Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Na América Latina, desemprego do Brasil só é inferior a haitiano

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Imprensa

Na América Latina, desemprego do Brasil só é inferior a haitiano

A taxa de desemprego no Brasil em 2017 foi a segunda maior de toda a América Latina, atrás apenas da do Haiti, e acima da média de todos os continentes, segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) com base em informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Brasl: muitos desempregadosCrédito: Divulgação

Em meio à crise econômica, o desemprego no ano passado atingiu 12,9% da população brasileira economicamente ativa e que tentou buscar um trabalho. Quase um terço dos jovens entre 15 e 24 anos tentou e não encontrou emprego e 24,8% nem trabalham nem estudam.

O percentual de desempregados diminuiu pouco neste semestre e ficou em 12,3% até julho, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O país tem, ao todo, 12,9 milhões sem trabalho, além de 4,8 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego).

De 20 países da América Latina, só o Haiti – que tem apenas o 168º maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 189 países avaliados pela ONU – conta com situação pior que a do Brasil, que é o 79º no ranking do IDH. De acordo o Pnud, 14% dos haitianos estavam desempregados no ano passado, percentual que chegava a 36% dos jovens.

O terceiro país da lista é a Colômbia, com 9% da população desempregada e um índice de jovens fora do mercado de trabalho bem menor, de 18,4%. Mesmo a Venezuela, que vive uma crise econômica e política, aparece melhor que o Brasil: 8,1% dos venezuelanos estavam sem emprego, problema que atingia 17,6% dos que têm entre 15 e 24 anos, segundo a estimativa divulgada com base em dados da OIT.

A menor taxa de desemprego da região é de Cuba, com 2,6%, índice que vai a 5,5% entre os jovens.

A deterioração do mercado de trabalho no Brasil começou em 2015, com a recessão. A taxa de desemprego, que foi a 6,7% no ano da reeleição da presidente Dilma Rousseff, avançou para 8,4% e 11,6% nos dois anos seguintes.

Mesmo a melhora vista nos últimos meses é vista com ressalvas, já que foi puxada principalmente por vagas sem carteira assinada e por conta própria. Nos últimos três anos, houve saldo negativo no mercado de trabalho formal -quase 3 milhões de postos de trabalho com carteira assinada foram perdidos entre 2015 e 2017.

Na comparação entre os mesmos 20 países latino-americanos, a taxa de desemprego brasileira em 2014 (antes do agravamento da crise e seus efeitos no mercado de trabalho) era a sexta maior da região, sendo superada pelas registradas em Haiti, Argentina, Venezuela, Costa Rica e Colômbia e idêntica à do Chile – neste último, o índice fechou no ano passado a 7%.

Na lista geral, em um grupo de 181 países, o Brasil teve no ano passado a 28ª maior taxa de desemprego do mundo, em um ranking liderado por Palestina (27,9%) e África do Sul (27,7%).

A taxa de desemprego brasileira está acima, inclusive, da média de regiões como a África subsaariana, que tem 7,7% de pessoas sem trabalho (13,6% entre os jovens), e do mundo árabe, onde 10,6% da população economicamente ativa não encontrou emprego (27,5% entre os com menos de 24 anos).

A média entre os países com nível de IDH parecido com o brasileiro (que estão na faixa que a ONU chama de "alto desenvolvimento humano") é de 6,3% de desempregados e 15,3% sem encontrar trabalho.

O cenário dos problemas do mercado de trabalho brasileiro não é muito diferente quando a comparação fica restrita apenas a aquelas pessoas que têm entre 15 e 24 anos.

A taxa de desemprego dos jovens do país, de 30,5%, é a segunda maior da América Latina, ficando atrás novamente da haitiana: 36%.

Na comparação global, o índice dos jovens é o 27º mais alto, atrás por exemplo de África do Sul (57,4%, o mais expressivo do levantamento), Grécia (42,8%) e Espanha (39,4%) – estes dois últimos foram símbolo da crise europeia iniciada no fim da década passada, em que mais da metade dos jovens desses países chegou a estar desempregada nesse período.

