A ITF (federação internacional dos trabalhadores em transportes) teve importante reunião nesta quarta-feira (11), no Rio de Janeiro, para definir sua nova direção no Brasil.
ndiceCrédito: Arquivo

Sediada em Londres, a ITF reúne sindicatos em 147 países, com escritórios em Amã, Bruxelas, Nairóbi, Nova Déli, Ouagadougou, Rio de Janeiro, Cingapura, Sydney e Tóquio.

Na reunião desta quarta-feira, o primeiro vice-presidente da federação dos trabalhadores em transportes rodoviários do Paraná, Epitácio Antônio dos Santos, foi eleito delegado do Brasil na ITF.

Ele substitui o presidente da Conttmaf (confederação nacional dos trabalhadores em transporte aquaviário e aéreo, na pesca e nos portos), Severino Almeida Filho.

O presidente da federação dos rodoviários de São Paulo (Fttresp), Valdir de Souza Pestana, será, em outubro, indicado como um dos representantes brasileiros na organização internacional.

Um dos grandes problemas do sindicalismo de transportes no Brasil, segundo Pestana, são as pesadas multas impostas às entidades em caso de greves. “E isso será avaliado pela ITF”.

“Ainda não temos claro que medidas a entidade proporá para essa questão, mas o importante é que o assunto está na ordem do dia sob a ótica internacional”, diz o sindicalista.

O presidente da Fttresp e do sindicato dos rodoviários de Santos lembra que as multas judiciais são normalmente requeridas pelas prefeituras, governos estaduais e também o federal.

Reformas na mira da entidade
Pestana revela que assuntos como a reforma trabalhista, previdenciária e a sindical, esta em gestação no governo federal, também são alvos de atenção da ITF.

“A solidariedade internacional às nossas lutas são importantes ferramentas de pressão sobre as instituições brasileiras, especializadas em prejudicar os trabalhadores”, diz o sindicalista.

A ITF representa empregados dos setores marítimo, portuário, aviação civil, ferroviário, transporte rodoviário e urbano, pesca, turismo e navegação fluvial na Europa, América, Ásia e África.

Nos últimos dez anos, a América Latina e Caribe registrou aumento de 72% na representação de trabalhadores, considerado o maior crescimento mundial da ITF. Ela representa 20 milhões de trabalhadores.

Na reunião desta quarta-feira, os dirigentes se comprometeram a trabalhar para aumentar o número de trabalhadores organizados e aumentar as lutas em defesa das categorias representadas.

Recorrer à ONU e OIT
Para secretário-geral da ITF, Stephen Cotton, “a organização tem visão de futuro”. Ele espera “construir uma presença mais forte do que nunca no Brasil”.

Pestana entende que a ITF tem direito, legitimidade e representatividade para participar das reuniões do Gaet (grupo de altos estudos do trabalho) do governo brasileiro.

Ele adverte que, caso a entidade tenha restringida a participação, recorrerá à OIT (organização internacional do trabalho), onde tem assento, e à ONU (organização das nações unidas).

O sindicalista reclama que o governo está destruindo os sindicatos e suas principais assessorias, entre elas o Dieese (departamento intersindical de estatística e estudos socioeconômicos).

Na foto, da esquerda para direita, Rob Johuston (secretário-geral Adjunto da ITF), Vagner Barbosa (coordenador do Brasil), Stephen Cotton (secretário-geral da ITF), Epitácio Antônio dos Santos (vice-presidente da Fetropar) e Valdir de Souza Pestana (presidente da Fttresp e tesoureiro da Cnttt).
 

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Sediada em Londres, a ITF reúne sindicatos em 147 países, com escritórios em Amã, Bruxelas, Nairóbi, Nova Déli, Ouagadougou, Rio de Janeiro, Cingapura, Sydney e Tóquio.

Na reunião desta quarta-feira, o primeiro vice-presidente da federação dos trabalhadores em transportes rodoviários do Paraná, Epitácio Antônio dos Santos, foi eleito delegado do Brasil na ITF.

Ele substitui o presidente da Conttmaf (confederação nacional dos trabalhadores em transporte aquaviário e aéreo, na pesca e nos portos), Severino Almeida Filho.

O presidente da federação dos rodoviários de São Paulo (Fttresp), Valdir de Souza Pestana, será, em outubro, indicado como um dos representantes brasileiros na organização internacional.

Um dos grandes problemas do sindicalismo de transportes no Brasil, segundo Pestana, são as pesadas multas impostas às entidades em caso de greves. “E isso será avaliado pela ITF”.

“Ainda não temos claro que medidas a entidade proporá para essa questão, mas o importante é que o assunto está na ordem do dia sob a ótica internacional”, diz o sindicalista.

O presidente da Fttresp e do sindicato dos rodoviários de Santos lembra que as multas judiciais são normalmente requeridas pelas prefeituras, governos estaduais e também o federal.

Reformas na mira da entidade
Pestana revela que assuntos como a reforma trabalhista, previdenciária e a sindical, esta em gestação no governo federal, também são alvos de atenção da ITF.

“A solidariedade internacional às nossas lutas são importantes ferramentas de pressão sobre as instituições brasileiras, especializadas em prejudicar os trabalhadores”, diz o sindicalista.

A ITF representa empregados dos setores marítimo, portuário, aviação civil, ferroviário, transporte rodoviário e urbano, pesca, turismo e navegação fluvial na Europa, América, Ásia e África.

Nos últimos dez anos, a América Latina e Caribe registrou aumento de 72% na representação de trabalhadores, considerado o maior crescimento mundial da ITF. Ela representa 20 milhões de trabalhadores.

Na reunião desta quarta-feira, os dirigentes se comprometeram a trabalhar para aumentar o número de trabalhadores organizados e aumentar as lutas em defesa das categorias representadas.

Recorrer à ONU e OIT
Para secretário-geral da ITF, Stephen Cotton, “a organização tem visão de futuro”. Ele espera “construir uma presença mais forte do que nunca no Brasil”.

Pestana entende que a ITF tem direito, legitimidade e representatividade para participar das reuniões do Gaet (grupo de altos estudos do trabalho) do governo brasileiro.

Ele adverte que, caso a entidade tenha restringida a participação, recorrerá à OIT (organização internacional do trabalho), onde tem assento, e à ONU (organização das nações unidas).

O sindicalista reclama que o governo está destruindo os sindicatos e suas principais assessorias, entre elas o Dieese (departamento intersindical de estatística e estudos socioeconômicos).

Na foto, da esquerda para direita, Rob Johuston (secretário-geral Adjunto da ITF), Vagner Barbosa (coordenador do Brasil), Stephen Cotton (secretário-geral da ITF), Epitácio Antônio dos Santos (vice-presidente da Fetropar) e Valdir de Souza Pestana (presidente da Fttresp e tesoureiro da Cnttt).