As vendas de combustíveis em todo o país registraram uma retração de 1,6% em julho, a maior queda dos últimos três meses. Os dados constam na pesquisa realizada mensalmente pelo IBGE.
Frentistas de BrasíliaCrédito: Fenepospetro

Depois de três meses de recuperação, o comércio varejista registrou uma estagnação em julho por causa da queda na venda de combustíveis. Com a nova política de preços adotada pela Petrobras em junho, o valor do diesel e da gasolina nas bombas de combustíveis oscilam frequentemente. Essa variação de preços, adicionada a recessão econômica, provocou uma queda de 1,6% nas vendas de combustíveis no mês de julho deste ano. Em comparação com o mesmo período de 2016, a venda de combustíveis registrou queda de 0,9%. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa oscilação no setor de combustíveis afetou diretamente o resultado das vendas no comércio varejista de todo o país.

Em julho de 2017, o comércio varejista nacional mostrou variação nula (0,0%) no volume de vendas frente ao mês de junho, na série livre de influências sazonais, após três meses seguidos de aumento, período em que o varejo acumulou ganho de 2,2%. Além da revenda de combustíveis no varejo, os setores de artigos farmacêuticos, de uso pessoal e venda de veículos e motos também apresentaram queda.

O avanço nas vendas dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas, fumo, vestuário, calçados, equipamentos de informática e comunicação ajudaram a manter o equilíbrio da taxa de julho.

Mesmo com a nulidade da taxa, as vendas de julho deste ano apresentaram uma alta de 3,1% em comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado de 2017, as vendas no varejo apresentam uma alta de 0,3%.

De acordo com a pesquisa do IBGE, dezesseis estados apresentaram alta nas vendas do varejo no mês de julho. As taxas mais acentuadas foram no Amazonas (3,0%); Santa Catarina (2,4%) e Roraima (2,2%). Por outro lado, Tocantins (-5,3%) apresentou recuo mais acentuado no varejo no mesmo período.

COMBUSTÍVEIS

Ontem, a Petrobras anunciou mais uma variação nos preços dos combustíveis. O preço da gasolina caiu em 1,2% e do diesel 0,3%, a partir desta quarta-feira (13) nas refinarias de todo o país. Essa é a sétima alteração nos preços só em setembro. Á gasolina já acumula no mês alta de 5,3% e o diesel 4,8%.

Levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP),  entre os dias 3 e 9 deste mês, mostra que o preço médio da gasolina para o consumidor brasileiro atingiu na semana passada o valor recorde no ano de R$ 3,850 por litro. A pesquisa analisou 3.160 postos e encontrou preço mínimo de venda da gasolina de R$ 3,149 e máximo de R$ 4,950.


 

Frentistas de BrasíliaCrédito: Fenepospetro

Depois de três meses de recuperação, o comércio varejista registrou uma estagnação em julho por causa da queda na venda de combustíveis. Com a nova política de preços adotada pela Petrobras em junho, o valor do diesel e da gasolina nas bombas de combustíveis oscilam frequentemente. Essa variação de preços, adicionada a recessão econômica, provocou uma queda de 1,6% nas vendas de combustíveis no mês de julho deste ano. Em comparação com o mesmo período de 2016, a venda de combustíveis registrou queda de 0,9%. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa oscilação no setor de combustíveis afetou diretamente o resultado das vendas no comércio varejista de todo o país.

Em julho de 2017, o comércio varejista nacional mostrou variação nula (0,0%) no volume de vendas frente ao mês de junho, na série livre de influências sazonais, após três meses seguidos de aumento, período em que o varejo acumulou ganho de 2,2%. Além da revenda de combustíveis no varejo, os setores de artigos farmacêuticos, de uso pessoal e venda de veículos e motos também apresentaram queda.

O avanço nas vendas dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas, fumo, vestuário, calçados, equipamentos de informática e comunicação ajudaram a manter o equilíbrio da taxa de julho.

Mesmo com a nulidade da taxa, as vendas de julho deste ano apresentaram uma alta de 3,1% em comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado de 2017, as vendas no varejo apresentam uma alta de 0,3%.

De acordo com a pesquisa do IBGE, dezesseis estados apresentaram alta nas vendas do varejo no mês de julho. As taxas mais acentuadas foram no Amazonas (3,0%); Santa Catarina (2,4%) e Roraima (2,2%). Por outro lado, Tocantins (-5,3%) apresentou recuo mais acentuado no varejo no mesmo período.

COMBUSTÍVEIS

Ontem, a Petrobras anunciou mais uma variação nos preços dos combustíveis. O preço da gasolina caiu em 1,2% e do diesel 0,3%, a partir desta quarta-feira (13) nas refinarias de todo o país. Essa é a sétima alteração nos preços só em setembro. Á gasolina já acumula no mês alta de 5,3% e o diesel 4,8%.

Levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP),  entre os dias 3 e 9 deste mês, mostra que o preço médio da gasolina para o consumidor brasileiro atingiu na semana passada o valor recorde no ano de R$ 3,850 por litro. A pesquisa analisou 3.160 postos e encontrou preço mínimo de venda da gasolina de R$ 3,149 e máximo de R$ 4,950.