Há poucos dias, depois que os funcionários da sede da Eurostar em Londres encerraram o expediente e foram embora para casa, um grupo de garotas adolescentes começou a entrar no prédio.
LondresCrédito: Divulgação

Enquanto muitos colegas de todas as partes do país competem por mesas escassas em bibliotecas locais - para estudar para os exames "A-Level", que dão acesso ao ensino superior -, as alunas do sexto ano colegial da escola Maria Fidelis, no centro de Londres, têm uma opção diferente.

A Eurostar e outras empresas começaram a fornecer algo que elas, estudantes e professores afirmam ser uma coisa simples e útil: um "clube de lição de casa" que funciona depois da escola.

Sem biblioteca pública e com pouco espaço em casa, alunos usam escritórios do centro da cidade para estudar

"Preciso de um lugar silencioso para estudar", diz Daniella, que estuda sociologia, espanhol e francês para o exame "A-Level". "Divido meu quarto em casa com minha mãe e há muito barulho. Ela fica assistindo TV e eu acabo me distraindo."

Daniella faz parte de um programa que responde a um problema mais amplo de acesso limitado a espaços para estudo após o horário escolar. Os estudantes, em geral, vivem em espaços apertados e o fechamento de pelo menos 450 bibliotecas no Reino Unido desde 2012 significa que eles têm hoje menos espaços para estudar.

"Muito tempo atrás, os estudantes iam para as bibliotecas públicas, mas hoje elas são poucas e dispersas", diz Malcolm Trobe, vice-secretário-geral da Association of School and College Leaders. "Tudo que pode ser feito para ajudar a melhorar a qualidade do estudo é bem-vindo."

Os planos para criar um clube de lição de casa em King's Cross, em Londres, começaram há dois anos, quando o Urban Partners, um grupo empresarial local, começou a discutir como poderia servir melhor a comunidade.

A área é uma mistura de habitações degradadas com empreendimentos novos. Há também as estações ferroviárias de King's Cross e St Pancras, que foram reformadas, novos prédios residenciais luxuosos e sedes de empresas.

Wendy Spinks, diretora comercial da operadora ferroviária HS1, que preside a Urban Partners, diz: "Queríamos contribuir com algo que não fosse simplesmente assinalar cruzinhas. Tínhamos muitos pedidos para experiência de trabalho mas achamos que não iria funcionar. Era uma dor de cabeça que não estava oferecendo uma coisa de qualidade".

Spinks diz que oferecer espaço de empresas para estudantes perto de King's Cross foi uma solução fácil que deu a eles uma exposição ao mundo do trabalho, além de um lugar tranquilo para estudar.

A Eurostar foi a primeira empresa a lançar o clube da lição de casa, oferecendo inicialmente espaço das 16h30 às 18h30 todas as quintas-feiras, para um grupo de meia dúzia de alunos do sexto ano colegial da escola Maria Fidelis, que fica nas redondezas.

No prazo de dois anos, o número cresceu para 35 alunos, com mais na lista de espera. A Virgin Trains também oferece espaços para dez estudantes.

A Eurostar também viu a necessidade de tutela individual para os estudantes. Hoje, seus funcionários oferecem voluntariamente seu tempo para ajudar os estudantes em cerca de 15 matérias. Céline Aime, da área de treinamento e desenvolvimento de funcionários, que ajuda estudantes a praticar francês, diz: "É muito bom ajudar os estudantes e ficar sabendo de suas conquistas."

Funcionários da Springer Nature, uma editora de livros científicos das cercanias, também aderiram ao programa, oferecendo monitoramento nos estudos de química, biologia e até mesmo religião. "Faço isso porque é a coisa certa a se fazer", afirma Nina Meinzer, editora da Nature Communications. Ela é formada em Física e está ajudando um grupo que estuda matemática para o exame "A-Level". Sua empresa e várias outras, incluindo a Havas e a Springer Nature, planejam oferecer espaço em seus escritórios no quarto trimestre.

"Não dá nem para dizer a diferença que isso está fazendo", afirma Georgina Speller, diretora do sexto ano colegial da escola Maria Fidelis, que estima que o programa vem melhorando os resultados dos participantes em uma série inteira.

Mas ela alerta que o programa exige um trabalho considerável das escolas e empresas em logística e autorizações. Trobe acrescenta que os locais fora da escola precisam atender às exigências de proteção, saúde e segurança dos estudantes. Para as escolas de áreas rurais, as opções dos alunos são mais limitadas pois eles precisam de transporte para casa em ônibus especiais.

