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ANO VIII - Nº 391 23.JAN.2013

 
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Centrais vão ocupar Brasília em
março  pela agenda trabalhista

Os trabalhadores sairão às ruas de Brasília, em março, para exigir do governo a aprovação da pauta trabalhista e afastar o risco de flexibilização dos direitos garantidos pela CLT.

Organizada pelas centrais sindicais,  a marcha vai centrar fogo em bandeiras como a redução da jornada de trabalho, sem o corte nos salários, a revogação do fator previdenciário, proteção contra a demissão imotivada,  ganho real para as aposentadorias com valores acima de um salário mínimo  e a valorização do servidor público.

Foto: Tiago Santana

João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário geral da Força Sindical

 

Pressão
Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, as centrais sindicais precisam pressionar o governo para abrir o diálogo com os trabalhadores e intensificar a luta de massa, deflagrando amplas manifestações pelo país, sob pena de prevalecer a agenda dos empresários.

“Além disso, se não houver um bom crescimento econômico, os patrões vão ampliar os ataques contra as demandas dos empregados, alegando que a redução e o corte de impostos, assim como a oferta de crédito, não foram suficientes para gerar empregos e impedir o corte de pessoal”, alerta Juruna.

Inquietação
Na visão da presidente da Força Sindical-BA, Nair Goulart, a postura da presidente Dilma Rousseff de se recusar a dialogar com os trabalhadores tem gerado inquietações.  Ela admitiu que o descaso do governo com o movimento sindical e o fato de o país ter um Congresso sensível aos interesses dos empresários geram uma grande preocupação entre as correntes sindicais. “Assim, a precarização nas relações de trabalho pode ganhar força”, frisa ela.

 

Foto: Paulo Segura

Nair Goulart,
presidenteda Força Sindical-BA

 

Ao mesmo tempo em que se mantém distante dos trabalhadores, a presidente mostra-se receptiva às preocupações dos representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Recebeu das mãos de diretores da entidade um documento com 101 propostas de “modernização das relações trabalhistas".

“A ideia dos patrões é modificar a legislação trabalhista, reduzindo e cortando direitos”, afirma o presidente da Força Sindical-RJ, Francisco Dal Pra. “O governo precisa também reduzir o superávit fiscal a fim de usar os recursos excedentes para investimento na infraestrutura do Brasil”, completa a presidente do Sindicato dos Brinquedos de São Paulo, Maria Auxiliadora dos Santos.

 


Foto: Jaélcio SantanaPaulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical

Aumentar a pressão pela
ampliação de direitos

Os trabalhadores precisam intensificar as manifestações este ano para conquistar os direitos expostos na Agenda da Classe Trabalhadora, aprovada pelas centrais sindicais, e manter a atual legislação que garante inúmeros benefícios conquistados ao longo de décadas de luta.   

Para o movimento sindical, passou a hora desse governo dialogar e atender às reivindicações unitárias dos trabalhadores. Para isso, as centrais sindicais vão deflagrar uma marcha em Brasília, em março, para forçar a presidente Dilma Rousseff a abraçar a nossa pauta trabalhista.

Do elenco de bandeiras que constam do documento, destacamos como prioritários a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, fim do fator previdenciário, proteção contra a demissão imotivada, aumento real para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo e a valorização do servidor público, entre outros pleitos.

Estes benefícios, juntos a mudanças radicais na economia, que priorize o investimento produtivo e o trabalho, vão aumentar os rendimentos dos assalariados e incrementar o consumo e a produção. Vão gerar ainda mais postos de trabalho e riqueza para o povo brasileiro.

Temos obtidos vitórias ao longo do anos. Recentemente, por pressão das centrais, o governo aprovou a isenção de Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR). Ficou definido que trabalhadores que recebem PLR´s até R$ 6 mil não pagarão o imposto.

Mas precisamos avançar mais. Para isso, os trabalhadores e suas entidades terão de deflagrar grandes manifestações unitárias pelo país para ampliar os direitos trabalhistas.

PLR até R$ 6 mil isenta de Imposto de Renda

Após várias rodadas de negociação a pressão das centrais sindicais, o governo federal finalmente aprovou a isenção de imposto de renda sobre a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR). Ficou definido que trabalhadores que recebem PLR até R$ 6 mil não pagarão o imposto. Acima desse valor, haverá uma cobrança gradativa de IR (ver tabela).

Foto: ArquivoSérgio Butka,
presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
da Grande Curitiba e da Força Sindical do Paraná

A isenção de IR sobre a PLR é uma bandeira histórica e de luta dos trabalhadores. A proposta foi apresentada em março do ano passado como uma emenda à Medida Provisória 556, de autoria do deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.

“Essa isenção do imposto sobre a PLR é uma questão de justiça social. Não podemos admitir que empresas detentoras de lucros astronômicos e de várias outras fontes de renda sejam isentas, e o trabalhador tenha que pagar para poder receber este benefício. Foi um avanço para a classe trabalhadora brasileira”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba/PR e da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka.

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Veja como ficou a cobrança de Imposto de Renda sobre PLR:
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 Valor da PLR                                             Imposto
 Até R$ 6 mil                                              Isento
 De R$ 6 mil a R$ 9 mil                               7,5%
 De R$ 9 mil a R$ 12 mil                           15%
 De R$ 12 mil a R$ 15 mil                         22,5%
 Acima de R$ 15 mil                                  27,5%
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Foto: Tiago SantanaNilton Souza da Silva, o Neco, secretário Nacional de Relações Internacionais da Força Sindical

 

Trabalhadores  criticam manutenção da Selic em 7,25%

A decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de manter a Taxa Selic em 7,25% ao ano desagradou tanto trabalhadores como empresários. É que a iniciativa tende a atrasar a retomada do crescimento  econômico.  

