As negociações coletivas concluídas em maio resultaram em perda real para os trabalhadores, algo que não ocorria num período de três anos e dois meses. Segundo o boletim Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o reajuste mediano nominal dos salários ficou em 5% no mês passado, ante uma inflação acumulada em 12 meses de 5,1%.

Como a Fipe projeta alta de 4,8% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) - que é referência para os acordos e convenções salariais - nos 12 meses encerrados em junho, a instituição avalia que a trajetória observada em maio deve permanecer neste mês. "A projeção do INPC para junho não deixa muito espaço para a volta dos aumentos reais", afirma a entidade.

Os ganhos acima da inflação vinham em tendência de perda de fôlego desde o início de 2019, acompanhando a aceleração dos preços. Em janeiro, o reajuste real mediano foi de 0,6%. Diminuiu para 0,4% em fevereiro, para 0,1% em março, ficou zerado em abril e entrou em terreno ligeiramente negativo em maio (-0,1%).

No mês passado, apenas 20,4% das negociações superaram o INPC, contra 36% em abril. As correções salariais em linha com o indicador foram 23,9% do total, mas a maior parte (55,7%) não conseguiu alcançar a inflação.

O piso salarial mediano negociado em maio foi de R$ 1.232, 23% acima do valor do salário mínimo. No acumulado de janeiro a maio, o piso coletado pela Fipe está em R$ 1.147, e, nos últimos 12 meses, em R$ 1.200.

Um acordo concluído em maio foi fechado com redução de jornada e salário. Os cinco primeiros meses de 2019 somam oito negociações nesta condição e, em 12 meses, já são 36.

Até maio, foram fechados 968 convenções coletivas e 6.604 acordos. Convenções são válidas para toda uma categoria profissional, enquanto os acordos valem para somente uma empresa.

"A tendência de queda no fechamento de convenções coletivas começou em 2013, quatro anos antes da reforma trabalhista", observa a equipe do Salariômetro no relatório. "Por outro lado, a partir de 2012, muitos sindicatos de trabalhadores passaram a explorar as vantagens da negociação de acordos coletivos. Desde então, têm alternado os dois formatos, em uma estratégia contracíclica."

Como a Fipe projeta alta de 4,8% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) - que é referência para os acordos e convenções salariais - nos 12 meses encerrados em junho, a instituição avalia que a trajetória observada em maio deve permanecer neste mês. "A projeção do INPC para junho não deixa muito espaço para a volta dos aumentos reais", afirma a entidade.

Os ganhos acima da inflação vinham em tendência de perda de fôlego desde o início de 2019, acompanhando a aceleração dos preços. Em janeiro, o reajuste real mediano foi de 0,6%. Diminuiu para 0,4% em fevereiro, para 0,1% em março, ficou zerado em abril e entrou em terreno ligeiramente negativo em maio (-0,1%).

No mês passado, apenas 20,4% das negociações superaram o INPC, contra 36% em abril. As correções salariais em linha com o indicador foram 23,9% do total, mas a maior parte (55,7%) não conseguiu alcançar a inflação.

O piso salarial mediano negociado em maio foi de R$ 1.232, 23% acima do valor do salário mínimo. No acumulado de janeiro a maio, o piso coletado pela Fipe está em R$ 1.147, e, nos últimos 12 meses, em R$ 1.200.

Um acordo concluído em maio foi fechado com redução de jornada e salário. Os cinco primeiros meses de 2019 somam oito negociações nesta condição e, em 12 meses, já são 36.

Até maio, foram fechados 968 convenções coletivas e 6.604 acordos. Convenções são válidas para toda uma categoria profissional, enquanto os acordos valem para somente uma empresa.

"A tendência de queda no fechamento de convenções coletivas começou em 2013, quatro anos antes da reforma trabalhista", observa a equipe do Salariômetro no relatório. "Por outro lado, a partir de 2012, muitos sindicatos de trabalhadores passaram a explorar as vantagens da negociação de acordos coletivos. Desde então, têm alternado os dois formatos, em uma estratégia contracíclica."