Os 370 mil trabalhadores da indústria da construção civil de São Paulo conquistaram reajuste de 9,75% (aumento real de 3,4%), o maior obtido até agora, segundo o presidente do sindicato da categoria, Antonio de Sousa Ramalho. Na opinião do sindicalista, este resultado pode servir de referência para outras categorias que vão negociar a Convenção Coletiva ao longo de 2011.

Com data-base em 1º de Maio, desta vez, o sindicato não precisou recorrer à greve para fechar o acordo da Convenção Coletiva.

Com o setor em pleno emprego, a negociação foi mais rápida neste ano. Os trabalhadores conseguiram ainda outras conquistas significativas, como a cesta básica de R$ 140, que significa aumento de 42,86% será paga via cartão magnético. “O trabalhador poderá comprar os alimentos que quiser”diz Ramalho.

O vale-refeição passou de R$ 12,50 para R$ 13,80, o que representa aumento de 10, 4% e o seguro de vida em grupo passou de R$ 30 mil para R$ 35 mil.

Os pisos salariais ficaram assim:

Montagem industrial – R$ 1.328,80 por mês ou R$ 6,04 por hora (para 220 horas mensais);

Profissionais qualificados - R$ 1.086,80 por mês ou R$ 4,94 por hora (220 horas mensais);

Profissionais não qualificados - R$ 910,80 mensais ou R$ 4,14 por hora (220 horas mensais).

Todas as cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho anterior ficaram mantidas, tais como o café da manhã (dois pães com queijo, um pingado e uma fruta da época) e o lanche da tarde (um copo de leite, café ou suco ou isotônico e um pão francês com margarina).

Inserção da mulher

Foi acordado entre as partes a adoção de fórmulas de estímulo à integração das mulheres no universo de trabalho do setor da Construção Civil, bem como a efetivação de mecanismos de favorecimento à inclusão social nos canteiros de obras.