Já o número de pessoas entre 15 e 24 anos que nem trabalham nem estudam – conhecidos como geração "nem nem" – é mais complexo de ser obtido e está defasado no levantamento da ONU, que divulgou o dado mais atual de cada país, mas há alguns em que a informação remete a 2012. No Brasil, os "nem nem" são 24,8% dos jovens.

Os "nem nem" não precisam ter procurado emprego, por isso o número de jovens que não trabalham nem estudam costuma ser maior que os que tentaram encontrar trabalho e não conseguiram. O mais alto da América Latina é no Paraguai, com 37% – a taxa de desemprego da população é bem menor, de 5,8%.

O desemprego é um dos reflexos da crise econômica, que, por sua vez, ajuda a explicar por que o Brasil desacelerou a melhora que vinha apresentando ao longo das últimas três décadas no IDH, que avalia indicadores de saúde, educação e padrões de vida da população. Ainda assim manteve a 79ª posição no ranking com 189 países e territórios pesquisados.

O IDH brasileiro foi de 0,759 em 2017, o que classifica o Brasil entre os países com "alto desenvolvimento humano", índice que reflete a esperança de vida ao nascer, a escolaridade e a renda anual per capita. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento. A Noruega, primeira do ranking, tem 0,953, e o Níger, que é o último, 0,354.

Desde 2012, o Brasil subiu sete posições no ranking dos países, mas a velocidade de melhora do IDH diminuiu desde a crise econômica que começou no meio de 2014. O índice aumentou 0,009 nos dois anos entre 2010 a 2012, 0,016 no biênio entre 2012 a 2014 e 0,005 de 2014 para 2015. De 2015 para 2016, contudo, o índice só subiu 0,001, número que se repete agora.

O aumento tímido se deve a uma estagnação nos anos esperados de escolaridade e na média de anos de estudo dos brasileiros e queda na renda per capita, que era de US$ 14.350 pelo critério de paridade do poder de compra em 2015 e agora é de US$ 13.755. No período, o Brasil vem enfrentando uma das maiores recessões econômicas de sua história.

Na América do Sul, o Brasil é o quinto com melhor IDH, atrás de Chile, Argentina, Uruguai e Venezuela (que vem perdendo rapidamente pontos e caiu 16 posições em relação a 2016).

A desigualdade brasileira, contudo, é uma das mais altas, segundo o Pnud. O Brasil é o terceiro país da região que mais perde pontos no IDH quando o indicador é ajustado quando leva-se em conta a diferença entre os mais e menos abastados de uma nação. Cai de 0,759 para 0,578, abaixo da média da América Latina e Caribe (0,593).

Já o índice de desenvolvimento de gênero, que separa o IDH de homens e mulheres, mostra um pequeno desnível para os homens: os brasileiros têm um IDH de 0,761, e as brasileiras, de 0,755. Embora as mulheres tenham maior escolaridade e longevidade, a renda anual per capita delas foi 42,7% menor que a dos homens, que é de US$ 17.566.

 

Fonte: Valor

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
Assembleia na JG explica isenção do IR e impacto salarial
Força 2 FEV 2026

Assembleia na JG explica isenção do IR e impacto salarial

Crise no polo de Cubatão leva indústria a negociar com Alckmin
Imprensa 2 FEV 2026

Crise no polo de Cubatão leva indústria a negociar com Alckmin

Vitória do movimento sindical!
Força 30 JAN 2026

Vitória do movimento sindical!

