Os 100 mil trabalhadores em postos de combustíveis do Estado de São Paulo vão ter os seus salários reajustados em 8,368% em 1 de março, por conta de acordo firmado entre os representantes dos trabalhadores de 16 sindicatos e os patrões, pondo fim a uma difícil campanha salarial.

 Com o acordo, o piso salarial unificado para o Estado passou para R$ 1.027,00 beneficiando homens e mulheres. O valor facial do tíquete refeição foi para R$ 9,20, a cesta básica ficou melhor: aumentou para 30 quilos,  e está proibido descontar os 6% referentes ao vale transporte do salário do trabalhador.

 Segundo o presidente da Fenepospetro e do Sindicato dos Frentistas de São Paulo, Antônio Porcino Sobrinho, ficou estabelecido que a cargo das empresas a contratação da sua  mão de obra. Por conta desta cláusula da convenção coletiva, os patrões não poderão admitir pessoas via agência de emprego ou cooperativas.

  “Está proibida a terceirização”, destaca o secretário geral do sindicato, Vanderlei Roberto dos Santos. Outro item do acordo determina que o trabalho nos feriados terá ser pago em dinheiro, não podendo ser compensado e nem fazer parte de banco de horas.

 “Apesar das dificuldades econômicas que o país enfrenta e da intransigência patronal, acredito que a nossa campanha salarial atingiu os objetivos; mobilizamos a categoria e assinamos um bom acordo”, resume Porcino. Segundo o presidente da Fepospetro, Luiz de Souza Arraes, a união dos trabalhadores venceu a intransigência dos empresários.