Segundo o jornal Diário do Grande ABC, frentistas da região aguardam a proposta da classe patronal para as cláusulas econômicas da campanha salarial deste ano. A categoria, cuja data base é hoje (1º de março) deve obter retorno até o fim da semana que vem.

Neste ano, os profissionais pedem 5% de reajuste real (além da reposição da inflação) – índice superior ao solicitado pelo Sindicato dos Frentistas de São Paulo; PLR (Participação nos Lucros e Resultados) – benefício esse ainda não foi conquistado -; melhoria do tíquete-refeição (de R$ 8,20 por dia para R$ 12 por dia) e reajuste do piso salarial, de R$ 669 para R$ 800.

Segundo o presidente do Sindicato dos Frentistas do ABC, as negociações, até o momento, foram proveitosas para ambas as partes. “Estamos aguardando o último balanço do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) para termos proposta concreta por parte dos empresários. Mesmo assim, não temos data definida para finalizar as negociações”, explica Miguel gama Neto.

A única cláusula que os trabalhadores terão que batalhar para conquistar apenas na próxima campanha do próximo ano é a PLR. “Os donos de postos não querem fornecer este benefício. Eles alegam que não têm condições, já que dependem do mercado. No entanto, é difícil para nós comprovarmos o lucro dos empresários”, afirma Neto. “mesmo sabendo que a venda de veículos é crescente e que é preciso abastecer esses carros.”

A classe trabalhista responde por 3.000 funcionários no Grande ABC, que estão divididos entre, cerca de, 390 postos ativos.

Cronograma

Para não atrasar as negociações salariais, o sindicato representante da região encaminhou a pauta com as reivindicações deste ano na primeira semana de dezembro.

“Como sabemos que esse processo (de negociações) é lento, resolvemos nos antecipar ao calendário da campanha salarial. Acredito que até o fim deste Mês já teremos fechado o acordo deste ano”, conta o presidente do Sindicato dos Frentistas do ABC.