Paralisação foi decidida em assembleia ontem à noite em Curitiba; trabalhadores não aceitaram proposta do sindicato patronal

com Metro Curitiba noticias@band.com.br

Os motoristas e cobradores de ônibus da RIT (Rede Integrada de Transporte), que atendem Curitiba e região metropolitana, decidiram na noite de ontem entrar em greve por tempo indeterminado.

Os cerca de mil trabalhadores que participaram de assembleia na praça Rui Barbosa foram contra a proposta do Setransp (Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana), que previa reajuste de 7% no salário e mais aumento em benefícios, como saúde e alimentação. Somados, eles chegariam a 10%, segundo a assessoria.

Nenhum ônibus está rodando na cidade de Curitiba na manhã desta terça. As principais vias estão fechadas, o trânsito segue muito complicado e trabalhadores tanto na região central da capital quanto da região metropolitana, foram prejudicados pela falta de transporte público.

A classe reivindica reajuste de 40%, além de 200%no vale-alimentação, e melhoria nas condições de trabalho, conforme informou o Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana). Ontem, os trabalhadores já organizavam piquetes para impedir que os ônibus saíssem das garagens – os primeiros começam a circular às 5h.

O Setransp preparava plano de contingência “com apoio da Polícia Militar para garantir o trabalho de quem quiser cumprir sua escala”.

A assessoria de imprensa da Urbs informou que a empresa vai recorrer à Justiça para tentar amenizar o impacto da greve e garantir o funcionamento do transporte. A empresa pediu uma liminar na manhã desta terça, determinando que 60% dos ônibus estejam rodando nos horários normais, e 80% durante o horário de pico. Entretanto, os grevistas não acataram a solicitação.