“Antes da eleição, havia o receio do ‘mito Bolsonaro’ ganhar. Agora, o ‘medo do mito’. Assim não é possível o movimento sindical lutar pelos direitos dos trabalhadores”.

A declaração, do presidente do sindicato dos operários portuários de Santos (Sintraport), ‘Miro’ Claudiomiro Machado, feita em plenária do conselho sindical da baixada santista, foi aplaudida.

“Não temos que nos preocupar em quantos votaram no presidente eleito, até porque nem foram tantos assim, apenas 39%”, disse o sindicalista. “Vamos tocar a luta e ponto”.

Presidentes, diretores e militantes de dezenas de sindicatos da região ouviram atentamente o discurso de Miro, na sede do Sintraport, na manhã desta quarta-feira (28).

“Temos que tomar as ruas, com ou sem exército, com ou sem polícia, com risco de ‘borrachada’ e porrada, cavalos e cachorros, para defender nossos interesses de trabalhadores”, disse Miro.

A reunião foi convocada inicialmente para debater a possibilidade de Bolsonaro unificar o ministério do trabalho e emprego ao da indústria e comércio. Mas acabou abordando outros temas.

Outros assuntos
Vários sindicalistas discursaram contra a ameaça a direitos trabalhistas como 13º salário e férias corridas, reforma da previdência, entrega do pré-sal e outras riquezas.

De concreto, a plenária aprovou que se reunirá uma vez por mês, a partir de janeiro, até junho ou julho, para acompanhar as propostas do presidente eleito e a reação do congresso nacional.

O conselho sindical, coordenado pelo diretor jurídico do Sintraport, Nilson Franco, continuará se reunindo, toda quarta-feira, para verificar as atitudes de Bolsonaro quanto aos trabalhadores.
Para Nilson, a ideia de fusão do ministério do trabalho com o da indústria e comércio “é uma aberração. Corre risco de o nosso ministério histórico virar uma simples secretaria”.

“Nesse caso”, continua o portuário, “as questões trabalhistas seriam definidas por representantes da indústria e do comércio. Seria o mesmo que o lobo tomar conta das ovelhas”.

“Os trabalhadores e o movimento sindical já tiveram grandes perdas no regime Temer”, ressalta Nilson. “Não vamos permitir que as perdas se acentuem no governo Bolsonaro”.

Previdência e aposentadorias
O diretor de saúde do sindicato dos rodoviários, José Ivo dos Santos, aprofundou seu discurso na questão da reforma da previdência, lembrando que “a aposentadoria pode acabar”.

“Se Bolsonaro e seu eventual ministro da fazenda, Paulo Guedes, implantarem a reforma previdenciária, os trabalhadores perderão o direito à aposentadoria e os bancos brindarão em festa”, disse.

Para Ivo, o grande problema da reforma da previdência, além da idade mínima aumentada para aposentadoria, bem como o tempo de contribuição, será a administração dos recursos pelos bancos.

A declaração, do presidente do sindicato dos operários portuários de Santos (Sintraport), ‘Miro’ Claudiomiro Machado, feita em plenária do conselho sindical da baixada santista, foi aplaudida.

“Não temos que nos preocupar em quantos votaram no presidente eleito, até porque nem foram tantos assim, apenas 39%”, disse o sindicalista. “Vamos tocar a luta e ponto”.

Presidentes, diretores e militantes de dezenas de sindicatos da região ouviram atentamente o discurso de Miro, na sede do Sintraport, na manhã desta quarta-feira (28).

“Temos que tomar as ruas, com ou sem exército, com ou sem polícia, com risco de ‘borrachada’ e porrada, cavalos e cachorros, para defender nossos interesses de trabalhadores”, disse Miro.

A reunião foi convocada inicialmente para debater a possibilidade de Bolsonaro unificar o ministério do trabalho e emprego ao da indústria e comércio. Mas acabou abordando outros temas.

Outros assuntos
Vários sindicalistas discursaram contra a ameaça a direitos trabalhistas como 13º salário e férias corridas, reforma da previdência, entrega do pré-sal e outras riquezas.

De concreto, a plenária aprovou que se reunirá uma vez por mês, a partir de janeiro, até junho ou julho, para acompanhar as propostas do presidente eleito e a reação do congresso nacional.

O conselho sindical, coordenado pelo diretor jurídico do Sintraport, Nilson Franco, continuará se reunindo, toda quarta-feira, para verificar as atitudes de Bolsonaro quanto aos trabalhadores.
Para Nilson, a ideia de fusão do ministério do trabalho com o da indústria e comércio “é uma aberração. Corre risco de o nosso ministério histórico virar uma simples secretaria”.

“Nesse caso”, continua o portuário, “as questões trabalhistas seriam definidas por representantes da indústria e do comércio. Seria o mesmo que o lobo tomar conta das ovelhas”.

“Os trabalhadores e o movimento sindical já tiveram grandes perdas no regime Temer”, ressalta Nilson. “Não vamos permitir que as perdas se acentuem no governo Bolsonaro”.

Previdência e aposentadorias
O diretor de saúde do sindicato dos rodoviários, José Ivo dos Santos, aprofundou seu discurso na questão da reforma da previdência, lembrando que “a aposentadoria pode acabar”.

“Se Bolsonaro e seu eventual ministro da fazenda, Paulo Guedes, implantarem a reforma previdenciária, os trabalhadores perderão o direito à aposentadoria e os bancos brindarão em festa”, disse.

Para Ivo, o grande problema da reforma da previdência, além da idade mínima aumentada para aposentadoria, bem como o tempo de contribuição, será a administração dos recursos pelos bancos.