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Ato em Santa Catarina reforça luta pela jornada de 40 horas
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
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Marcha reúne cerca de 3 mil trabalhadores em Florianópolis pelo fim da escala 6×1, redução da jornada e defesa de direitos sociais

A 6ª Marcha dos Catarinenses, realizada nesta terça-feira, 18 de agosto, em Florianópolis, reuniu cerca de três mil trabalhadores de diferentes regiões de Santa Catarina.
Durante a mobilização, os manifestantes percorreram ruas da capital catarinense e a região da Ponte Hercílio Luz para apresentar as principais reivindicações da classe trabalhadora.
Representantes de diferentes centrais sindicais participaram da marcha, fortalecendo a unidade dos trabalhadores em torno de reivindicações trabalhistas, previdenciárias e sociais consideradas prioritárias.
Entre as principais reivindicações, os manifestantes defenderam o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial.
Além disso, a marcha reivindicou o fim do desconto de 14% sobre aposentadorias e pensões, além do combate às terceirizações e às isenções fiscais estaduais.
Miguel Torres parabenizou a Força Sindical de Santa Catarina e os sindicatos filiados pela mobilização realizada em Florianópolis e destacou a importância da iniciativa.
De acordo com o sindicalista, a manifestação fortaleceu nacionalmente a mobilização pela aprovação do fim da escala 6×1 e pela redução da jornada para 40 horas.
“A proposta precisa garantir redução da jornada sem diminuição salarial, preservando renda, direitos e qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. E, nesse sentido, a mobilização popular e a presença dos trabalhadores nas ruas serão fundamentais para garantir avanços na tramitação da proposta no Senado Federal”, afirmou.
Em Santa Catarina, a pauta ganhou destaque após dez deputados federais do estado votarem contra propostas relacionadas às mudanças na jornada durante discussões realizadas anteriormente na Câmara.
O presidente da Força Sindical de Santa Catarina, Oswaldo Mafra, destacou que a 6ª Marcha dos Catarinenses reuniu diferentes reivindicações defendidas pelos trabalhadores catarinenses.
Segundo Mafra, além das questões relacionadas à jornada de trabalho, a mobilização abordou outras pautas sociais e trabalhistas, incluindo o enfrentamento ao feminicídio.
“Nós fizemos aqui a Marcha dos Catarinenses, que chegou à sua sexta edição. Falamos de várias pautas importantes, entre elas o combate ao feminicídio e a defesa dos direitos dos trabalhadores”, afirmou.
Mafra também ressaltou a defesa da redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, como uma das principais bandeiras apresentadas durante a mobilização.
“Defendemos a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, além de uma série de outras reivindicações importantes para os trabalhadores”, destacou.
Para o dirigente, a realização da sexta edição também representou oportunidade para marcar a continuidade da Marcha dos Catarinenses como espaço de mobilização e organização sindical.
“Nosso objetivo era marcar esse dia da Marcha, que chegou à sexta edição, reunindo os trabalhadores em torno das nossas pautas e das nossas lutas”, completou.
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