“Os trabalhadores não podem mais ficar a mercê de políticos que, em todo início de mandato, se propõem a lutar por nós, mas que depois desistem por causa de interesses partidários”.
ndiceCrédito: Arquivo

As palavras são do presidente do sindicato dos operários portuários de Santos (Sintraport), Claudiomiro Machado ‘Miro’, ditas em reunião com parlamentares, na manhã desta sexta-feira (8).
Diante da deputada federal Rosana Valle (PSB-SP), do deputado estadual Caio França (PSB) e do vice-prefeito de Santos, Sandoval Soares (PSB), o sindicalista foi bastante crítico.
“Sem desmerecer o interesse de vocês por nossos anseios”, disse Miro, “a verdade é que, ao longo dos 28 anos em que estou no porto, sempre vi as coisas acontecerem dessa maneira”.
“Parece ser uma briga para ver quem fica com a classificação de melhor deputado, melhor senador, melhor partido, enquanto os trabalhadores apenas assistem, mas sem poder participar”, disparou.
Miro citou que a reunião, no sindicato dos empregados na administração portuária (Sindaport), proposta pelos parlamentares, seria sucedida por outra, à tarde, convocada por outro deputado federal.
De fato, às 15 horas, os sindicalistas de todos os segmentos portuários, que haviam participado da reunião com Rosana, Caio e Sandoval, se reuniram com o deputado Júnior Bozella (PSL-SP).

Pais ou padrastos?
“No começo, todos querem ser o pai e a mãe da criança. Se ela for feia, viram padrastos e madrastas. No final, se a criança ficar horrível, simplesmente é abandonada por todos”, satirizou o sindicalista.
Nesses casos, segundo Miro, “a paternidade acaba sobrando para os trabalhadores e seus sindicatos, que ficam sozinhos na luta e, pior, tomando pancada da polícia”.
O presidente do Sintraport lembrou que, em março de 2017, ele, outros sindicalistas e trabalhadores de base foram violentamente agredidos pela polícia militar, sem que nenhum politico interviesse.
“Apanhamos muito do batalhão de ações especiais (baep) da ‘pm’ e um político, neste momento aqui presente na plateia, disse na oportunidade que tínhamos mesmo que apanhar”.
“A violência ocorreu quando protestávamos contra as reformas trabalhista e previdenciária. E a trabalhista foi aprovada, naquele ano, pelos três deputados federais da nossa região”, reclamou Miro.
Nas duas reuniões desta sexta-feira, ele agradeceu aos parlamentares pelo empenho, mas ressaltou que “a vitória dos trabalhadores virá das lutas sindicais”.

Na terça, em Brasília
Na terça-feira (12), Miro e outros sindicalistas participarão, em Brasília, da primeira reunião da ‘frente parlamentar mista para o futuro do porto’, proposta por Rosana Valle.
“Vamos lá, para depois não dizerem que não colaboramos”, finaliza o sindicalista. “Mas uma coisa é certa: os trabalhadores só vencerão qualquer luta principalmente por seus próprios meios”.

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As palavras são do presidente do sindicato dos operários portuários de Santos (Sintraport), Claudiomiro Machado ‘Miro’, ditas em reunião com parlamentares, na manhã desta sexta-feira (8).
Diante da deputada federal Rosana Valle (PSB-SP), do deputado estadual Caio França (PSB) e do vice-prefeito de Santos, Sandoval Soares (PSB), o sindicalista foi bastante crítico.
“Sem desmerecer o interesse de vocês por nossos anseios”, disse Miro, “a verdade é que, ao longo dos 28 anos em que estou no porto, sempre vi as coisas acontecerem dessa maneira”.
“Parece ser uma briga para ver quem fica com a classificação de melhor deputado, melhor senador, melhor partido, enquanto os trabalhadores apenas assistem, mas sem poder participar”, disparou.
Miro citou que a reunião, no sindicato dos empregados na administração portuária (Sindaport), proposta pelos parlamentares, seria sucedida por outra, à tarde, convocada por outro deputado federal.
De fato, às 15 horas, os sindicalistas de todos os segmentos portuários, que haviam participado da reunião com Rosana, Caio e Sandoval, se reuniram com o deputado Júnior Bozella (PSL-SP).

Pais ou padrastos?
“No começo, todos querem ser o pai e a mãe da criança. Se ela for feia, viram padrastos e madrastas. No final, se a criança ficar horrível, simplesmente é abandonada por todos”, satirizou o sindicalista.
Nesses casos, segundo Miro, “a paternidade acaba sobrando para os trabalhadores e seus sindicatos, que ficam sozinhos na luta e, pior, tomando pancada da polícia”.
O presidente do Sintraport lembrou que, em março de 2017, ele, outros sindicalistas e trabalhadores de base foram violentamente agredidos pela polícia militar, sem que nenhum politico interviesse.
“Apanhamos muito do batalhão de ações especiais (baep) da ‘pm’ e um político, neste momento aqui presente na plateia, disse na oportunidade que tínhamos mesmo que apanhar”.
“A violência ocorreu quando protestávamos contra as reformas trabalhista e previdenciária. E a trabalhista foi aprovada, naquele ano, pelos três deputados federais da nossa região”, reclamou Miro.
Nas duas reuniões desta sexta-feira, ele agradeceu aos parlamentares pelo empenho, mas ressaltou que “a vitória dos trabalhadores virá das lutas sindicais”.

Na terça, em Brasília
Na terça-feira (12), Miro e outros sindicalistas participarão, em Brasília, da primeira reunião da ‘frente parlamentar mista para o futuro do porto’, proposta por Rosana Valle.
“Vamos lá, para depois não dizerem que não colaboramos”, finaliza o sindicalista. “Mas uma coisa é certa: os trabalhadores só vencerão qualquer luta principalmente por seus próprios meios”.