O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo realizou treinamento sobre a NR-1, abordando riscos psicossociais e prevenção ao assédio moral e sexual no trabalho.
A capacitação reuniu funcionários, prestadores de serviços e toda diretoria da entidade, com atividades presenciais e on-line voltadas à construção de relações profissionais mais respeitosas.
Além disso, a atividade apresentou as diretrizes do Regulamento Interno nº 01/2025, que estabelece políticas para prevenir e enfrentar diferentes situações de assédio na entidade.
O regulamento alcança dirigentes, funcionários, estagiários e prestadores de serviços, independentemente de cargo, função, gênero, idade ou tempo de vínculo profissional mantido com Sindicato.
Treinamento orienta sobre identificação das condutas
Durante o treinamento, os participantes receberam orientações para identificar diferentes formas de assédio moral e reconhecer comportamentos capazes de prejudicar trabalhadores no ambiente profissional cotidiano.
Entre os exemplos, a capacitação destacou isolamento intencional, críticas desproporcionais, retirada de tarefas, sobrecarga deliberada, ridicularização pública, disseminação de boatos e negativa injustificada de informações.
Além disso, os responsáveis explicaram as formas de assédio sexual, caracterizadas por condutas indesejadas e não consentidas capazes de provocar constrangimento, intimidação ou humilhação profissional.
A capacitação também mostrou que essas situações podem envolver chantagem hierárquica, intimidação entre pessoas do mesmo nível profissional ou criação deliberada de ambiente hostil permanente.
Por outro lado, o treinamento diferenciou conflitos profissionais e assédio, esclarecendo que divergências pontuais, cobranças legítimas ou discussões relacionadas ao trabalho não caracterizam automaticamente essa prática.
Para identificar o assédio, portanto, os responsáveis devem considerar elementos como abuso, humilhação, intimidação e repetição das condutas praticadas contra trabalhadores no ambiente profissional cotidiano.
“Esse treinamento é fundamental para que todos conheçam seus direitos, seus deveres e os limites que precisam ser respeitados nas relações de trabalho”, afirma Chicão.
“O Sindicato tem a responsabilidade de dar o exemplo, prevenindo situações de violência e garantindo um ambiente baseado no respeito, na dignidade e no diálogo”, completa.
Sindicato apresenta canais de denúncia e acolhimento
Além das orientações preventivas, a programação apresentou o canal interno de denúncias e explicou os procedimentos adotados para acolher, registrar e investigar relatos recebidos pela entidade.
Os trabalhadores podem encaminhar denúncias por e-mail, procurar o setor Jurídico, conversar pessoalmente com Recursos Humanos ou relatar diretamente situações ao presidente da entidade sindical.
Nesse sentido, o regulamento garante sigilo sobre a identidade dos denunciantes e proíbe qualquer forma de retaliação contra pessoas que comuniquem possíveis situações de assédio internamente.
A Comissão Interna de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio recebe, registra e analisa denúncias, além de ouvir envolvidos, testemunhas e reunir provas necessárias durante cada apuração.
Além disso, o procedimento garante direito à defesa, contraditório, imparcialidade e preservação da integridade das pessoas envolvidas, assegurando critérios transparentes durante toda investigação interna realizada.
Quando necessário, o Sindicato poderá adotar medidas protetivas, incluindo afastamento cautelar, mudança do local de trabalho e acompanhamento psicológico, jurídico ou sindical aos envolvidos diretamente.
Caso confirme a ocorrência, a entidade poderá aplicar advertência, suspensão, desligamento ou destituição do cargo, conforme gravidade, além de acionar autoridades competentes quando necessário oficialmente.
“A prevenção precisa fazer parte da rotina da entidade. Não basta agir somente quando aparece um problema. É necessário informar, capacitar, acolher”, reforça Chicão.
“Também precisamos criar mecanismos seguros para que qualquer situação seja comunicada e apurada com seriedade”, acrescenta o presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo.
Por fim, o Sindicato reafirma tolerância zero ao assédio e continuará promovendo ações educativas para proteger a saúde física e emocional das pessoas ligadas à entidade.
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