A reforma trabalhista foi aprovada com o argumento de gerar milhões de empregos. Mas o que se vê desde o advento da Lei 13.467, até junho deste ano, é que o mercado gerou 454.680 vagas formais, com Carteira assinada. Desse total, 21.498 (26,7%) foram contratos intermitentes e parciais.
catsCrédito: Arquivo

A economista Caroline Gonçalves, da subseção do Dieese na Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM/CUT), mostra: a cada 10 trabalhadores com emprego formal, 2,6 têm contratos intermitentes. “Essas contratações aumentam cada vez mais", alerta a economista.

Em junho, foi recorde para o período de um mês. Dos 48.436 postos criados, 10.177 (21%) foram de trabalho intermitente.
 
O estudo se baseia em dados do Caged, que só divulgava empregos formais, com direitos, mas passou a computar os intermitentes após a reforma. “Estão demitindo pra contratar trabalhador que não terá segurança e renda suficiente pra pagar as contas do mês", diz Caroline.
 
ABC - Paulo Cayres, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), conversou com a Agência Sindical. De acordo com o dirigente, boa parte do trabalho está sendo nessa lógica, por período. "Isso é extremamente agressivo ao trabalhador porque diminui sua renda. Reduz a possíbilidade de programação, por exemplo, de uma compra a longo prazo", observa. Segundo o dirigente, a Convenção Coletiva não prevê contratação intermitente. "Nós somos contra o trabalho intermitente. Porém, a reforma trouxe essa abertura e as empresas querem utilizar. Com o alto desemprego, os patrões usam isso como forma de pressão para os trabalhadores", afirma Paulo Cayres.
 
SP - A Agência ouviu Eliseu Silva Costa, presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo (Força). Ele conta que o trabalho intermitente está chegando aos poucos na categoria. "Estamos sentindo esses efeitos. Existe temor do trabalhador em perder o emprego e ele acaba aceitando a imposição do patrão", comenta.
 
No entender do sindicalista, a luta pra conter o avanço da precarização  é através da Convenção Coletiva. "No dia 2 de setembro iniciaremos a Campanha Salarial. Um dos itens da pauta será o trabalho intermitente. Nós vamos tentar resolver por negociação, uma vez que vale o negociado sobre o legislado", explica Eliseu.
 
Caged - Em junho, das 10.721 vagas intermitentes geradas na indústria de transformação, 6.871 (64,1%) eram do setor metalúrgico. O saldo no segmento, desde a reforma, foi de 32.870 vagas, das quais 22,2% eram intermitentes e parciais. O levantamento mostra crescimento dos contratos intermitentes e parciais nas indústrias de transformação (10,7%). O saldo de vagas continua negativo. As empresas demitiram mais do que contrataram.

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A economista Caroline Gonçalves, da subseção do Dieese na Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM/CUT), mostra: a cada 10 trabalhadores com emprego formal, 2,6 têm contratos intermitentes. “Essas contratações aumentam cada vez mais", alerta a economista.

Em junho, foi recorde para o período de um mês. Dos 48.436 postos criados, 10.177 (21%) foram de trabalho intermitente.
 
O estudo se baseia em dados do Caged, que só divulgava empregos formais, com direitos, mas passou a computar os intermitentes após a reforma. “Estão demitindo pra contratar trabalhador que não terá segurança e renda suficiente pra pagar as contas do mês", diz Caroline.
 
ABC - Paulo Cayres, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), conversou com a Agência Sindical. De acordo com o dirigente, boa parte do trabalho está sendo nessa lógica, por período. "Isso é extremamente agressivo ao trabalhador porque diminui sua renda. Reduz a possíbilidade de programação, por exemplo, de uma compra a longo prazo", observa. Segundo o dirigente, a Convenção Coletiva não prevê contratação intermitente. "Nós somos contra o trabalho intermitente. Porém, a reforma trouxe essa abertura e as empresas querem utilizar. Com o alto desemprego, os patrões usam isso como forma de pressão para os trabalhadores", afirma Paulo Cayres.
 
SP - A Agência ouviu Eliseu Silva Costa, presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo (Força). Ele conta que o trabalho intermitente está chegando aos poucos na categoria. "Estamos sentindo esses efeitos. Existe temor do trabalhador em perder o emprego e ele acaba aceitando a imposição do patrão", comenta.
 
No entender do sindicalista, a luta pra conter o avanço da precarização  é através da Convenção Coletiva. "No dia 2 de setembro iniciaremos a Campanha Salarial. Um dos itens da pauta será o trabalho intermitente. Nós vamos tentar resolver por negociação, uma vez que vale o negociado sobre o legislado", explica Eliseu.
 
Caged - Em junho, das 10.721 vagas intermitentes geradas na indústria de transformação, 6.871 (64,1%) eram do setor metalúrgico. O saldo no segmento, desde a reforma, foi de 32.870 vagas, das quais 22,2% eram intermitentes e parciais. O levantamento mostra crescimento dos contratos intermitentes e parciais nas indústrias de transformação (10,7%). O saldo de vagas continua negativo. As empresas demitiram mais do que contrataram.