Jaélcio Santana

A aposentada Elza Rodrigues André, de 76 anos, sempre pensava duas vezes antes de sair de casa. Ela tem dores no joelho esquerdo e não consegue dobrá-lo com facilidade. Por isso, encarar as calçadas esburacadas e irregulares da capital se tornava uma tarefa dolorosa e difícil. “Já caí e me machuquei várias vezes. Evito fazer caminhadas por isso”, explica Elza.

Um levantamento realizado pela Secretaria Estadual de Saúde e divulgado com exclusividade pelo DIÁRIO revela que, em média, três idosos são internados por hora em hospitais públicos paulistas e 60% das vítimas são mulheres. Somente no ano passado, foram 27.817 internações de pessoas com 60 anos ou mais em serviços hospitalares do SUS.

Para tentar ganhar mais confiança e reforçar a musculatura, a aposentada foi encaminhada pela UBS (Unidade Básica de Saúde) próxima de sua casa ao grupo de quedas do CRI (Centro de Referência do Idoso) Norte, no bairro do Mandaqui.

Lá, Elza fez exercícios como andar em uma reta com obstáculos de cerca de 30 centímetros, subir rampas e escadas, pisar em uma cama elástica equilibrando uma bola de plástico e andar jogando a bola de plástico para cima, sem deixá-la cair.

Segundo a fisioterapeuta Renata Luri Toma, de 25 anos, o treinamento consiste em fisioterapia, destinada ao reforço da massa muscular; cognição (compreensão das atividades realizadas), para reforçar a capacidade de executar atividades enquanto se está caminhando; e propriocepção (percepção do próprio corpo), para dar mais confiança no momento de se movimentar.

“No dia a dia, é normal a pessoa caminhar pensando em outras coisas, como, por exemplo, nas compras do supermercado. O treino ajuda para que essa distração não provoque uma queda”, explica Renata.

No fim de dois meses e com 16 sessões realizadas no grupo de quedas, Elza fez duas amigas, Alzira Machado Martins, de 63 anos, e Norma Gasperini da Fonseca, de 85. “Agora,  sinto-me mais tranquila. Vou poder caminhar sem estresse. Deixei até minha bengala de lado.”

Iamspe cria campanha para orientar público
Responsável por atender 10% da população idosa do estado, o Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual) tem campanha para reduzir o número de quedas de idosos. O Iamspe criará neste semestre uma comissão com o objetivo de avaliar os relatórios de queda e, com isso, emitir normatizações para o hospital. Durante o atendimento, o paciente já recebe orientação sobre prevenção a quedas em ambiente externo ou domiciliar e treinamento de equilíbrio e postura.

Distribuição dos tombos em 2012

12.151 - Grande São Paulo

779 - Araçatuba

627 - Araraquara

725 - Baixada Santista

505 - Barretos

1.313 - Bauru

2.011 - Campinas

447 - Franca

1.355 - Marília

917 - Piracicaba

653 - Presidente Prudente

136 - Registro

1.008 - Ribeirão Preto

915 - São João da Boa Vista

1.615 - São José do Rio Preto

1.319 - Sorocaba

1.341 - Taubaté

Jaélcio Santana

A aposentada Elza Rodrigues André, de 76 anos, sempre pensava duas vezes antes de sair de casa. Ela tem dores no joelho esquerdo e não consegue dobrá-lo com facilidade. Por isso, encarar as calçadas esburacadas e irregulares da capital se tornava uma tarefa dolorosa e difícil. “Já caí e me machuquei várias vezes. Evito fazer caminhadas por isso”, explica Elza.

Um levantamento realizado pela Secretaria Estadual de Saúde e divulgado com exclusividade pelo DIÁRIO revela que, em média, três idosos são internados por hora em hospitais públicos paulistas e 60% das vítimas são mulheres. Somente no ano passado, foram 27.817 internações de pessoas com 60 anos ou mais em serviços hospitalares do SUS.

Para tentar ganhar mais confiança e reforçar a musculatura, a aposentada foi encaminhada pela UBS (Unidade Básica de Saúde) próxima de sua casa ao grupo de quedas do CRI (Centro de Referência do Idoso) Norte, no bairro do Mandaqui.

Lá, Elza fez exercícios como andar em uma reta com obstáculos de cerca de 30 centímetros, subir rampas e escadas, pisar em uma cama elástica equilibrando uma bola de plástico e andar jogando a bola de plástico para cima, sem deixá-la cair.

Segundo a fisioterapeuta Renata Luri Toma, de 25 anos, o treinamento consiste em fisioterapia, destinada ao reforço da massa muscular; cognição (compreensão das atividades realizadas), para reforçar a capacidade de executar atividades enquanto se está caminhando; e propriocepção (percepção do próprio corpo), para dar mais confiança no momento de se movimentar.

“No dia a dia, é normal a pessoa caminhar pensando em outras coisas, como, por exemplo, nas compras do supermercado. O treino ajuda para que essa distração não provoque uma queda”, explica Renata.

No fim de dois meses e com 16 sessões realizadas no grupo de quedas, Elza fez duas amigas, Alzira Machado Martins, de 63 anos, e Norma Gasperini da Fonseca, de 85. “Agora,  sinto-me mais tranquila. Vou poder caminhar sem estresse. Deixei até minha bengala de lado.”

Iamspe cria campanha para orientar público
Responsável por atender 10% da população idosa do estado, o Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual) tem campanha para reduzir o número de quedas de idosos. O Iamspe criará neste semestre uma comissão com o objetivo de avaliar os relatórios de queda e, com isso, emitir normatizações para o hospital. Durante o atendimento, o paciente já recebe orientação sobre prevenção a quedas em ambiente externo ou domiciliar e treinamento de equilíbrio e postura.

Distribuição dos tombos em 2012

12.151 - Grande São Paulo

779 - Araçatuba

627 - Araraquara

725 - Baixada Santista

505 - Barretos

1.313 - Bauru

2.011 - Campinas

447 - Franca

1.355 - Marília

917 - Piracicaba

653 - Presidente Prudente

136 - Registro

1.008 - Ribeirão Preto

915 - São João da Boa Vista

1.615 - São José do Rio Preto

1.319 - Sorocaba

1.341 - Taubaté