SinSaúdeSP, Cofen e Conatenf articulam apoio à PEC 19
Força 30 JAN 2026

SinSaúdeSP, Cofen e Conatenf articulam apoio à PEC 19

Boletim dos Metalúrgicos SP destaca isenção do IR até R$ 5 mil
Força 30 JAN 2026

Boletim dos Metalúrgicos SP destaca isenção do IR até R$ 5 mil

Sintepav-BA avança na Campanha Salarial 2026
Força 30 JAN 2026

Sintepav-BA avança na Campanha Salarial 2026

Metalúrgicos de Guarulhos fortalecem papel da Cipa
Força 30 JAN 2026

Metalúrgicos de Guarulhos fortalecem papel da Cipa

Projeto Verão sem AIDS começa sábado em Praia Grande
Força 30 JAN 2026

Projeto Verão sem AIDS começa sábado em Praia Grande

DIEESE: o que você ganha com a Isenção do Imposto de Renda
Força 29 JAN 2026

DIEESE: o que você ganha com a Isenção do Imposto de Renda

Servidores da Força preparam Encontro Nacional para abril
Força 29 JAN 2026

Servidores da Força preparam Encontro Nacional para abril

Isenção do IR até R$ 5 mil já impacta salários em janeiro
Força 29 JAN 2026

Isenção do IR até R$ 5 mil já impacta salários em janeiro

Trabalhadores e indústria defendem indústria química nacional
Força 29 JAN 2026

Trabalhadores e indústria defendem indústria química nacional

Sindnapi celebra o Dia Nacional do Aposentado com Café e Palestra
Força 29 JAN 2026

Sindnapi celebra o Dia Nacional do Aposentado com Café e Palestra

FEQUIMFAR planeja agenda sindical e desafios de 2026
Força 29 JAN 2026

FEQUIMFAR planeja agenda sindical e desafios de 2026

Manter os juros altos é uma irresponsabilidade social
Força 28 JAN 2026

Manter os juros altos é uma irresponsabilidade social

PLR da Lalupe tem aumento de 15% aprovado em assembleia
Força 28 JAN 2026

PLR da Lalupe tem aumento de 15% aprovado em assembleia

Diálogo fortalece campanha dos papeleiros em São Paulo
Força 28 JAN 2026

Diálogo fortalece campanha dos papeleiros em São Paulo

Sindicalistas debatem prioridades industriais para 2026
Força 28 JAN 2026

Sindicalistas debatem prioridades industriais para 2026

Atos destacam conquista da isenção do IR
Força 28 JAN 2026

Atos destacam conquista da isenção do IR

Força Sindical convoca reunião para organizar Março Mulher 2026
Força 28 JAN 2026

Força Sindical convoca reunião para organizar Março Mulher 2026

Nota de pesar: Maria Soler Costa
Força 28 JAN 2026

Nota de pesar: Maria Soler Costa

Basta de feminicídio e violência contra as mulheres!
Palavra do Presidente 27 JAN 2026

Basta de feminicídio e violência contra as mulheres!

Químicos de Botucatu elegem diretoria por unanimidade
Força 27 JAN 2026

Químicos de Botucatu elegem diretoria por unanimidade

Centrais sindicais cobram redução imediata da taxa Selic
Força 27 JAN 2026

Centrais sindicais cobram redução imediata da taxa Selic

Metalúrgicos debatem ações de 2026 em defesa dos direitos
Força 26 JAN 2026

Metalúrgicos debatem ações de 2026 em defesa dos direitos

Sindicalistas da Força debatem ações para 2026 e conjuntura nacional
Força 26 JAN 2026

Sindicalistas da Força debatem ações para 2026 e conjuntura nacional

Centrais sindicais se reúnem com PM para ato contra juros altos
Força 26 JAN 2026

Centrais sindicais se reúnem com PM para ato contra juros altos

Diálogo institucional fortalece o Fisco no Tocantins
Força 26 JAN 2026

Diálogo institucional fortalece o Fisco no Tocantins

Mobilização cobra PLR e reforça unidade em Ribeirão Preto
Força 26 JAN 2026

Mobilização cobra PLR e reforça unidade em Ribeirão Preto

Centrais convocam ato contra juros altos na Avenida Paulista
Força 26 JAN 2026

Centrais convocam ato contra juros altos na Avenida Paulista

Aguarde! Carregando mais artigos...