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Juruna é considerado anistiado por perseguição na ditadura

quinta-feira, 22 de maio de 2025

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Juruna é considerado anistiado por perseguição na ditadura

João Carlos Gonçalves, o Juruna, foi demitido por sua atuação sindical nas décadas de 1970 e 1980

João Carlos Gonçalves, o Juruna, foi demitido por sua atuação sindical nas décadas de 1970 e 1980

O Painel da Folha desta quinta-feira (22) publicou a vitória do secretário-geral da Força Sindical na Comissão de Anistia quem decidiu, em sessão realizada nesta quarta-feira (21), que o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, sofreu perseguição na ditadura militar.

De acordo com a sentença, ele tem direito a ser considerado anistiado político, recebendo reparação mensal vitalícia de R$ 2.000.

Ele também obteve a contagem para aposentadoria do período de outubro de 1983 até janeiro de 1984.

Secretário-Geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, foi considerado anistiado político pela Comissão de Anistia – foto de novembro de 2017 – Eduardo Knapp/Folhapress
Juruna participou da sessão presencialmente.

“Fiquei muito emocionado porque o julgamento eleva o debate sobre a perseguição política que atingiu os operários e trabalhadores. As pessoas que atuavam na Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), a gente sabia que, depois de dois anos, a gente estava liquidado”, conta.

A Cipa dava estabilidade ao empregado.

O sindicalista foi formado na Juventude Operária Católica na década de 1970. Em julho de 1980, conseguiu emprego na Indústria Villares, zona sul de São Paulo, onde ocupou a função de inspetor de qualidade.

Lá, foi eleito membro da Cipa por duas gestões seguidas, de setembro de 1981 a outubro de 1983. No processo, Juruna diz que os ativistas sindicais eram constantemente perseguidos através de monitoramentos e informações repassadas pelas empresas.

Em 3 de outubro de 1983, foi demitido após uma greve de trabalhadores e depois do fechamento da campanha salarial da categoria metalúrgica de São Paulo, em meio ao fim de seu mandato na Cipa e de monitoramento por órgãos de repressão.

Ele, a seguir, foi chamado pela empresa Taito, também para trabalhar com inspetor de qualidade. Juruna começaria a trabalhar em janeiro 1984, mas, quando se apresentou na empresa com outros dez novos contratados, o representante do RH perguntou quem participava de sindicato. Ficou em silêncio, e, ao ser perguntado diretamente, respondeu que apenas cortava o cabelo no sindicato e frequentava a colônia de férias.

De acordo com Juruna, todos entraram para trabalhar, menos ele, que teve o crachá com sua foto rasgado. “Eu devia ter guardado a foto”, diz ao Painel. Poucos dias depois, porém, conseguiu emprego na Fligor.

Ele diz que a condição de anistiado é um reconhecimento das lutas dos trabalhadores e da capacidade deles de se arriscarem.

“É um julgamento que mostra que, mesmo nas situações mais difíceis, você tem que levantar a cabeça.”

O secretário-geral da Força Sindical diz que há poucos julgamentos na comissão de operários perseguidos.

“Você tinha julgamento de intelectuais, professores. Meu julgamento dará repercussão positiva para que trabalhadores que não abriram processo e foram perseguidos na época poderem fazer isso. Como tem gente aí hoje que defende aquela ditadura. E muitas vezes o nosso povo entra nessa conversa mole. A gente vê que a democracia é o melhor para o Brasil.”

O Alberto Albiero Junior, que representou Juruna na comissão, também comemorou a concessão da condição de anistiado.

“A demissão de Juruna, em 1983, é parte da perseguição política perpetrada pelo Estado brasileiro e o grande empresariado para manter um regime ditatorial a serviço da superexploração dos trabalhadores, por isso deve haver reparação.”

Leia também: Força Sindical participa do Fórum Nacional sobre Políticas Públicas para Autonomia Econômica

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