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Medicamentos terão reajuste de até 2,84% no dia 31

quarta-feira, 21 de março de 2018

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Medicamentos terão reajuste de até 2,84% no dia 31

Alta é a menor em 11 anos; segundo sindicato do setor, aumento autorizado é baixo; alta só deve chegar às farmácias duas semanas depois
remédiosCrédito: Arquivo

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) autorizou um reajuste de 2,09% a 2,84% nos preços dos medicamentos, a partir do próximo dia 31.

O teto do aumento permitido equivale à inflação oficial do último ano (de março de 2017 a fevereiro de 2018). A regulação é válida para um universo de mais de 19 mil medicamentos disponíveis no mercado varejista brasileiro.

No ano passado, os remédios tiveram alta máxima de 4,76%, exatamente a mesma variação da inflação no período. Em 2016, o aumento autorizado foi de 12,5%. Em 2015, foi de 7,7% e. em 2014, de 5,68%.

O percentual é o menor em 11 anos, segundo a Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo), que se queixa que, pelo segundo ano consecutivo, "o reajuste dos medicamentos será baixo".

Em 2017, lembrou a entidade, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) registrou variação de apenas 0,12% no item "medicamentos em geral" do Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i).

"A indústria farmacêutica tem conseguido segurar seus preços, apesar do expressivo aumento dos custos de produção nos últimos anos e a tendência deve se repetir em 2018", afirma Nelson Mussolini, presidente executivo do sindicato.

Os reajustes de preço dos medicamentos têm ficado abaixo da inflação geral. De 2013 a 2017, o IPCA acumulado foi de 36,48% ante 32,51% dos reajustes médios autorizados pelo governo.

Três categorias: reajustes diferentes

O reajuste autorizado dos medicamentos é dividido em três faixas, com base na concentração do mercado. Assim, remédios de menor complexidade e produzidos por mais laboratórios, que costumam baixar os preços para manter a concorrência, têm permissão de um aumento maior. Neste ano, será de até 2,84%. É o caso de opções como omeprazol, pantoprazol, sinvastatina e atorvastatina.

O segundo grupo de medicamentos é composto pelos que têm concorrência moderada, como antifúngicos sistêmicos (cetoconazol e fluconazol) e analgésicos narcóticos (tramadol, morfina etc.). Este grupo pode subir 2,47%.

O terceiro grupo é o dos remédios com baixa concorrência, como os corticosteroides oral puro (betametasona e dexametasona) e penicilinas injetáveis (ampicilina e amoxicilina).
Os medicamentos desse grupo respondem por mais da metade do mercado e têm o menor percentual de aumento: 2,09%.

Preço antigo

A Interfarma informa que, embora o reajuste tenha data marcada, a efetiva mudança de preços nas farmácias pode ser gradual porque distribuidores e varejo costumam aumentar os seus estoques para manterem por, pelo menos 15 dias, o preço antigo.

"Vale lembrar que os preços são regulados e não tabelados, ou seja, o governo estabelece um valor máximo, mas a concorrência de mercado é livre para a prática de descontos", diz Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma.

 

Fonte: Portal Destak

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