Viajar mais gastando menos. É assim que a estudante Maria Eduarda Valadares, 16 anos, enxerga a utilidade do Identidade Jovem, ou ID Jovem, programa do governo federal que dá à pessoa – com idade entre 15 e 29 anos e renda familiar de até dois salários mínimos (R$ 1.908) –, gratuidade em viagens interestaduais no Brasil, além de meia-entrada em eventos artísticos, culturais e esportivos.
jovensCrédito: Divulgação

Duda, como prefere ser chamada, vai realizar a segunda viagem por meio da ação, em maio. Ela acredita que o programa é um facilitador na vida de quem ainda está em fase de estruturação financeira.

Em dezembro, a jovem ficou 15 dias em Engenheiro Caldas, em Minas Gerais. A passagem de ônibus, que custava em torno de R$ 198, faria a menina desembolsar cerca de R$ 390 com o transporte, além de outro montante com alimentação e passeios, tendo em vista que ficaria hospedada na casa de conhecidos. No entanto, o programa permitiu que o gasto total com passagens fosse de apenas R$ 24. “Pagamos um valor pelo seguro de vida, mas de modo geral, quase sai de graça. O dinheiro que eu gastaria com ida e volta, pude utilizar para aproveitar a viagem. Ou seja, vale muito a pena.”

A mãe da jovem, Sara Rodrigues Valadares, 37, relata que se não fosse pelo programa as duas não teriam passado férias juntas. “Queria muito viajar com minha filha, mas não tenho condição de bancar. Se não fosse o programa ou não teríamos viajado ou então, iria somente uma. O ID Jovem foi um facilitador para nós.”

No entanto, a iniciativa não recebe só elogios. Duda teve problema na hora de comprar as passagens. Uma das empresas de transporte não aceitou a utilização do programa – que é garantido por lei. A compra, realizada no guichê das rodoviárias, deve ser feita com um mês de antecedência. Além disso, não é permitido viajar para o mesmo Estado de morada.

Embora tenham passado por transtorno, a situação não as desmotivou. “Amei a viagem, foi muito legal. Em maio vou sozinha para Viçosa, também em Minas Gerais e, em dezembro, quero voltar para Engenheiro Caldas. Esse programa é uma forma de ajudar os jovens a conhecerem novos lugares”, relata Duda.

A menina comentou sobre sua experiência na escola e entre a família, o que fez com que os primos buscassem o programa para acompanhá-la nas aventuras. A mãe acredita que há pouca divulgação do benefício e que o governo “perde tempo em não disseminar algo tão importante”.

“Acredito também que caso muitas pessoas procurem pelo ID Jovem, a estrutura não suportará a alta demanda, principalmente de viagens. Hoje temos de buscar a passagem com um mês de antecedência, e mesmo assim, não é sempre que dá certo”, relata Sara.

ID JOVEM
O ID Jovem existe desde 2016 para garantir os direitos instituídos no Estatuto da Juventude – Lei 12.852/2013. Para participar, o interessado precisa baixar no celular aplicativo gratuito, informar o NIS (Número de Identificação Social) – obtido em qualquer Cras (Centro de Referência de Assistência Social) –, nome, data de nascimento e o nome da mãe.

 

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Duda, como prefere ser chamada, vai realizar a segunda viagem por meio da ação, em maio. Ela acredita que o programa é um facilitador na vida de quem ainda está em fase de estruturação financeira.

Em dezembro, a jovem ficou 15 dias em Engenheiro Caldas, em Minas Gerais. A passagem de ônibus, que custava em torno de R$ 198, faria a menina desembolsar cerca de R$ 390 com o transporte, além de outro montante com alimentação e passeios, tendo em vista que ficaria hospedada na casa de conhecidos. No entanto, o programa permitiu que o gasto total com passagens fosse de apenas R$ 24. “Pagamos um valor pelo seguro de vida, mas de modo geral, quase sai de graça. O dinheiro que eu gastaria com ida e volta, pude utilizar para aproveitar a viagem. Ou seja, vale muito a pena.”

A mãe da jovem, Sara Rodrigues Valadares, 37, relata que se não fosse pelo programa as duas não teriam passado férias juntas. “Queria muito viajar com minha filha, mas não tenho condição de bancar. Se não fosse o programa ou não teríamos viajado ou então, iria somente uma. O ID Jovem foi um facilitador para nós.”

No entanto, a iniciativa não recebe só elogios. Duda teve problema na hora de comprar as passagens. Uma das empresas de transporte não aceitou a utilização do programa – que é garantido por lei. A compra, realizada no guichê das rodoviárias, deve ser feita com um mês de antecedência. Além disso, não é permitido viajar para o mesmo Estado de morada.

Embora tenham passado por transtorno, a situação não as desmotivou. “Amei a viagem, foi muito legal. Em maio vou sozinha para Viçosa, também em Minas Gerais e, em dezembro, quero voltar para Engenheiro Caldas. Esse programa é uma forma de ajudar os jovens a conhecerem novos lugares”, relata Duda.

A menina comentou sobre sua experiência na escola e entre a família, o que fez com que os primos buscassem o programa para acompanhá-la nas aventuras. A mãe acredita que há pouca divulgação do benefício e que o governo “perde tempo em não disseminar algo tão importante”.

“Acredito também que caso muitas pessoas procurem pelo ID Jovem, a estrutura não suportará a alta demanda, principalmente de viagens. Hoje temos de buscar a passagem com um mês de antecedência, e mesmo assim, não é sempre que dá certo”, relata Sara.

ID JOVEM
O ID Jovem existe desde 2016 para garantir os direitos instituídos no Estatuto da Juventude – Lei 12.852/2013. Para participar, o interessado precisa baixar no celular aplicativo gratuito, informar o NIS (Número de Identificação Social) – obtido em qualquer Cras (Centro de Referência de Assistência Social) –, nome, data de nascimento e o nome da mãe.