Economia do Japão está aquecida agora, mas falta de mão de obra jovem se tornou um problema para o país continuar crescendo.
No Japão, sobra emprego para jovens e empresas disputam candidatosCrédito: Divulgação
No Japão, sobra emprego para eles e essa falta de mão de obra é um problema para o país continuar crescendo.
 
Não há espaço para ousadia nas cores, homens e mulheres usam preto. É tradição japonesa na hora de buscar trabalho. Esses jovens, alguns no último ano da faculdade, outros recém-formados, querem transmitir seriedade ao visitar a feira que reúne empresas, bancos, indústrias e até o departamento de polícia, todos com vagas em aberto.
 
A busca pelo primeiro emprego é um momento difícil na vida de qualquer estudante. Mas o Japão vive uma fase diferente. É possível sentir de perto o clima de tensão, de concorrência que existe: não entre os candidatos, mas entre as empresas.
 
Os recrutadores fazem de tudo. No pacote de benefícios, viagens de confraternização, visita virtual ao local de trabalho, ajuda com aluguel para sair da casa dos pais e, ainda assim, falta candidato.
 
“A mão de obra está escassa porque há anos o Japão enfrenta menos nascimentos e uma redução da população ativa”, explica o funcionário de uma empresa de entregas.
 
Uma rede de restaurantes não consegue completar seu quadro de cozinheiros. Algumas filiais têm que fechar mais cedo. Em outras, a automação foi a receita: para não queimar o refogado, a panela gira sozinha, a máquina decide a hora em que o macarrão instantâneo está pronto, e o cozido, chamado de champon, caminha por si só sobre o fogão por indução. De oito, agora são quatro funcionários por turno. A gerente diz que “foi fácil se adaptar a essa tecnologia, mas sente falta da animação que havia na cozinha”.   
 
As máquinas e os estrangeiros podem ser uma solução a longo prazo, diz esse analista. Mas como a economia do Japão está aquecida agora, os jovens têm que aproveitar, já que “o recém-formado tem mais vantagens para escolher a profissão, escolher a empresa em que quer trabalhar”.
 
A Erika já percebeu. Com 21 anos, está pesquisando as propostas que recolheu na feira.   Mas, no país com fama de exigir longas jornadas de trabalho, ela deixa bem claro o que quer: “Eu procuro uma empresa que ofereça duas folgas na semana e não me obrigue a fazer tanta hora extra. Quero ter tempo livre”.
 
No Japão, sobra emprego para jovens e empresas disputam candidatosCrédito: Divulgação
No Japão, sobra emprego para eles e essa falta de mão de obra é um problema para o país continuar crescendo.
 
Não há espaço para ousadia nas cores, homens e mulheres usam preto. É tradição japonesa na hora de buscar trabalho. Esses jovens, alguns no último ano da faculdade, outros recém-formados, querem transmitir seriedade ao visitar a feira que reúne empresas, bancos, indústrias e até o departamento de polícia, todos com vagas em aberto.
 
A busca pelo primeiro emprego é um momento difícil na vida de qualquer estudante. Mas o Japão vive uma fase diferente. É possível sentir de perto o clima de tensão, de concorrência que existe: não entre os candidatos, mas entre as empresas.
 
Os recrutadores fazem de tudo. No pacote de benefícios, viagens de confraternização, visita virtual ao local de trabalho, ajuda com aluguel para sair da casa dos pais e, ainda assim, falta candidato.
 
“A mão de obra está escassa porque há anos o Japão enfrenta menos nascimentos e uma redução da população ativa”, explica o funcionário de uma empresa de entregas.
 
Uma rede de restaurantes não consegue completar seu quadro de cozinheiros. Algumas filiais têm que fechar mais cedo. Em outras, a automação foi a receita: para não queimar o refogado, a panela gira sozinha, a máquina decide a hora em que o macarrão instantâneo está pronto, e o cozido, chamado de champon, caminha por si só sobre o fogão por indução. De oito, agora são quatro funcionários por turno. A gerente diz que “foi fácil se adaptar a essa tecnologia, mas sente falta da animação que havia na cozinha”.   
 
As máquinas e os estrangeiros podem ser uma solução a longo prazo, diz esse analista. Mas como a economia do Japão está aquecida agora, os jovens têm que aproveitar, já que “o recém-formado tem mais vantagens para escolher a profissão, escolher a empresa em que quer trabalhar”.
 
A Erika já percebeu. Com 21 anos, está pesquisando as propostas que recolheu na feira.   Mas, no país com fama de exigir longas jornadas de trabalho, ela deixa bem claro o que quer: “Eu procuro uma empresa que ofereça duas folgas na semana e não me obrigue a fazer tanta hora extra. Quero ter tempo livre”.