Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Ociosidade diminuiu pouco desde pior momento da recessão

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Imprensa

Ociosidade diminuiu pouco desde pior momento da recessão

A diferença entre o crescimento efetivo e o potencial da economia brasileira ficou negativa em quase seis pontos percentuais no terceiro trimestre, nas estimativas de Bráulio Borges, economista-sênior da LCA Consultores.
 Indústria já corta custos com uso de realidade aumentadaCrédito: Divulgação

Esse nível atual de capacidade ociosa não é mais o recorde – atingido no quarto trimestre de 2016, quando o PIB efetivo estava correndo 7,3 pontos percentuais abaixo do potencial -, mas ainda assim é muito elevado, aponta Borges, também pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Ele observa que, no auge da última recessão dos EUA, de 2007 a 2009, o chamado "hiato do produto" da economia americana ficou negativo em cerca de 4,5 pontos. O hiato mostra a diferença entre o PIB efetivo e o potencial (aquele que não acelera a inflação). "Mesmo no Brasil não vivemos um hiato nessa ordem de grandeza em outras crises", diz Borges, que destaca também o longo período em que a economia está operando com excesso de ociosidade: 16 trimestres consecutivos.

Isso porque o pífio ritmo de recuperação observado após a crise mais recente é insuficiente para ocupar a folga de recursos existente na economia, explica o economista. Na recessão de 1981 a 1983 e na seguinte, de 1989 a 1992, nota ele, o PIB já havia recuperado o patamar pré-crise sete trimestres após o "fundo do poço" de cada recessão. No ciclo atual, o PIB ainda está cerca de 5% abaixo desse nível.

O modelo usado por Borges para definir o hiato é o mesmo adotado pela Comissão Europeia, que passou a calcular projeções de PIB potencial para países com metas estruturais para o resultado primário das contas públicas (que exclui gastos com juros).

A baixa utilização dos fatores de produção fica clara no mercado de trabalho. Na série dessazonalizada pela LCA, a taxa de desemprego caiu de 13,2% para 12,1% em um ano e meio, sendo que a chamada "taxa natural" de desocupação – que iguala o crescimento real dos salários aos ganhos de produtividade e, por isso, não pressiona a inflação – estaria ao redor de 10%. Na velocidade atual de redução do desemprego, o mercado de trabalho pode levar mais três anos para eliminar a ociosidade, estima.

Uma consequência favorável da elevada folga de capacidade na economia é o ambiente tranquilo para a inflação. Se o câmbio e choques de oferta não atrapalharem, o hiato do produto e as expectativas inflacionárias bem ancoradas permitem que o Banco Central não tenha que se preocupar em apertar a política monetária antes de meados do ano que vem, avalia Borges.

Segundo Marco Maciel, economista-chefe do Banco Pine, a folga no uso dos fatores de produção vai manter a inflação de serviços abaixo da meta em 2019 e também em 2020. Em 2018, a expectativa é que o conjunto que reúne preços como aluguel, empregada doméstica e cabeleireira encerre o ano com alta de apenas 2,7%. "O tempo de hiato do produto negativo coincide com o período em que a inflação e seus núcleos vêm desabando", nota Maciel, que usa um modelo diferente do de Borges para estimar a diferença entre o PIB efetivo e o potencial.

Pelos modelos do Pine – que usam o filtro estatístico de Hodrick-Prescott e a função de produção para calcular o PIB potencial, obtendo o hiato do produto por resíduo -, o PIB estaria correndo hoje cerca de um ponto abaixo do potencial, diferença que deve ser eliminada já em meados de 2019. Além de usar os dois métodos para calcular o hiato, o economista compara a consistência dos resultados com a inflação medida pelo IPCA, que, hoje, está compatível com uma economia que opera com excesso de capacidade ociosa.

A folga no uso dos fatores de produção também tem obviamente efeitos negativos, ponderam os economistas ouvidos. O mais notável deles é a fraqueza dos investimentos, que subiram 6,6% no terceiro trimestre de 2018 inflados por importações contábeis de plataformas de petróleo. Mencionando dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), Maciel observa que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) na indústria de transformação ficou em 76,4% em outubro, 6,1 pontos abaixo da média histórica do indicador, de 82,5%. "Por que o empresário vai investir com uma capacidade ociosa tão grande?", questiona.

Períodos de hiato do produto negativo também são marcados por queda da produtividade, seja na economia, seja no mercado de trabalho, acrescenta o economista do Pine. "O desalento aumenta, trabalhadores vão para a informalidade, as máquinas e equipamentos nas fábricas são usados menos intensamente, diminuem as horas extras, e a produtividade cai."

Borges, da LCA, lembra de outras duas consequências negativas do excesso de capacidade ociosa na economia: a "sensação térmica" ruim para as famílias e o pouco dinamismo da arrecadação de impostos, especialmente num quadro de restrição fiscal. Mesmo com a atividade em recuperação, o ritmo moroso de alta determina também um ritmo vagaroso de queda do desemprego, situação que deixa as famílias em alerta e pouco confortáveis para expandir seu consumo, diz.

