O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), disse ontem ter "levado pau" ao afirmar em redes sociais que a reforma da Previdência precisa olhar aspectos sociais, além da economia. "Sou favorável à reforma da Previdência. Eu tentei quando era presidente. Acho que tem que ter uma idade mínima", afirmou ontem em evento com representantes da Força Sindical. O grupo de 20 pessoas foi recebido pelo tucano depois de um pedido do presidente da central, Miguel Torres.
WhatsApp Image 2019-05-14 at 15.14.05 (1)Crédito: Arquivo
No domingo, Fernando Henrique mencionou no Twitter fala do economista Eduardo Moreira, sobre a importância de se conciliar na reforma questões fiscais e um caráter redistributivo. "Eu levei pau para burro dos economistas. Como se eu fosse contra a reforma. Eu sou a favor. Eu só acho que tem que ter equilíbrio."

Fernando Henrique classificou o momento atual como de "paixão". "Vivemos um momento em que a razão, o bom senso, equilíbrio são coisas negativas", disse. "Isso dá guerra, não funciona. O mais desejável é um equilíbrio. É contra a maré ter razoabilidade."

A reunião de Fernando Henrique com os sindicalistas seria fechada à imprensa, mas a Força Sindical avisou jornalistas na véspera. Diante disso, a Fundação FHC decidiu abrir o encontro aos jornalistas que estavam no local.

O ex-presidente fez um discurso de união e classificou a situação do Brasil sob o governo de Jair Bolsonaro como de "insegurança", "desarticulação política" e "aflição".

"O governo está com raiva. Com raiva, não se constrói. Ele [Bolsonaro] comete erros, cria muitos adversários. Não há interesse do governo em diálogo."

Ao responder a pergunta de um dos participantes da reunião sobre a situação de desemprego nas metrópoles e no interior do Brasil, Fernando Henrique comentou: "Não vale a pena comparar. Só chorar."

Fernando Henrique recomendou que os representantes da Força procurassem, além de lideranças políticas, universidades e militares para pensar em soluções para o país.

Questionado por um dos sindicalistas sobre a possibilidade de impeachment de Bolsonaro, FHC ponderou que o procedimento, quando feito, é "traumático" para o país. "Eu, a princípio, não sou favorável", disse o ex-presidente. "O custo é alto. Mas, às vezes, é inevitável."

 

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No domingo, Fernando Henrique mencionou no Twitter fala do economista Eduardo Moreira, sobre a importância de se conciliar na reforma questões fiscais e um caráter redistributivo. "Eu levei pau para burro dos economistas. Como se eu fosse contra a reforma. Eu sou a favor. Eu só acho que tem que ter equilíbrio."

Fernando Henrique classificou o momento atual como de "paixão". "Vivemos um momento em que a razão, o bom senso, equilíbrio são coisas negativas", disse. "Isso dá guerra, não funciona. O mais desejável é um equilíbrio. É contra a maré ter razoabilidade."

A reunião de Fernando Henrique com os sindicalistas seria fechada à imprensa, mas a Força Sindical avisou jornalistas na véspera. Diante disso, a Fundação FHC decidiu abrir o encontro aos jornalistas que estavam no local.

O ex-presidente fez um discurso de união e classificou a situação do Brasil sob o governo de Jair Bolsonaro como de "insegurança", "desarticulação política" e "aflição".

"O governo está com raiva. Com raiva, não se constrói. Ele [Bolsonaro] comete erros, cria muitos adversários. Não há interesse do governo em diálogo."

Ao responder a pergunta de um dos participantes da reunião sobre a situação de desemprego nas metrópoles e no interior do Brasil, Fernando Henrique comentou: "Não vale a pena comparar. Só chorar."

Fernando Henrique recomendou que os representantes da Força procurassem, além de lideranças políticas, universidades e militares para pensar em soluções para o país.

Questionado por um dos sindicalistas sobre a possibilidade de impeachment de Bolsonaro, FHC ponderou que o procedimento, quando feito, é "traumático" para o país. "Eu, a princípio, não sou favorável", disse o ex-presidente. "O custo é alto. Mas, às vezes, é inevitável."