Problemas no pagamento do vale-refeição, do adicional de dupla função e do plano de saúde levaram os motoristas da empresa Translitoral a paralisar as atividades, por duas horas, nesta quarta-feira (11).

Das 5 às 7 horas, não circularam os 155 ônibus municipais do Guarujá e seis intermunicipais, com destino a Caruara, na área continental de Santos, deixando milhares de pessoas nos pontos.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Santos e região, Eronaldo José de Oliveira ‘Ferrugem’, nova paralisação poderá ocorrer até o final de setembro.

Ele explica que a empresa deve R$ 26 a cada um de seus 500 motoristas e 300 empregados de manutenção, escritório e fiscalização, referentes ao vale-refeição de maio.

“Deu uma de esquecida”, reclama o sindicalista. Ele pondera que, na data-base de maio, com acordo fechado no começo de julho, o vale-refeição passou de R$ 12 para R$ 13.

Ferrugem lembra que, a partir de junho, ela passou a pagar o novo valor, “mas esqueceu do mês anterior. Em julho, reconheceu o erro e ficou de acertá-lo, o que não aconteceu até agora”.

Dupla função

O problema do adicional de dupla função, referente a dirigir e cobrar, é que a empresa paga o adicional apenas nos dias efetivamente trabalhados. Mas não é isso que diz o acordo coletivo de trabalho.

O vice-presidente do sindicato, José Alberto Torres Simões ‘Betinho’, explica que o acordo prevê o adicional no valor de 15% do salário mensal, que corresponde a R$ 283.

Segundo ele, a empresa desconta os dias em que o motorista exerce outras funções, entre elas a de manobrista, na garagem. Ou quando está licenciado.
Betinho reclama que a Translitoral chegou a um valor de R$ 7,20 por dia e vem pagando R$ 250, R$ 260, R$ 275, conforme o caso. Ele garante que o acordo não diz isso: “É sobre o salário mensal e ponto”.


Plano de saúde

Quanto ao plano de saúde, Ferrugem e Betinho explicam que os trabalhadores estão na iminência de ter a assistência cortada por falta de pagamento por parte da empresa.

Segundo eles, a Translitoral nunca paga completamente a fatura mensal, deixando sempre uma pendência. Ferrugem diz que há resíduos referentes a 2012.

Outro problema ocorre com o plano odontológico. A empresa trocou de convênio e os trabalhadores, segundo o sindicato, não sabem nem quem são os dentistas credenciados.

O serviço voltou ao normal porque o proprietário da Translitoral, José Roberto Sobral 'Neno', comprometeu-se, com os trabalhadores e o sindicato, em assembleia na porta da empresa, por volta das 6h20, a resolver os problemas.

 
Problemas no pagamento do vale-refeição, do adicional de dupla função e do plano de saúde levaram os motoristas da empresa Translitoral a paralisar as atividades, por duas horas, nesta quarta-feira (11).

Das 5 às 7 horas, não circularam os 155 ônibus municipais do Guarujá e seis intermunicipais, com destino a Caruara, na área continental de Santos, deixando milhares de pessoas nos pontos.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Santos e região, Eronaldo José de Oliveira ‘Ferrugem’, nova paralisação poderá ocorrer até o final de setembro.

Ele explica que a empresa deve R$ 26 a cada um de seus 500 motoristas e 300 empregados de manutenção, escritório e fiscalização, referentes ao vale-refeição de maio.

“Deu uma de esquecida”, reclama o sindicalista. Ele pondera que, na data-base de maio, com acordo fechado no começo de julho, o vale-refeição passou de R$ 12 para R$ 13.

Ferrugem lembra que, a partir de junho, ela passou a pagar o novo valor, “mas esqueceu do mês anterior. Em julho, reconheceu o erro e ficou de acertá-lo, o que não aconteceu até agora”.

Dupla função

O problema do adicional de dupla função, referente a dirigir e cobrar, é que a empresa paga o adicional apenas nos dias efetivamente trabalhados. Mas não é isso que diz o acordo coletivo de trabalho.

O vice-presidente do sindicato, José Alberto Torres Simões ‘Betinho’, explica que o acordo prevê o adicional no valor de 15% do salário mensal, que corresponde a R$ 283.

Segundo ele, a empresa desconta os dias em que o motorista exerce outras funções, entre elas a de manobrista, na garagem. Ou quando está licenciado.
Betinho reclama que a Translitoral chegou a um valor de R$ 7,20 por dia e vem pagando R$ 250, R$ 260, R$ 275, conforme o caso. Ele garante que o acordo não diz isso: “É sobre o salário mensal e ponto”.


Plano de saúde

Quanto ao plano de saúde, Ferrugem e Betinho explicam que os trabalhadores estão na iminência de ter a assistência cortada por falta de pagamento por parte da empresa.

Segundo eles, a Translitoral nunca paga completamente a fatura mensal, deixando sempre uma pendência. Ferrugem diz que há resíduos referentes a 2012.

Outro problema ocorre com o plano odontológico. A empresa trocou de convênio e os trabalhadores, segundo o sindicato, não sabem nem quem são os dentistas credenciados.

O serviço voltou ao normal porque o proprietário da Translitoral, José Roberto Sobral 'Neno', comprometeu-se, com os trabalhadores e o sindicato, em assembleia na porta da empresa, por volta das 6h20, a resolver os problemas.