanças na proposta oriunda do Palácio do Planalto.
 
Acreditamos que apostar no tudo ou nada é apostar na derrota. É fundamental organizar a resistência, mobilizar e esclarecer os trabalhadores sobre a necessidade de mudarmos o texto em debate no Congresso.
 
Que a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo é prejudicial aos trabalhadores, ninguém duvida. Ela dificulta o acesso de quem quer se aposentar. Vale lembrar que um dos pilares da Previdência é proteger os trabalhadores e conceder-lhes uma vida digna. Infelizmente, as novas regras propostas não acabam com os privilégios, não trazem benefícios adicionais aos menos favorecidos economicamente e é injusta com as mulheres.
 
Não podemos olhar a reforma somente sob o prisma do ajuste fiscal. Os insensíveis tecnocratas do governo precisam analisar a responsabilidade social.
 
Por exemplo, a Previdência, segundo dados do IBGE, é extremamente desigual: o 1% mais rico fica com a fatia equivalente à da metade mais pobre. Em outra comparação, 50% dos recursos previdenciários vão para os 10% mais ricos. A lógica perversa dos pais da proposta do governo insiste em regras rigorosas para a população mais vulnerável economicamente.
 
Já a reforma trabalhista visa enfraquecer as entidades sindicais, retirando a contribuição sindical. Acabar com o financiamento sindical, retirando os recursos de custeio das entidades sindicais, irá tornar a luta desigual. A intenção é meramente desmobilizar os sindicatos e as federações de trabalhadores, que lutam por mais direitos.
 
Garantir os direitos dos trabalhadores passa, obrigatoriamente, por garantir a sobrevivência financeira das entidades sindicais. É importante destacar o papel dos sindicatos na ampliação de conquistas. As negociações coletivas, que resultam em aumento salarial, as assistências jurídicas, os atendimentos médicos, dentários e colônias de férias, entre outros. Tudo isto em prol do trabalhador é financiado com a contribuição sindical.
 
Destacamos que, no dia 28 de abril, os trabalhadores se mobilizaram e deram uma forte demonstração de organização e luta. Organizamos atos e greves em todos os Estados e demos uma clara demonstração de que não aceitaremos a retirada de direitos, o fim da aposentadoria e o fechamento das entidades sindicais. Nosso dia de mobilização foi um sucesso e encontrou apoio em toda a sociedade.
 
Somos protagonistas nesta luta. Por isto, reafirmamos nossa luta por mudanças nas reformas da previdência e trabalhista, por juros menores, por aumento digno para os aposentados, igualdade de oportunidades e moradia e transporte de qualidade para todos.
 
A Força Sindical, com um histórico de 26 anos de lutas e conquistas, tem propostas para fazer um Brasil mais justo, com desenvolvimento econômico, emprego e renda.



 

 

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