O Ministério Público do Trabalho notificou a Embraer e a Boeing, cobrando adoção de “salvaguardas trabalhistas” em um eventual acordo comercial entre as duas companhias.
EmbraerCrédito: Divulgação

O objetivo é impedir que haja demissões em massa, caso a companhia nacional tenha o controle transferido à multinacional norte-americana.

O documento também recomenda que as empresas prestem informação aos Sindicatos sobre o acordo comercial, negociando com as entidades dos trabalhadores da Embraer soluções aos possíveis impactos das negociações em andamento.

Atualmente, a fabricante nacional de aeronaves tem 18 mil funcionários. As empresas têm o prazo de 15 dias para informar sobre o cumprimento da recomendação.

O vice do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Herbert Claros, disse à Agência Sindical que a iniciativa do MPT é importante, pois a venda da Embraer para a Boeing ameaça gravemente os empregos, direitos e o futuro das plantas no Brasil.

O dirigente pontua, entretanto, que o Sindicato segue na luta pelo veto do governo à entrega da empresa nacional. Um acordo entre as companhias teria de passar pelo aval do governo brasileiro, por conta de uma ação especial chamada - golden share  - que a União detém desde a privatização da empresa em 1994.

“A Embraer é estratégica para o País. Sua venda pode representar um impacto muito grande na economia e no mercado de trabalho”, afirma Herbert. Ele comenta que a companhia dos USA é conhecida por práticas antissindicais. “Soubemos que a Boeing dificulta qualquer negociação com o Sindicato que representa seus trabalhadores”, conta.

Mobilização - Amanhã (15), às 16 horas, o Sindicato protesta no Paço de S. José dos Campos, para cobrar posicionamento do poder público local e estadual contra a transação. “É urgente que a prefeitura e o governo do Estado rompam o silêncio. Estas autoridades precisam pressionar o governo de Temer a usar seu poder de veto, para impedir que a Embraer seja engolida pelo capital estrangeiro. O poder público não pode ficar calado diante da possibilidade da Embraer deixar o Brasil”, cobra Herbert Claros.

O protesto também é apoiado por Federações e Confederações, como a Federação dos Sindicatos Metalúrgicos (FEM/CUT-SP), Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal/CTB) e Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM/Força Sindical).
 

EmbraerCrédito: Divulgação

O objetivo é impedir que haja demissões em massa, caso a companhia nacional tenha o controle transferido à multinacional norte-americana.

O documento também recomenda que as empresas prestem informação aos Sindicatos sobre o acordo comercial, negociando com as entidades dos trabalhadores da Embraer soluções aos possíveis impactos das negociações em andamento.

Atualmente, a fabricante nacional de aeronaves tem 18 mil funcionários. As empresas têm o prazo de 15 dias para informar sobre o cumprimento da recomendação.

O vice do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Herbert Claros, disse à Agência Sindical que a iniciativa do MPT é importante, pois a venda da Embraer para a Boeing ameaça gravemente os empregos, direitos e o futuro das plantas no Brasil.

O dirigente pontua, entretanto, que o Sindicato segue na luta pelo veto do governo à entrega da empresa nacional. Um acordo entre as companhias teria de passar pelo aval do governo brasileiro, por conta de uma ação especial chamada - golden share  - que a União detém desde a privatização da empresa em 1994.

“A Embraer é estratégica para o País. Sua venda pode representar um impacto muito grande na economia e no mercado de trabalho”, afirma Herbert. Ele comenta que a companhia dos USA é conhecida por práticas antissindicais. “Soubemos que a Boeing dificulta qualquer negociação com o Sindicato que representa seus trabalhadores”, conta.

Mobilização - Amanhã (15), às 16 horas, o Sindicato protesta no Paço de S. José dos Campos, para cobrar posicionamento do poder público local e estadual contra a transação. “É urgente que a prefeitura e o governo do Estado rompam o silêncio. Estas autoridades precisam pressionar o governo de Temer a usar seu poder de veto, para impedir que a Embraer seja engolida pelo capital estrangeiro. O poder público não pode ficar calado diante da possibilidade da Embraer deixar o Brasil”, cobra Herbert Claros.

O protesto também é apoiado por Federações e Confederações, como a Federação dos Sindicatos Metalúrgicos (FEM/CUT-SP), Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal/CTB) e Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM/Força Sindical).