Já em relação à questão fiscal, Borges afirma que o hiato do produto negativo estaria subtraindo cerca de dois pontos do PIB de arrecadação dos governos federal e regionais de receitas recorrentes. "Se o hiato fosse zerado hoje, o resultado primário seria ligeiramente positivo."

Fonte: Valor Econômico

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026
Força 3 JUN 2026

Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026

TRT mantém direito de greve e eletricitários param
Força 3 JUN 2026

TRT mantém direito de greve e eletricitários param

Feriadão altera atendimento no Sindicato e áreas de lazer
Força 3 JUN 2026

Feriadão altera atendimento no Sindicato e áreas de lazer

IndustriALL Brasil debate transição energética justa
Força 3 JUN 2026

IndustriALL Brasil debate transição energética justa

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve
Força 3 JUN 2026

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve

Sindicalistas apresentam propostas a Haddad para São Paulo
Força 3 JUN 2026

Sindicalistas apresentam propostas a Haddad para São Paulo

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Artigos 2 JUN 2026

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Nota de pesar: Magrão, Presente!
Força 2 JUN 2026

Nota de pesar: Magrão, Presente!

PEC 12/2026 gera alerta sobre direitos trabalhistas
Imprensa 2 JUN 2026

PEC 12/2026 gera alerta sobre direitos trabalhistas

Metalúrgicos SP lançam Campanha do Agasalho e Alimentos 2026
Força 2 JUN 2026

Metalúrgicos SP lançam Campanha do Agasalho e Alimentos 2026

Centrais ampliam mobilização pela jornada de 40 horas
Força 1 JUN 2026

Centrais ampliam mobilização pela jornada de 40 horas

Metalúrgicos SP mantém mobilização por jornada de 40 horas e fim da escala 6×1
Força 1 JUN 2026

Metalúrgicos SP mantém mobilização por jornada de 40 horas e fim da escala 6×1

Para Cláudio Janta, fim da escala 6×1 e redução da jornada geram empregos e melhoram a qualidade de vida
Força 1 JUN 2026

Para Cláudio Janta, fim da escala 6×1 e redução da jornada geram empregos e melhoram a qualidade de vida

SinSaúdeSP garante abono de 12% para trabalhadores da ASF
Força 1 JUN 2026

SinSaúdeSP garante abono de 12% para trabalhadores da ASF

SinSaúdeSP garante indenização no Leforte Liberdade
Força 1 JUN 2026

SinSaúdeSP garante indenização no Leforte Liberdade

Tabela salarial no papel e ganho real no bolso
Força 1 JUN 2026

Tabela salarial no papel e ganho real no bolso

STF retoma em junho julgamento sobre vínculo em aplicativos
Força 1 JUN 2026

STF retoma em junho julgamento sobre vínculo em aplicativos

Líder sindical reforça a importância da luta no Senado
Força 29 MAI 2026

Líder sindical reforça a importância da luta no Senado

Greve é suspensa e eletricitários mantêm mobilização
Força 29 MAI 2026

Greve é suspensa e eletricitários mantêm mobilização

Conferência de Saúde mobiliza sociedade em Joinville
Força 29 MAI 2026

Conferência de Saúde mobiliza sociedade em Joinville

SMC News debate impactos da nova NR-1 no trabalho
Força 29 MAI 2026

SMC News debate impactos da nova NR-1 no trabalho

FEQUIMFAR realiza seminário sobre NRs na prática sindical
Força 29 MAI 2026

FEQUIMFAR realiza seminário sobre NRs na prática sindical

Sindicalista reforça pressão por jornada de 40 horas
Força 29 MAI 2026

Sindicalista reforça pressão por jornada de 40 horas

Centrais definem mobilização no Senado pela jornada de 40 horas
Força 29 MAI 2026

Centrais definem mobilização no Senado pela jornada de 40 horas

Metalúrgicos SP ampliam luta pela jornada de 40 horas
Força 28 MAI 2026

Metalúrgicos SP ampliam luta pela jornada de 40 horas

Miguel Torres pede mobilização após vitória na Câmara
Força 28 MAI 2026

Miguel Torres pede mobilização após vitória na Câmara

Vitória! Centrais Sindicais celebram redução da jornada e fim da escala 6×1
Força 27 MAI 2026

Vitória! Centrais Sindicais celebram redução da jornada e fim da escala 6×1

Químicos da Força acompanham visita de Alckmin à Whirlpool
Força 27 MAI 2026

Químicos da Força acompanham visita de Alckmin à Whirlpool

Unicamp reuniu lideranças pela jornada de 40 horas
Força 27 MAI 2026

Unicamp reuniu lideranças pela jornada de 40 horas

PEC da jornada menor avança na Câmara nessa semana
Força 26 MAI 2026

PEC da jornada menor avança na Câmara nessa semana

Aguarde! Carregando mais artigos...