“A direção do Sopesp (sindicato patronal dos operadores portuários do estado de São Paulo) mente”, diz o presidente dos estivadores de Santos, Rodnei Oliveira da Silva ‘Nei’.
Estivadores de SantosCrédito: Sindicato

O desabafo do sindicalista tem a ver com nota divulgada nos jornais desta quarta-feira (7) pelo Sopesp, o sindicato patronal dos operadores portuários do estado de São Paulo.

A nota critica a decisão da categoria de fazer greve de 24 horas, na segunda-feira (12), contra a relutância dos operadores em negociarem as reivindicações para a data-base de março.

O comunicado diz que o Sopesp “sequer teve tempo de analisar os novos pleitos e recebeu o informe de greve”. “Tenham santa paciência”, rebate Nei.

“Estão há mais de dois meses com a nossa pauta”.

A greve foi decretada em assembleia na segunda-feira (5). Em 26 de fevereiro, os estivadores fizeram passeata pelas ruas do bairro Paquetá, protestando contra o sectarismo.

Após a passeata, Nei, outros diretores do sindicato e uma comissão de trabalhadores foram recebidos por representantes do Sopesp, quando entregaram, mais uma vez, as reivindicações.

Subterfúgios

A pauta foi aprovada pelos estivadores em 27 de dezembro e enviada ao Sopesp no começo de janeiro. “Já tiveram tempo de sobra para analisar e responder”, pondera o sindicalista.

Os 3 mil estivadores avulsos e vinculados do porto de Santos farão greve de 24 horas, na segunda-feira (12), conforme decisão de assembleia na manhã desta segunda (5).

Nei reafirma que “só há uma chance” dos 3 mil estivadores avulsos e vinculados “suspenderem a greve. Basta o Sopesp negociar seriamente as reivindicações, sem mentiras nem subterfúgios”.

O sindicalista reitera que o Sopesp desrespeita a lei dos portos (12.815-2013), a convenção 137 e a recomendação 145, ambas da organização internacional do trabalho (OIT), de 1973.

A convenção e a recomendação internacional, reconhecida oficialmente pelo Brasil, e a lei brasileira, segundo Nei, garantem trabalho e ganho aos estivadores, “mas não existem para os operadores”.

O presidente dos estivadores diz ainda que os empresários desrespeitam o artigo 8º da lei 9719-1998, que trata do descanso de 11 horas entre as jornadas de trabalho.

Os estivadores reivindicam basicamente a manutenção do mercado de trabalho, o “não extermínio dos avulsos nos terminais” e melhores salários.

 

Estivadores de SantosCrédito: Sindicato

O desabafo do sindicalista tem a ver com nota divulgada nos jornais desta quarta-feira (7) pelo Sopesp, o sindicato patronal dos operadores portuários do estado de São Paulo.

A nota critica a decisão da categoria de fazer greve de 24 horas, na segunda-feira (12), contra a relutância dos operadores em negociarem as reivindicações para a data-base de março.

O comunicado diz que o Sopesp “sequer teve tempo de analisar os novos pleitos e recebeu o informe de greve”. “Tenham santa paciência”, rebate Nei.

“Estão há mais de dois meses com a nossa pauta”.

A greve foi decretada em assembleia na segunda-feira (5). Em 26 de fevereiro, os estivadores fizeram passeata pelas ruas do bairro Paquetá, protestando contra o sectarismo.

Após a passeata, Nei, outros diretores do sindicato e uma comissão de trabalhadores foram recebidos por representantes do Sopesp, quando entregaram, mais uma vez, as reivindicações.

Subterfúgios

A pauta foi aprovada pelos estivadores em 27 de dezembro e enviada ao Sopesp no começo de janeiro. “Já tiveram tempo de sobra para analisar e responder”, pondera o sindicalista.

Os 3 mil estivadores avulsos e vinculados do porto de Santos farão greve de 24 horas, na segunda-feira (12), conforme decisão de assembleia na manhã desta segunda (5).

Nei reafirma que “só há uma chance” dos 3 mil estivadores avulsos e vinculados “suspenderem a greve. Basta o Sopesp negociar seriamente as reivindicações, sem mentiras nem subterfúgios”.

O sindicalista reitera que o Sopesp desrespeita a lei dos portos (12.815-2013), a convenção 137 e a recomendação 145, ambas da organização internacional do trabalho (OIT), de 1973.

A convenção e a recomendação internacional, reconhecida oficialmente pelo Brasil, e a lei brasileira, segundo Nei, garantem trabalho e ganho aos estivadores, “mas não existem para os operadores”.

O presidente dos estivadores diz ainda que os empresários desrespeitam o artigo 8º da lei 9719-1998, que trata do descanso de 11 horas entre as jornadas de trabalho.

Os estivadores reivindicam basicamente a manutenção do mercado de trabalho, o “não extermínio dos avulsos nos terminais” e melhores salários.