No Dia do Trabalhador, 1º de maio, a livraria Fnac do BarraShoppingSul encerrou suas atividades, porém os 30 comerciários da unidade estão cumprindo aviso prévio trabalhando em situações completamente insalubres e que oferecem risco à saúde e segurança. Um grupo de trabalhadores entrou em contato com o Sindicato no início da semana a fim de esclarecer dúvidas sobre as condições de trabalho.
fnacCrédito: Sindicato

Ao se deslocar até o shopping na terça-feira (8) o Sindec foi impedido de entrar na loja. Os comerciários relataram estarem fazendo carregamento de caixas pesadas com mercadorias em ambiente insalubre e sem nenhum tipo de material de segurança oferecido pela empresa. Registros comprovam fiação exposta, entulhos, cacos de vidro, ferros e outros materiais espalhados pelo ambiente.

Os trabalhadores foram orientados pelo sindicato a não exercerem funções diante do risco iminente à saúde e segurança até que os fiscais pudessem retornar para negociar com um representante legal da empresa, que não se encontrava naquele momento.

Na quarta-feira (9) novamente o sindicato foi impedido de ingressar na loja. A Fiscalização e a Segurança e Medicina do Trabalho do Sindec tiveram que se reunir com os trabalhadores no lado de fora. Na ocasião, o Sindicato solicitou à representante jurídica da Fnac, que a empresa dispensasse os 30 trabalhadores do cumprimento do aviso prévio sem prejuízo no salário. O pedido não foi atendido e os comerciários foram obrigados a continuar o trabalho.

Diante da tensa situação que se formou no local, a Brigada Militar foi acionada e as partes foram encaminhadas à 20ª Delegacia de Polícia onde foi registrado um Boletim de ocorrência.  Uma comerciária que prefere não se identificar, trabalhava há 5 anos na empresa e relata nunca ter passado por situação semelhante.

“Nós não estamos em greve, só queríamos condições apropriadas para trabalhar. Quando a advogada fez a proposta, relatou que nós colocaríamos os produtos nas caixas e depois o pessoal viria desmontar, mas quando chegamos aqui, para a nossa surpresa, já estavam desmontando tudo. Então aconteceu em paralelo, a gente guardando a carga enquanto a loja estava sendo desmontada,  entulho por toda a parte, fio elétrico, poeira e muito calor, pois o ar condicionado foi desativado. Começamos a receber pressão para terminar o trabalho mais rápido e não está havendo nenhum respeito da empresa com a gente,  está tudo muito vago, então chamamos o sindicato para ter uma orientação”, diz.  

Nesta quinta-feira (10), os comerciários receberam advertência da empresa por terem se recusado a continuar as atividades no local insalubre na terça-feira (8). O Sindec ainda espera um retorno oficial da empresa em relação ao pedido de despensa dos funcionários sem prejuízo nos salários. O sindicato também encaminhou a denúncia ao Ministério do Trabalho e ingressou com uma ação para desobrigar os comerciários a trabalharem em local com risco à saúde.


 

fnacCrédito: Sindicato

Ao se deslocar até o shopping na terça-feira (8) o Sindec foi impedido de entrar na loja. Os comerciários relataram estarem fazendo carregamento de caixas pesadas com mercadorias em ambiente insalubre e sem nenhum tipo de material de segurança oferecido pela empresa. Registros comprovam fiação exposta, entulhos, cacos de vidro, ferros e outros materiais espalhados pelo ambiente.

Os trabalhadores foram orientados pelo sindicato a não exercerem funções diante do risco iminente à saúde e segurança até que os fiscais pudessem retornar para negociar com um representante legal da empresa, que não se encontrava naquele momento.

Na quarta-feira (9) novamente o sindicato foi impedido de ingressar na loja. A Fiscalização e a Segurança e Medicina do Trabalho do Sindec tiveram que se reunir com os trabalhadores no lado de fora. Na ocasião, o Sindicato solicitou à representante jurídica da Fnac, que a empresa dispensasse os 30 trabalhadores do cumprimento do aviso prévio sem prejuízo no salário. O pedido não foi atendido e os comerciários foram obrigados a continuar o trabalho.

Diante da tensa situação que se formou no local, a Brigada Militar foi acionada e as partes foram encaminhadas à 20ª Delegacia de Polícia onde foi registrado um Boletim de ocorrência.  Uma comerciária que prefere não se identificar, trabalhava há 5 anos na empresa e relata nunca ter passado por situação semelhante.

“Nós não estamos em greve, só queríamos condições apropriadas para trabalhar. Quando a advogada fez a proposta, relatou que nós colocaríamos os produtos nas caixas e depois o pessoal viria desmontar, mas quando chegamos aqui, para a nossa surpresa, já estavam desmontando tudo. Então aconteceu em paralelo, a gente guardando a carga enquanto a loja estava sendo desmontada,  entulho por toda a parte, fio elétrico, poeira e muito calor, pois o ar condicionado foi desativado. Começamos a receber pressão para terminar o trabalho mais rápido e não está havendo nenhum respeito da empresa com a gente,  está tudo muito vago, então chamamos o sindicato para ter uma orientação”, diz.  

Nesta quinta-feira (10), os comerciários receberam advertência da empresa por terem se recusado a continuar as atividades no local insalubre na terça-feira (8). O Sindec ainda espera um retorno oficial da empresa em relação ao pedido de despensa dos funcionários sem prejuízo nos salários. O sindicato também encaminhou a denúncia ao Ministério do Trabalho e ingressou com uma ação para desobrigar os comerciários a trabalharem em local com risco à saúde.