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Enquanto muitos colegas de todas as partes do país competem por mesas escassas em bibliotecas locais - para estudar para os exames "A-Level", que dão acesso ao ensino superior -, as alunas do sexto ano colegial da escola Maria Fidelis, no centro de Londres, têm uma opção diferente.

A Eurostar e outras empresas começaram a fornecer algo que elas, estudantes e professores afirmam ser uma coisa simples e útil: um "clube de lição de casa" que funciona depois da escola.

Sem biblioteca pública e com pouco espaço em casa, alunos usam escritórios do centro da cidade para estudar

"Preciso de um lugar silencioso para estudar", diz Daniella, que estuda sociologia, espanhol e francês para o exame "A-Level". "Divido meu quarto em casa com minha mãe e há muito barulho. Ela fica assistindo TV e eu acabo me distraindo."

Daniella faz parte de um programa que responde a um problema mais amplo de acesso limitado a espaços para estudo após o horário escolar. Os estudantes, em geral, vivem em espaços apertados e o fechamento de pelo menos 450 bibliotecas no Reino Unido desde 2012 significa que eles têm hoje menos espaços para estudar.

"Muito tempo atrás, os estudantes iam para as bibliotecas públicas, mas hoje elas são poucas e dispersas", diz Malcolm Trobe, vice-secretário-geral da Association of School and College Leaders. "Tudo que pode ser feito para ajudar a melhorar a qualidade do estudo é bem-vindo."

Os planos para criar um clube de lição de casa em King's Cross, em Londres, começaram há dois anos, quando o Urban Partners, um grupo empresarial local, começou a discutir como poderia servir melhor a comunidade.

A área é uma mistura de habitações degradadas com empreendimentos novos. Há também as estações ferroviárias de King's Cross e St Pancras, que foram reformadas, novos prédios residenciais luxuosos e sedes de empresas.

Wendy Spinks, diretora comercial da operadora ferroviária HS1, que preside a Urban Partners, diz: "Queríamos contribuir com algo que não fosse simplesmente assinalar cruzinhas. Tínhamos muitos pedidos para experiência de trabalho mas achamos que não iria funcionar. Era uma dor de cabeça que não estava oferecendo uma coisa de qualidade".

Spinks diz que oferecer espaço de empresas para estudantes perto de King's Cross foi uma solução fácil que deu a eles uma exposição ao mundo do trabalho, além de um lugar tranquilo para estudar.

A Eurostar foi a primeira empresa a lançar o clube da lição de casa, oferecendo inicialmente espaço das 16h30 às 18h30 todas as quintas-feiras, para um grupo de meia dúzia de alunos do sexto ano colegial da escola Maria Fidelis, que fica nas redondezas.

No prazo de dois anos, o número cresceu para 35 alunos, com mais na lista de espera. A Virgin Trains também oferece espaços para dez estudantes.

A Eurostar também viu a necessidade de tutela individual para os estudantes. Hoje, seus funcionários oferecem voluntariamente seu tempo para ajudar os estudantes em cerca de 15 matérias. Céline Aime, da área de treinamento e desenvolvimento de funcionários, que ajuda estudantes a praticar francês, diz: "É muito bom ajudar os estudantes e ficar sabendo de suas conquistas."

Funcionários da Springer Nature, uma editora de livros científicos das cercanias, também aderiram ao programa, oferecendo monitoramento nos estudos de química, biologia e até mesmo religião. "Faço isso porque é a coisa certa a se fazer", afirma Nina Meinzer, editora da Nature Communications. Ela é formada em Física e está ajudando um grupo que estuda matemática para o exame "A-Level". Sua empresa e várias outras, incluindo a Havas e a Springer Nature, planejam oferecer espaço em seus escritórios no quarto trimestre.

"Não dá nem para dizer a diferença que isso está fazendo", afirma Georgina Speller, diretora do sexto ano colegial da escola Maria Fidelis, que estima que o programa vem melhorando os resultados dos participantes em uma série inteira.

Mas ela alerta que o programa exige um trabalho considerável das escolas e empresas em logística e autorizações. Trobe acrescenta que os locais fora da escola precisam atender às exigências de proteção, saúde e segurança dos estudantes. Para as escolas de áreas rurais, as opções dos alunos são mais limitadas pois eles precisam de transporte para casa em ônibus especiais.