Operários das 50 empreiteiras que atuam na montagem e manutenção no polo industrial de Cubatão, baixada santista e litoral lotaram o auditório da subsede do sindicato dos trabalhadores na construção civil, quinta-feira (23) à noite, e recusaram proposta para renovação dos acordos coletivos na data-base de maio.
construçãoCrédito: Ornilo Dias

Os terceirizados rejeitaram 5.10% de reajuste apenas dos salários e aprovaram contraproposta de 6% de correção salarial aplicados também sobre os benefícios como vale-refeição, cesta básica e outros. O assunto será de novo debatido com as empresas em 29 de maio, quarta-feira da semana que vem, na sede do sindicato, em Santos.

A proposta da assembleia, segundo o presidente do sindicato, ‘Macaé’ Marcos Braz de Oliveira, corresponde à inflação de 5.07% mais 0.93% de aumento real. Os 4.713 operários do setor têm média salarial de R$ 2.200 e participação nos lucros ou resultados (plr) equivalente a um salário nominal.

Na refinaria Presidente Bernardes (RPBC), o vale-refeição é de R$ 38. Na Yara, antiga Ultrafértil e depois Vale, o benefício é de R$ 28,70. O maior problema no setor é a diferença salarial e de benefícios por fábricas e empreiteiras. Na Transpetro, por exemplo, os salários são maiores, apesar de inferiores às necessidades dos empregados.

O sindicato já teve quatro reuniões com as empreiteiras, com alguns avanços nas duas primeiras. “No geral, as empreiteiras já reduziram ganhos e direitos, após a reforma trabalhista de 2017. Agora, querem manter e em alguns casos até piorar as relações de trabalho”, reclama Macaé.

Greve nacional
A assembleia debateu ainda a greve geral nacional de 14 de junho, contra a reforma da previdência, a política econômica e outras medidas do governo Bolsonaro lesivas aos trabalhadores, ao povo e ao país. Embora não tenham votado sobre a paralisação, pois não estava na ordem do dia, a participação da categoria ficou evidente.

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Os terceirizados rejeitaram 5.10% de reajuste apenas dos salários e aprovaram contraproposta de 6% de correção salarial aplicados também sobre os benefícios como vale-refeição, cesta básica e outros. O assunto será de novo debatido com as empresas em 29 de maio, quarta-feira da semana que vem, na sede do sindicato, em Santos.

A proposta da assembleia, segundo o presidente do sindicato, ‘Macaé’ Marcos Braz de Oliveira, corresponde à inflação de 5.07% mais 0.93% de aumento real. Os 4.713 operários do setor têm média salarial de R$ 2.200 e participação nos lucros ou resultados (plr) equivalente a um salário nominal.

Na refinaria Presidente Bernardes (RPBC), o vale-refeição é de R$ 38. Na Yara, antiga Ultrafértil e depois Vale, o benefício é de R$ 28,70. O maior problema no setor é a diferença salarial e de benefícios por fábricas e empreiteiras. Na Transpetro, por exemplo, os salários são maiores, apesar de inferiores às necessidades dos empregados.

O sindicato já teve quatro reuniões com as empreiteiras, com alguns avanços nas duas primeiras. “No geral, as empreiteiras já reduziram ganhos e direitos, após a reforma trabalhista de 2017. Agora, querem manter e em alguns casos até piorar as relações de trabalho”, reclama Macaé.

Greve nacional
A assembleia debateu ainda a greve geral nacional de 14 de junho, contra a reforma da previdência, a política econômica e outras medidas do governo Bolsonaro lesivas aos trabalhadores, ao povo e ao país. Embora não tenham votado sobre a paralisação, pois não estava na ordem do dia, a participação da categoria ficou evidente.