Priscilla procura há 6 anos trabalho com carteira assinada em publicidade. Vagas formais voltaram a crescer e registraram melhor resultado em 4 anos

 A publicitária Priscilla Plum fala inglês, espanhol e português, sua língua materna, tem diploma de ensino superior e um MBA em Gestão de Marketing. Mesmo assim, há seis anos busca por uma oportunidade de trabalho com carteira assinada e já mandou 841 currículos no período. São cerca de 140 por ano.  

Priscilla faz parte dos 11,5 milhões de brasileiros no mercado informal e trabalham sem carteira assinada, dado da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta terça-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O Brasil tinha 12,5 milhões de desempregados no trimestre encerrado em setembro deste ano.

A boa notícia é que o terceiro trimestre de 2018 registrou o maior número de vagas com carteira assinada em três anos: 138 mil. O resultado só não foi melhor do que o segundo trimestre de 2014, quando foram criadas 481 mil vagas formais.
 

Emprego e inflação mantêm sinalização de retomada fracaCrédito: Divulgação

Para conseguir entrar no mercado formal de trabalho, Priscilla envia currículos também pelo LinkedIn, rede social de negócios. Ela chegou a trabalhar com Marketing em eventos internacionais que aconteceram no Rio de Janeiro, de forma temporária, mas quando o contrato terminou, começou a busca por um emprego fixo.

Depois de seis meses de buscas sem sucesso, começou a trabalhar em cruzeiros.
"Há seis anos meu sonho é ter um emprego. Não há um dia desses seis anos que eu não mande currículos"
Priscilla Plum

Para sobreviver, a publicitária atua em cruzeiros com esquemas de contratos temporários, sem carteira assinada. Priscilla trabalha por seis meses sem finais de semana e feriados e depois fica de “folga” por períodos de dois a três meses, em que não é remunerada, já que não possui vínculo empregatício com a companhia.

O salário para o trabalho é parecido com o que receberia na área no Brasil, mas sem benefícios.

"É um trabalho temporário e o preço que pago é muito alto de não poder conviver com a minha família e amigos, ter um relacionamento estável e um cantinho para chamar de meu. Meu sonho é conseguir um trabalho para começar a viver", conta.

Priscilla diz sentir falta de oportunidade no mercado, principalmente para trabalhadores que, como ela, não possuem indicações de outros profissionais.

“Frustrante. Você não tem ideia da vontade que tenho de conseguir um trabalho fixo aqui [no Brasil]. Até pelo futuro — questão de aposentadoria, compra de uma casa e filhos”.

 A publicitária Priscilla Plum fala inglês, espanhol e português, sua língua materna, tem diploma de ensino superior e um MBA em Gestão de Marketing. Mesmo assim, há seis anos busca por uma oportunidade de trabalho com carteira assinada e já mandou 841 currículos no período. São cerca de 140 por ano.  

Priscilla faz parte dos 11,5 milhões de brasileiros no mercado informal e trabalham sem carteira assinada, dado da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta terça-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O Brasil tinha 12,5 milhões de desempregados no trimestre encerrado em setembro deste ano.

A boa notícia é que o terceiro trimestre de 2018 registrou o maior número de vagas com carteira assinada em três anos: 138 mil. O resultado só não foi melhor do que o segundo trimestre de 2014, quando foram criadas 481 mil vagas formais.
 

Emprego e inflação mantêm sinalização de retomada fracaCrédito: Divulgação

Para conseguir entrar no mercado formal de trabalho, Priscilla envia currículos também pelo LinkedIn, rede social de negócios. Ela chegou a trabalhar com Marketing em eventos internacionais que aconteceram no Rio de Janeiro, de forma temporária, mas quando o contrato terminou, começou a busca por um emprego fixo.

Depois de seis meses de buscas sem sucesso, começou a trabalhar em cruzeiros.
"Há seis anos meu sonho é ter um emprego. Não há um dia desses seis anos que eu não mande currículos"
Priscilla Plum

Para sobreviver, a publicitária atua em cruzeiros com esquemas de contratos temporários, sem carteira assinada. Priscilla trabalha por seis meses sem finais de semana e feriados e depois fica de “folga” por períodos de dois a três meses, em que não é remunerada, já que não possui vínculo empregatício com a companhia.

O salário para o trabalho é parecido com o que receberia na área no Brasil, mas sem benefícios.

"É um trabalho temporário e o preço que pago é muito alto de não poder conviver com a minha família e amigos, ter um relacionamento estável e um cantinho para chamar de meu. Meu sonho é conseguir um trabalho para começar a viver", conta.

Priscilla diz sentir falta de oportunidade no mercado, principalmente para trabalhadores que, como ela, não possuem indicações de outros profissionais.

“Frustrante. Você não tem ideia da vontade que tenho de conseguir um trabalho fixo aqui [no Brasil]. Até pelo futuro — questão de aposentadoria, compra de uma casa e filhos”.