Em projeção preliminar, a GO Associados estima uma queda de 4% para a produção industrial em maio, em relação a abril e feito o ajuste sazonal, em função da paralisação dos caminhoneiros.
Metalúrgicos da Mitsubishi, em Catalão/GO, mantém greveCrédito: Arquivo

"Espera-se que tal queda seja parcialmente compensada no mês de junho, mas ainda assim o efeito líquido certamente será negativo", escreve o economista Luiz Fernando Castelli, em relatório.

Ele observa que os primeiros indicadores antecedentes da atividade em maio têm mostrado números bastante negativos, enquanto a inflação ao consumidor mostrou aceleração, em função da paralisação dos caminhoneiros no país, que prejudicou a produção e o abastecimento de produtos.

Em relação aos dados de atividade, a Anfavea, entidade que representa as montadoras, mostrou que a produção total recuou 26% ante o mês de abril, na série com ajuste sazonal da GO. Ainda no setor automotivo, os emplacamentos - uma proxy das vendas internas - recuaram 12,2% em maio ante abril, segundo a Fenabrave, associação das distribuidoras de veículos. As exportações por dia útil nas duas últimas semanas do mês caíram 37,4% em relação as três primeiras semanas, quando não houve a greve, enquanto as importações recuaram 28,7%.

A Serasa Experian, que acompanha as consultas dos lojistas, apontou que o varejo, segundo seu indicador, recuou 2,3% em maio, puxado pelo baixa nas vendas de veículos (-10,3%) e combustíveis (-6,5%).

O fluxo de veículos pesados recuou 27,7%, enquanto os leves caíram 11,4% no mês de maio. E a confiança, tanto dos empresários, como dos consumidores mostraram queda, de 0,6% e 2,8%, respectivamente.

 

Metalúrgicos da Mitsubishi, em Catalão/GO, mantém greveCrédito: Arquivo

"Espera-se que tal queda seja parcialmente compensada no mês de junho, mas ainda assim o efeito líquido certamente será negativo", escreve o economista Luiz Fernando Castelli, em relatório.

Ele observa que os primeiros indicadores antecedentes da atividade em maio têm mostrado números bastante negativos, enquanto a inflação ao consumidor mostrou aceleração, em função da paralisação dos caminhoneiros no país, que prejudicou a produção e o abastecimento de produtos.

Em relação aos dados de atividade, a Anfavea, entidade que representa as montadoras, mostrou que a produção total recuou 26% ante o mês de abril, na série com ajuste sazonal da GO. Ainda no setor automotivo, os emplacamentos - uma proxy das vendas internas - recuaram 12,2% em maio ante abril, segundo a Fenabrave, associação das distribuidoras de veículos. As exportações por dia útil nas duas últimas semanas do mês caíram 37,4% em relação as três primeiras semanas, quando não houve a greve, enquanto as importações recuaram 28,7%.

A Serasa Experian, que acompanha as consultas dos lojistas, apontou que o varejo, segundo seu indicador, recuou 2,3% em maio, puxado pelo baixa nas vendas de veículos (-10,3%) e combustíveis (-6,5%).

O fluxo de veículos pesados recuou 27,7%, enquanto os leves caíram 11,4% no mês de maio. E a confiança, tanto dos empresários, como dos consumidores mostraram queda, de 0,6% e 2,8%, respectivamente.