
Sindec-POA em manifestação pelo fim da escala 6×1. Reprodução redes sociais
A entidade patronal manifestou posição contrária à proposta em debate no Congresso Nacional. Por isso, os manifestantes escolheram o local para realizar o ato.
Convocado pelas entidades que integram o Fórum das Centrais, o ato reuniu dirigentes sindicais, federações e sindicatos de diferentes setores.
Com faixas, bandeiras, palavras de ordem e materiais informativos, os participantes defenderam a redução da jornada, destacando benefícios para trabalhadores e suas famílias.
Segundo os manifestantes, a medida garantirá mais tempo para descanso, convívio familiar, estudos, lazer e cuidados com a saúde, promovendo melhor qualidade de vida.
Também denunciaram a pressão exercida pelo empresariado para impedir o avanço da proposta.
Entre as entidades presentes esteve o Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre (Sindec-POA).
Em vídeo divulgado pelo Sindicato, o diretor Claudio Corrêa, durante a mobilização, afirmou que os comerciários da Capital se uniram à Força Sindical e à FETRAFI-RS para defender a aprovação da jornada de 40 horas semanais e o fim da escala 6×1.
Segundo o dirigente, o atual modelo de jornada tem provocado o adoecimento de milhares de trabalhadores e trabalhadoras e precisa ser superado.
“A escala 6×1 tem deixado muitos trabalhadores adoecidos. É uma jornada escravagista e não podemos permitir que isso continue acontecendo no Brasil”, afirmou.
Mulheres são mais prejudicadas
Claudio também destacou que as mulheres estão entre as mais prejudicadas pelo atual sistema de trabalho. De acordo com ele, a jornada excessivamente exaustiva dificulta o cuidado com os filhos, a realização das tarefas domésticas e a possibilidade de investir na própria formação, comprometendo a qualidade de vida e as oportunidades de desenvolvimento profissional.
O diretor do Sindec-POA ressaltou ainda que um dos principais objetivos da mobilização foi pressionar o Senado a dar andamento à proposta.
“Estamos aqui em frente à Fiergs, em um ato unitário das centrais sindicais, para cobrar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, coloque em votação a PEC que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial”, declarou.
A proposta de redução da jornada para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1 fazem parte da pauta defendida pelas centrais sindicais em todo o país. Os movimentos cobram que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, coloque em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), argumentando que a medida contribuirá para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzir o adoecimento relacionado ao trabalho e ampliar a geração de empregos, sem redução de salários.
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