Manifestações contra mudanças na previdência deixaram ao menos 20 mortos, diz ONG
NicaráguaCrédito: Divulgação

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciou, neste domingo, a revogação da reforma da Previdência que havia decretado nesta semana, depois que os maiores protestos no país em anos foram duramente reprimidos e deixaram pelo menos 20 pessoas mortas, segundo um organismo de defesa dos direitos humanos.

Ortega está na defensiva desde o decreto da última segunda-feira, que aumentou a contribuição de trabalhadores e empresários para a previdência social e reduziu as aposentadorias, seguindo orientação do Fundo Monetário Internacional.

O presidente da Nicarágua, no poder há 11 anos em coalizão com partidos conservadores, disse que o Instituto Nicaraguense de Seguro Social (INSS) decidiu revogar a reforma.

"A resolução anterior, de 16 de abril de 2018, que foi a resolução que deu início a toda essa situação, está sendo revogada, cancelada, deixada de lado", disse Ortega.

O governo argumenta que as mudanças são necessárias para fortalecer as finanças da Nicarágua, e Ortega diz que serão realizadas conversas para redigir um novo plano para fortalecer o sistema de seguridade social.

A Nicarágua completou, neste domingo, o quinto dia de violentos protestos contra a reforma do sistema de segurança social, na crise mais profunda desde que Daniel Ortega voltou ao poder em 2007 - ele está no terceiro mandato consecutivo.

Supermercados da capital Manágua foram saqueados. De acordo com a agência de notícias Reuters, a Cruz Vermelha confirmou sete mortes nas regiões em que estava presente. Até sexta-feira à noite o governo confirmou quase uma dúzia de mortes.

No sábado, a imprensa local informou que um jornalista de televisão foi morto a tiros enquanto fazia uma transmissão ao vivo sobre os protestos de Bluefields, uma cidade na costa caribenha afetada pelos tumultos.

"A maioria das mortes foi por armas de fogo, outras por balas de borracha em lugares muito sensíveis como a garganta", disse à Reuters Marlín Sierra, diretor do Centro Nicaraguense de Direitos Humanos.

Diante do crescente descontentamento com a reforma, que elevaria a contribuição de trabalhadores e empregadores e reduziria as aposentadorias futuras, Ortega havia prometido revisar a reforma no sábado. No entanto, a repressão aos manifestantes e a censura a meios de comunicação que transmitiam as manifestações alimentaram as críticas ao presidente, que tem reforçado gradualmente seu controle sobre as instituições do país desde que voltou à presidência em janeiro 2007.




 

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O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciou, neste domingo, a revogação da reforma da Previdência que havia decretado nesta semana, depois que os maiores protestos no país em anos foram duramente reprimidos e deixaram pelo menos 20 pessoas mortas, segundo um organismo de defesa dos direitos humanos.

Ortega está na defensiva desde o decreto da última segunda-feira, que aumentou a contribuição de trabalhadores e empresários para a previdência social e reduziu as aposentadorias, seguindo orientação do Fundo Monetário Internacional.

O presidente da Nicarágua, no poder há 11 anos em coalizão com partidos conservadores, disse que o Instituto Nicaraguense de Seguro Social (INSS) decidiu revogar a reforma.

"A resolução anterior, de 16 de abril de 2018, que foi a resolução que deu início a toda essa situação, está sendo revogada, cancelada, deixada de lado", disse Ortega.

O governo argumenta que as mudanças são necessárias para fortalecer as finanças da Nicarágua, e Ortega diz que serão realizadas conversas para redigir um novo plano para fortalecer o sistema de seguridade social.

A Nicarágua completou, neste domingo, o quinto dia de violentos protestos contra a reforma do sistema de segurança social, na crise mais profunda desde que Daniel Ortega voltou ao poder em 2007 - ele está no terceiro mandato consecutivo.

Supermercados da capital Manágua foram saqueados. De acordo com a agência de notícias Reuters, a Cruz Vermelha confirmou sete mortes nas regiões em que estava presente. Até sexta-feira à noite o governo confirmou quase uma dúzia de mortes.

No sábado, a imprensa local informou que um jornalista de televisão foi morto a tiros enquanto fazia uma transmissão ao vivo sobre os protestos de Bluefields, uma cidade na costa caribenha afetada pelos tumultos.

"A maioria das mortes foi por armas de fogo, outras por balas de borracha em lugares muito sensíveis como a garganta", disse à Reuters Marlín Sierra, diretor do Centro Nicaraguense de Direitos Humanos.

Diante do crescente descontentamento com a reforma, que elevaria a contribuição de trabalhadores e empregadores e reduziria as aposentadorias futuras, Ortega havia prometido revisar a reforma no sábado. No entanto, a repressão aos manifestantes e a censura a meios de comunicação que transmitiam as manifestações alimentaram as críticas ao presidente, que tem reforçado gradualmente seu controle sobre as instituições do país desde que voltou à presidência em janeiro 2007.