A eleição acontecerá agora em fevereiro. Atualmente ele é um dos deputados da América Latina na Itália e, nesta entrevista, ele fala sobre a relação da Itália com o Brasil na área sindical.
Fabio Porta é candidato a senador pelo Partido Democrático, da ItáliaCrédito: Arquivo Força Sindical

Força Sindical – Qual a relação entre o povo brasileiro com o italiano na área sindical?

Fabio Porta – Uma plataforma importante que  tem a ver com direitos, como por exemplo, a aposentadoria. O sindicato italiano, União Italiana del Lavoro, inspirou numa parceria com a Força Sindical, com o  Paulinho (presidente da Força Sindical), na criação do Sindicato dos Aposentados. Estamos trabalhando juntos para defender um estado mais justo, um estado mais equânime principalmente para os aposentados, para uma Previdência justa para evitar acabar com direitos importantes porque isto é que nos inspira, inspira o movimento sindical italiano e nosso partido, o Partido Democrático. Toda a minha luta, o meu trabalho é também para a Justiça social, para a saúde, para a educação e para uma Previdência mais justa.

Explique, por favor,  como funciona isso. O senhor é um deputado que mora fora da Itália?

Sim.Uma coisa que claramente existe em poucos países e em todos entendem. Na realidade, a Constituição italiana, a partir de 2001, prevê que 18 parlamentares – 12 deputados e seis senadores – sejam eleitos entre os italianos que vivem no exterior. Estamos falando de italianos que nasceram na Itália e se mudaram para o exterior, mas também  brasileiros, argentinos e americanos, que têm cidadania por sangue. Nossa lei de cidadania é por sangue. Então estas pessoas elegem os parlamentares. Na América do Sul, temos quatro deputados e dois senadores eleitos pelos italianos do Brasil, da Venezuela, do Uruguai e dos demais países deste continente. Eu fui deputado nos últimos dois mandatos e estou disputando uma vaga para o Senado representando em primeiro lugar os italianos do Brasil, os ítalo-brasileiros, mas também todos italianos da América do Sul.

Se eleito, qual será sua plataforma de trabalho?

Em primeiro lugar serei senador como todos os outros na Itália. Vou trabalhar para um futuro melhor da Itália, Europa, para as relações internacionais em um mundo desenvolvido com paz e justiça. Agora é claro que vou ter uma missão especial, que é representar os italianos que vivem fora da Itália, valorizar a presença deles e trabalhar para que a relação da Itália com estes países seja fortalecida.
Por isso que é importante então que os italianos da América Latina votem, não é?

Sim. É a coisa mais importante. O voto é a expressão maior da cidadania. O italiano tem direito a cidadania. É uma conquista é um fruto do trabalho, da história dos antepassados. Agora exercer a cidadania significa participar da vida política daquele país. Então, eu peço aos italianos que considerem o voto como a maior expressão da cidadania como maior obrigação que ele tem junto a Itália e junto ao futuro do nosso país.

 






 

Fabio Porta é candidato a senador pelo Partido Democrático, da ItáliaCrédito: Arquivo Força Sindical

Força Sindical – Qual a relação entre o povo brasileiro com o italiano na área sindical?

Fabio Porta – Uma plataforma importante que  tem a ver com direitos, como por exemplo, a aposentadoria. O sindicato italiano, União Italiana del Lavoro, inspirou numa parceria com a Força Sindical, com o  Paulinho (presidente da Força Sindical), na criação do Sindicato dos Aposentados. Estamos trabalhando juntos para defender um estado mais justo, um estado mais equânime principalmente para os aposentados, para uma Previdência justa para evitar acabar com direitos importantes porque isto é que nos inspira, inspira o movimento sindical italiano e nosso partido, o Partido Democrático. Toda a minha luta, o meu trabalho é também para a Justiça social, para a saúde, para a educação e para uma Previdência mais justa.

Explique, por favor,  como funciona isso. O senhor é um deputado que mora fora da Itália?

Sim.Uma coisa que claramente existe em poucos países e em todos entendem. Na realidade, a Constituição italiana, a partir de 2001, prevê que 18 parlamentares – 12 deputados e seis senadores – sejam eleitos entre os italianos que vivem no exterior. Estamos falando de italianos que nasceram na Itália e se mudaram para o exterior, mas também  brasileiros, argentinos e americanos, que têm cidadania por sangue. Nossa lei de cidadania é por sangue. Então estas pessoas elegem os parlamentares. Na América do Sul, temos quatro deputados e dois senadores eleitos pelos italianos do Brasil, da Venezuela, do Uruguai e dos demais países deste continente. Eu fui deputado nos últimos dois mandatos e estou disputando uma vaga para o Senado representando em primeiro lugar os italianos do Brasil, os ítalo-brasileiros, mas também todos italianos da América do Sul.

Se eleito, qual será sua plataforma de trabalho?

Em primeiro lugar serei senador como todos os outros na Itália. Vou trabalhar para um futuro melhor da Itália, Europa, para as relações internacionais em um mundo desenvolvido com paz e justiça. Agora é claro que vou ter uma missão especial, que é representar os italianos que vivem fora da Itália, valorizar a presença deles e trabalhar para que a relação da Itália com estes países seja fortalecida.
Por isso que é importante então que os italianos da América Latina votem, não é?

Sim. É a coisa mais importante. O voto é a expressão maior da cidadania. O italiano tem direito a cidadania. É uma conquista é um fruto do trabalho, da história dos antepassados. Agora exercer a cidadania significa participar da vida política daquele país. Então, eu peço aos italianos que considerem o voto como a maior expressão da cidadania como maior obrigação que ele tem junto a Itália e junto ao futuro do nosso país.