São documentos sobre o período da ditadura militar
WhatsApp Image 2017-08-11 at 07.04.33Crédito: Arquivo

Integrantes da Comissão da Verdade cobraram do Ministério do Trabalho um tratamento adequado para preservar documentos antigos que estão em poder daquela pasta. “São documentos da época da ditadura importantes para contar com a história dos trabalhadores, que estão abandonados lá”, diz Roberto Sargento, 3º secretário da Força.

Na reunião do Grupo de Trabalho (GT) da Comissão da Verdade no MTb (Ministério do Trabalho), realizada no Centro de Memória Sindical participaram cerca de 20 pessoas, entre as quais Tiago Reis do Ministério.

Documentário  sobre a ação da Volkswagen na ditadura
 

Sargento destacou também a importância do documentário “Cúmplices? A Volkswagen e a Ditadura Militar no Brasil” lançado quarta-feira na Câmara Municipal de São Paulo e que ter versões em inglês, português e alemão. A pergunta do título do filme se refere às controversas relações entre a montadora e a ditadura brasileira iniciada em 1964. O objetivo é provocar  uma reflexão sobre um assunto quase desconhecido ou muito pouco explorado: a participação de multinacionais na repressão durante o regime militar.

O documentário, dirigido pela documentarista alemã Stefanie Dodt e o cineasta Thomas Aders, foi lançado no fim do mês passado (julho) pela TV pública da Alemanha e relata como Franz Paul Stengl, ex-oficial do regime nazista, veio para o Brasil com o nome verdadeiro e criou o departamento de segurança industrial da Volkswagen de São Bernardo do Campo, na região do ABC.
O filme foi centrado na saga de Lúcio Bellentani preso e torturado em 1972. Ele é a figura central no inquérito que corre no Ministério Público Federal.“Esse documentário está deixando essa história em evidência, está mostrando que as indústrias aqui no Brasil não são essa maravilha. Essas empresas, esses impérios foram construídos em cima do sangue e do suor de muitos trabalhadores”, disse ao sita da Câmara Municipal de SP.

Segundo Sargento, os documentos apresentados no filme e o texto da representação são frutos dos trabalhos iniciados na Comissão Nacional da Verdade, continuados pelo IIEP para o Fórum dos Trabalhadores e Trabalhadoras por Verdade, Justiça e Reparação.
O filme reforça com a fala de diretores e ex presidente da empresa, o que é denunciado na representacão entregue ao Ministério Público Federal-MPF em setembro de 2015, documento assinado pelas 10 centrais brasileiras , por conceituados juristas, personalidades, sindicatos, militantes, presidentes de Comissões da Verdade e o IIEP.

Os trabalhadores da Volkswagen vitimados nas décadas de 60 a 90 são a fonte de todo o trabalho e se mantêm firmes no acompanhamento do inquérito e na exigência das reparações coletivas como exigido nas Recomendações do GT-13 dos Trabalhadores na CNV.  

Mais empresas serão objeto de representação. A espantosa quantidade de documentos e testemunhos fizeram com que a Volks fosse apenas a primeira. A campanha REPARAR JÁ! é exatamente isso.






 

WhatsApp Image 2017-08-11 at 07.04.33Crédito: Arquivo

Integrantes da Comissão da Verdade cobraram do Ministério do Trabalho um tratamento adequado para preservar documentos antigos que estão em poder daquela pasta. “São documentos da época da ditadura importantes para contar com a história dos trabalhadores, que estão abandonados lá”, diz Roberto Sargento, 3º secretário da Força.

Na reunião do Grupo de Trabalho (GT) da Comissão da Verdade no MTb (Ministério do Trabalho), realizada no Centro de Memória Sindical participaram cerca de 20 pessoas, entre as quais Tiago Reis do Ministério.

Documentário  sobre a ação da Volkswagen na ditadura
 

Sargento destacou também a importância do documentário “Cúmplices? A Volkswagen e a Ditadura Militar no Brasil” lançado quarta-feira na Câmara Municipal de São Paulo e que ter versões em inglês, português e alemão. A pergunta do título do filme se refere às controversas relações entre a montadora e a ditadura brasileira iniciada em 1964. O objetivo é provocar  uma reflexão sobre um assunto quase desconhecido ou muito pouco explorado: a participação de multinacionais na repressão durante o regime militar.

O documentário, dirigido pela documentarista alemã Stefanie Dodt e o cineasta Thomas Aders, foi lançado no fim do mês passado (julho) pela TV pública da Alemanha e relata como Franz Paul Stengl, ex-oficial do regime nazista, veio para o Brasil com o nome verdadeiro e criou o departamento de segurança industrial da Volkswagen de São Bernardo do Campo, na região do ABC.
O filme foi centrado na saga de Lúcio Bellentani preso e torturado em 1972. Ele é a figura central no inquérito que corre no Ministério Público Federal.“Esse documentário está deixando essa história em evidência, está mostrando que as indústrias aqui no Brasil não são essa maravilha. Essas empresas, esses impérios foram construídos em cima do sangue e do suor de muitos trabalhadores”, disse ao sita da Câmara Municipal de SP.

Segundo Sargento, os documentos apresentados no filme e o texto da representação são frutos dos trabalhos iniciados na Comissão Nacional da Verdade, continuados pelo IIEP para o Fórum dos Trabalhadores e Trabalhadoras por Verdade, Justiça e Reparação.
O filme reforça com a fala de diretores e ex presidente da empresa, o que é denunciado na representacão entregue ao Ministério Público Federal-MPF em setembro de 2015, documento assinado pelas 10 centrais brasileiras , por conceituados juristas, personalidades, sindicatos, militantes, presidentes de Comissões da Verdade e o IIEP.

Os trabalhadores da Volkswagen vitimados nas décadas de 60 a 90 são a fonte de todo o trabalho e se mantêm firmes no acompanhamento do inquérito e na exigência das reparações coletivas como exigido nas Recomendações do GT-13 dos Trabalhadores na CNV.  

Mais empresas serão objeto de representação. A espantosa quantidade de documentos e testemunhos fizeram com que a Volks fosse apenas a primeira. A campanha REPARAR JÁ! é exatamente isso.