Em nota, as entidades representativas de segmentos econômicos e sociais criticaram a manutenção, pela segunda vez, da Selic.

A Força Sindical, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) consideram que o Copom “perdeu uma oportunidade” de continuar diminuindo a taxa Selic.

“Com isso, iria “forçar uma queda maior dos juros e dos spreads dos bancos, a fim de baratear o crédito e incentivar o emprego, o desenvolvimento e a distribuição de renda”, destaca a nota.

Para a Força Sindical, a continuidade na redução da Selic é uma forma de estimular a economia. “É preciso agilidade e reduções eficazes dos juros para facilitar o crescimento da economia e diminuir a dívida pública, estimular a produção industrial, aumentar o consumo e gerar empregos de qualidade”, diz o comunicado divulgado pela da central.

A Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) criticou a timidez do Banco Central. “Foi desperdiçada uma boa oportunidade para retomar o caminho da redução da Selic e, com isso, forçar uma queda maior dos juros e dos spreads dos bancos, a fim de baratear o crédito e incentivar o emprego, o desenvolvimento e a distribuição de renda”, afirmou.

Na visão da CTB, “política de diminuição dos juros da economia precisa ser retomada. Juros mais baixos funcionam como indutor do crescimento da economia, aumentam os investimentos, o consumo e contribui, em consequência, para a geração de empregos”.

Dica de Leitura

imagem ilustrativaRituais de sofrimento
Autora: Silvia Viana

“Testes físicos extenuantes, brigas, intrigas e disputa por espaço e prêmios. A descrição acima tem sido a bula dos reality shows desde sua chegada à TV, no final dos anos 1990. Em sua 13ª edição, o “Big Brother Brasil”, da Globo, que começou na última terça-feira, não fugiu à regra. Logo na estreia, submeteu seus participantes a uma prova que durou 15 horas. Na tarefa, os jogadores deveriam permanecer com as duas mãos encostadas em um carro, sem comer, dormir ou ir ao banheiro. “A banalização da crueldade só ocorre na TV porque se tornou estrutural em nosso mundo”, diz a socióloga Silvia Viana Rodrigues, autora de ‘Rituais de sofrimento’. No estudo, que chega neste mês às livrarias, ela compara o fascínio por esse tipo de produção com uma espécie de ritual religioso vazio, repetido à exaustão e que se reproduz na vida real.”

www.boitempoeditorial.com.br

Fórum Social busca soluções
 para os problemas do povo

De 26 a 31 de janeiro Porto Alegre vai servir de palco para diversas representações sociais apresentarem, discutirem e, principalmente, construírem alternativas para as mazelas sociais em comum em mais uma edição do Fórum Social Mundial Temático.

O evento se trata de um espaço livre e democrático, dedicado ao amadurecimento de aspectos pertinentes à discussão de conceitos e opiniões e ao compartilhamento de vivências representativas ao planejamento de ações concretas.

Com o Fórum, ideias advindas de perspectivas distintas mundialmente, serão debatidas em âmbito local e irão motivar alternativas que vão ser disseminadas, o que nos permite gerar expectativas em torno dessa movimentação.

Com a temática: Democracia, Cidades e Desenvolvimento Sustentável, abre-se um leque de possibilidades de discussões, que irão agregar-se ao discurso que há muito vem sido feito em torno dessas questões, as quais o movimento sindical têm tornado cada vez mais presente em suas ações. 

A proposta central é pensar em uma unificação tecida por interesses e responsabilidades mútuas, na qual todos têm seus anseios preservados, com obrigações recíprocas e os direitos igualmente respeitados, onde os movimentos sociais são os pivôs.

Como representantes da esfera sindical, reforçamos a ideia de que é fundamental continuar a somar esforços para que possamos semear no futuro, de forma cada vez mais concreta, as sementes de confiança que serão depositadas em mais essa edição do Fórum Social Mundial Temático.

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Aposentados fazem manifestação na Sé
O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical vai realizar no próximo dia 24 de janeiro, às 9 h, na praça da Sé, um grande ato em comemoração ao Dia Nacional dos Aposentados. Eles vão protestar contra o governo federal que recusa-se a extinguir o fator previdenciário e contra a prática de achatamento das aposentadorias cujos valores estão acima de um salário mínimo. Sobre estes rendimentos, o governo simplesmente aplica o índice da inflação dos últimos 12 meses, e nada concede de aumento real.

Juros vão a menor patamar desde 1995...
O índice médio de juros nas operações de crédito para os consumidores atingiu a menor taxa dos últimos 18 anos. O percentual registrado em dezembro foi de 5,44% ao mês. Para as empresas, os empréstimos também ficaram em patamar mais baixo, mas desde 1999. As instituições financeiras cobraram, no último mês de 2012, 3,07% ao mês pelo dinheiro.  As informações são da Pesquisa de Juros da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

... Aumenta a concorrência entre as instituições...
Na avaliação da equipe econômica da entidade, o resultado reflete a competição entre as instituições financeiras pelos consumidores, uma leve retração na inadimplência e a expectativa de decréscimo no índice de atraso dos pagamentos.  Para as famílias, são pesquisadas seis modalidades de empréstimos.

Força Mail é uma publicação da Força Sindical/Brasil - filiada à CSI/CSA
Redação: Antônio Diniz
Tradução para o inglês: Luciana Ruy
Tradução para o espanhol: Júlio César dos Santos Guimarães
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