O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas do Estado do Paraná (STIG- PR) completa 100 anos de fundação no próximo dia 30 de abril. Para celebrar a data, a entidade realiza dois eventos voltados aos filiados, no sábado e no domingo, e também lança uma revista produzida para relembrar os fatos marcantes que compõem o centenário do sindicato.

Um século de história

Criado em 1911, o STIG é reconhecido como a organização sindical mais antiga, ainda em atividade, do Paraná. Também foi o primeiro sindicato de trabalhadores gráficos a ser fundado no país. O sindicato que representa a categoria em São Paulo foi criado apenas oito anos depois, em 1919.

Sua longa trajetória de mobilização por melhores condições de trabalho e o pioneirismo na organização dos trabalhadores fazem com que os 100 anos de existência do STIG estejam intrinsecamente relacionados com a própria história do Paraná e do processo de industrialização e modernização vivido pelo estado ao longo do século XX.

O desenvolvimento da arte gráfica é impulsionada pela indústria da erva-mate, que necessitava de rótulos cada vez mais especializados para atender o mercado nacional e internacional. O fortalecimento de uma identidade comum entre os trabalhadores gráficos surge nesse contexto. A produção da erva-mate alavancou o processo de urbanização e o desenvolvimento industrial de Curitiba, o que também resulta em um crescimento do número de trabalhadores empregados nas empresas gráficas.

Durante os primeiros trinta anos do século XX, entretanto, os profissionais do ramo gráfico eram expostos a péssimas condições de trabalho. A jornada diária de trabalho se estendia até 16 horas, os índices de acidentes de trabalho eram altos, iluminação e ventilação dos ambientes eram precárias, salários baixos, ausência de um sistema de previdência social ou indenização em caso de acidente ou invalidez. Além disso, o trabalho de mulheres e crianças não era regulamentado e estava sujeito a salários menores.

A criação do STIG – denominado na época Centro Graphico Paranaense – tinha como principal objetivo possibilitar apoio mútuo entre os trabalhadores, que se organizavam para criar caixas beneficentes para amparar o trabalhador em caso de acidente de trabalho, adoecimento ou morte.  A principal pauta de reivindicação, na época, era a redução da jornada de trabalho.

Mobilizações

Foi a partir da mobilização dos trabalhadores que a categoria conseguiu obter melhorias em suas condições de trabalho. Em 1912, os tipógrafos conquistam a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias.

Ao longo de sua história, o STIG participou de muitas manifestações e conduziu processos de greve que trouxeram aumentos salariais, garantiram melhores condições de trabalho e novos benefícios e direitos.  Uma das manifestações mais marcantes da história da categoria foi a greve de 1963.  Em novembro daquele ano, trabalhadores gráficos e jornalistas realizaram uma paralisação conjunta de quatro dias, que impediu a produção e circulação dos jornais Gazeta do Povo, Diário do Paraná e O Estado do Paraná

Com a manifestação, as duas categorias conquistaram melhorias nas condições de trabalho e reajuste salarial de 75%.

 Denominação

O STIG é criado em 1911 com o nome de Centro Graphico Paranaense.  Em 1931, com o início da regulamentação dos sindicatos feita no governo de Getúlio Vargas, os gráficos alteram a denominação de para Sindicato dos Operários e Empregados Graphicos de Curitiba.

Já em 1942, a entidade é novamente adaptada, já nos moldes corporativistas de categoria profissional e base territorial determinados pelo governo Vargas. O sindicato altera sua denominação para Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Curitiba (STIG).
Em 1984, o STIG sofre sua última modificação. Passa a representar todos os trabalhadores gráficos do estado do Paraná, com exceção de nove cidades do interior que possuem sindicatos locais. Sua denominação é alterada para Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas do Estado do Paraná (STIGPR).

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas do Estado do Paraná (STIG- PR) completa 100 anos de fundação no próximo dia 30 de abril. Para celebrar a data, a entidade realiza dois eventos voltados aos filiados, no sábado e no domingo, e também lança uma revista produzida para relembrar os fatos marcantes que compõem o centenário do sindicato.

Um século de história

Criado em 1911, o STIG é reconhecido como a organização sindical mais antiga, ainda em atividade, do Paraná. Também foi o primeiro sindicato de trabalhadores gráficos a ser fundado no país. O sindicato que representa a categoria em São Paulo foi criado apenas oito anos depois, em 1919.

Sua longa trajetória de mobilização por melhores condições de trabalho e o pioneirismo na organização dos trabalhadores fazem com que os 100 anos de existência do STIG estejam intrinsecamente relacionados com a própria história do Paraná e do processo de industrialização e modernização vivido pelo estado ao longo do século XX.

O desenvolvimento da arte gráfica é impulsionada pela indústria da erva-mate, que necessitava de rótulos cada vez mais especializados para atender o mercado nacional e internacional. O fortalecimento de uma identidade comum entre os trabalhadores gráficos surge nesse contexto. A produção da erva-mate alavancou o processo de urbanização e o desenvolvimento industrial de Curitiba, o que também resulta em um crescimento do número de trabalhadores empregados nas empresas gráficas.

Durante os primeiros trinta anos do século XX, entretanto, os profissionais do ramo gráfico eram expostos a péssimas condições de trabalho. A jornada diária de trabalho se estendia até 16 horas, os índices de acidentes de trabalho eram altos, iluminação e ventilação dos ambientes eram precárias, salários baixos, ausência de um sistema de previdência social ou indenização em caso de acidente ou invalidez. Além disso, o trabalho de mulheres e crianças não era regulamentado e estava sujeito a salários menores.

A criação do STIG – denominado na época Centro Graphico Paranaense – tinha como principal objetivo possibilitar apoio mútuo entre os trabalhadores, que se organizavam para criar caixas beneficentes para amparar o trabalhador em caso de acidente de trabalho, adoecimento ou morte.  A principal pauta de reivindicação, na época, era a redução da jornada de trabalho.

Mobilizações

Foi a partir da mobilização dos trabalhadores que a categoria conseguiu obter melhorias em suas condições de trabalho. Em 1912, os tipógrafos conquistam a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias.

Ao longo de sua história, o STIG participou de muitas manifestações e conduziu processos de greve que trouxeram aumentos salariais, garantiram melhores condições de trabalho e novos benefícios e direitos.  Uma das manifestações mais marcantes da história da categoria foi a greve de 1963.  Em novembro daquele ano, trabalhadores gráficos e jornalistas realizaram uma paralisação conjunta de quatro dias, que impediu a produção e circulação dos jornais Gazeta do Povo, Diário do Paraná e O Estado do Paraná

Com a manifestação, as duas categorias conquistaram melhorias nas condições de trabalho e reajuste salarial de 75%.

 Denominação

O STIG é criado em 1911 com o nome de Centro Graphico Paranaense.  Em 1931, com o início da regulamentação dos sindicatos feita no governo de Getúlio Vargas, os gráficos alteram a denominação de para Sindicato dos Operários e Empregados Graphicos de Curitiba.

Já em 1942, a entidade é novamente adaptada, já nos moldes corporativistas de categoria profissional e base territorial determinados pelo governo Vargas. O sindicato altera sua denominação para Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Curitiba (STIG).
Em 1984, o STIG sofre sua última modificação. Passa a representar todos os trabalhadores gráficos do estado do Paraná, com exceção de nove cidades do interior que possuem sindicatos locais. Sua denominação é alterada para Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas do Estado do Paraná (STIGPR).