A inflação perdeu força em junho e a variação acumulada em 12 meses voltou para abaixo dos 4%. Passado o choque provocado pelo aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis no início do ano, a taxa desacelerou, como era esperado.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor -15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,06% neste mês, após alta de 0,35% em maio. É a menor taxa para o período desde 2006, quando caiu 0,15%. Economistas preveem que o IPCA do mês "cheio" registre pequena deflação.

Em 12 meses, a alta do índice cedeu de 4,93% em maio para 3,84% em junho, em parte porque saiu da conta a disparada de 1,11% de junho de 2018, resultado da greve dos caminhoneiros. A meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%. Sem prever pressões mais relevantes nos próximos meses e diante de uma atividade econômica e um mercado de trabalho que não deslancham, alguns bancos e consultorias acreditam que o Banco Central iniciará em breve um ciclo de corte de juros.

Em junho, com a sazonalidade favorável, o grupo alimentação e bebidas teve deflação de 0,64% e tirou 0,16 ponto percentual do IPCA-15, o principal impacto negativo. A baixa foi influenciada pela alimentação no domicílio (-0,82%) com quedas em produtos como feijão-carioca (-14,99%), tomate (-13,43%) e batata-inglesa (-11,30%). Também dentro do script, os preços dos combustíveis tiveram queda de 0,67%, após alta de 3,30% em maio, puxados pelo etanol 4,57% mais barato.

Os principais núcleos (medidas que excluem ou reduzem o impacto de itens mais voláteis) cederam, o que para economistas é mais um fator que abre espaço para a queda dos juros. As variações de núcleos e alimentação fora de casa vieram abaixo do esperado por Alberto Ramos, diretor de pesquisa para a América Latina do Goldman Sachs, para quem a ociosidade da economia, o desemprego e as expectativas de inflação bem ancoradas dão "conforto" ao BC no curto prazo.

Nas contas da instituição, o núcleo da inflação de serviços desacelerou de 0,45% para 0,09%, de maio para junho. Em 12 meses, a alta passou de 4,18% para 3,86%. A média de sete medidas de núcleos também cedeu de 0,28% em maio para 0,19% em junho e de 3,57% para 3,37% em 12 meses. Todas bem abaixo da meta de 4,25%.

Para o Banco Safra, os núcleos estão "extremamente benignos" - ele mantém a estimativa de alta de 3,6% no IPCA deste ano.

Não se espera aceleração preocupante da inflação nos próximos meses. O Itaú Unibanco revisou a estimativa para o IPCA de junho de estável para queda de 0,01% e prevê alta de 0,23% em julho porque espera que a bandeira tarifária das contas de luz passe de verde, em que não há cobrança adicional, para amarela.

O banco manteve a projeção de IPCA de 3,6% em 2019. A inflação segue em trajetória benigna, diz o Itaú, observando que os choques temporários em alguns preços no início deste ano, em especial produtos in natura e combustíveis, já estão sendo revertidos.

Ainda em junho, o IPCA deve registrar deflação de 0,05%, com alimentos ainda em queda e uma conta de luz mais barata, diz Mauricio Nakahodo, economista do Banco MUFG Brasil. Em julho, a expectativa é de uma pequena inflação com algum repasse das altas nos preços dos alimentos que já estão sendo vistas em alguns preços ao produtor.

A alta do IPCA ao longo do segundo semestre deve ser gradual, acompanhando atividade econômica e mercado de trabalho fracos. O Banco MUFG Brasil mantém a estimativa de um IPCA de 4% em 2019, mas não descarta uma taxa abaixo desse nível.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor -15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,06% neste mês, após alta de 0,35% em maio. É a menor taxa para o período desde 2006, quando caiu 0,15%. Economistas preveem que o IPCA do mês "cheio" registre pequena deflação.

Em 12 meses, a alta do índice cedeu de 4,93% em maio para 3,84% em junho, em parte porque saiu da conta a disparada de 1,11% de junho de 2018, resultado da greve dos caminhoneiros. A meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%. Sem prever pressões mais relevantes nos próximos meses e diante de uma atividade econômica e um mercado de trabalho que não deslancham, alguns bancos e consultorias acreditam que o Banco Central iniciará em breve um ciclo de corte de juros.

Em junho, com a sazonalidade favorável, o grupo alimentação e bebidas teve deflação de 0,64% e tirou 0,16 ponto percentual do IPCA-15, o principal impacto negativo. A baixa foi influenciada pela alimentação no domicílio (-0,82%) com quedas em produtos como feijão-carioca (-14,99%), tomate (-13,43%) e batata-inglesa (-11,30%). Também dentro do script, os preços dos combustíveis tiveram queda de 0,67%, após alta de 3,30% em maio, puxados pelo etanol 4,57% mais barato.

Os principais núcleos (medidas que excluem ou reduzem o impacto de itens mais voláteis) cederam, o que para economistas é mais um fator que abre espaço para a queda dos juros. As variações de núcleos e alimentação fora de casa vieram abaixo do esperado por Alberto Ramos, diretor de pesquisa para a América Latina do Goldman Sachs, para quem a ociosidade da economia, o desemprego e as expectativas de inflação bem ancoradas dão "conforto" ao BC no curto prazo.

Nas contas da instituição, o núcleo da inflação de serviços desacelerou de 0,45% para 0,09%, de maio para junho. Em 12 meses, a alta passou de 4,18% para 3,86%. A média de sete medidas de núcleos também cedeu de 0,28% em maio para 0,19% em junho e de 3,57% para 3,37% em 12 meses. Todas bem abaixo da meta de 4,25%.

Para o Banco Safra, os núcleos estão "extremamente benignos" - ele mantém a estimativa de alta de 3,6% no IPCA deste ano.

Não se espera aceleração preocupante da inflação nos próximos meses. O Itaú Unibanco revisou a estimativa para o IPCA de junho de estável para queda de 0,01% e prevê alta de 0,23% em julho porque espera que a bandeira tarifária das contas de luz passe de verde, em que não há cobrança adicional, para amarela.

O banco manteve a projeção de IPCA de 3,6% em 2019. A inflação segue em trajetória benigna, diz o Itaú, observando que os choques temporários em alguns preços no início deste ano, em especial produtos in natura e combustíveis, já estão sendo revertidos.

Ainda em junho, o IPCA deve registrar deflação de 0,05%, com alimentos ainda em queda e uma conta de luz mais barata, diz Mauricio Nakahodo, economista do Banco MUFG Brasil. Em julho, a expectativa é de uma pequena inflação com algum repasse das altas nos preços dos alimentos que já estão sendo vistas em alguns preços ao produtor.

A alta do IPCA ao longo do segundo semestre deve ser gradual, acompanhando atividade econômica e mercado de trabalho fracos. O Banco MUFG Brasil mantém a estimativa de um IPCA de 4% em 2019, mas não descarta uma taxa abaixo desse nível.