O Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) recusou a proposta de recuperação extrajudicial apresentada pela rede de livrarias Saraiva às editoras. Segundo o Valor apurou, a Saraiva estava pedindo um deságio de 45% e dez anos para pagamento da dívida.
livraria-saraivaCrédito: Reprodução

Já a Livraria Cultura, que está em recuperação judicial há cerca de 15 dias, estaria propondo um desconto de 40% para um grupo de 70 a 100 editoras. Para as casas editoriais menores, o desconto chegaria a 70%, com carência de 24 meses e pagamento em 12 anos.

Os débitos totais da Saraiva e da Cultura, incluindo as dívidas atrasadas e a vencer, é de cerca de R$ 320 milhões.

“Negamos o pedido de recuperação extrajudicial da Saraiva. Preferimos ir direto para recuperação judicial porque isso vai acontecer e vamos perder tempo. É melhor a transparência de já saber quem são os credores e os prazos de pagamento”, disse Marcos da Veiga Pereira, presidente do Snel. Pereira não forneceu detalhes das propostas da Cultura e Saraiva.

Para conseguir aprovar o plano de recuperação extrajudicial na Justiça, a Saraiva precisava do aval de 60% dos credores.

Ainda de acordo com fontes do setor, as editoras só vão fornecer livros às duas varejistas em caso de pagamento à vista. Atualmente, a Cultura tem um déficit de mercadorias da ordem de R$ 27 milhões. A rede tem proposto que as novas compras sejam pagas em cinco parcelas, sem correção de juros.

O clima de desconfiança é grande, uma vez que há meses as livrarias vêm postergando o pagamento das dívidas. A Saraiva, por exemplo, havia se comprometido a quitar os débitos do primeiro trimestre em outubro, o que não ocorreu. “A relação de confiança das editoras e as redes está esgarçada, machucada. Vamos apresentar nossas propostas e no dia 22 marcamos uma assembleia para apresentar o resultado das primeiras negociações com as livrarias”, disse o presidente do sindicato.

As pequenas e médias editoras também estão se mexendo para negociar com Cultura e Saraiva. A ideia é formar um bloco para negociar com as duas redes de livrarias. Na terça-feira à noite, cerca de 40 casas editorias se reuniram para debater o assunto, mas não chegaram ainda a um consenso. Entre elas estão a Boitempo, Geração, Veneta, Cortez, Perspectiva, Autêntica, 34, Hedra, Estação Liberdade, Iluminuras, Alaúde, Novo Século, Ubu, Matrix, revista 451, Summus, Martin Claret, Vergara, entre outras.

As duas redes possuem 95 lojas em pontos estratégicos das grandes capitais brasileiras, chegando a representar quase 40% do faturamento de algumas editoras, segundo o Snel. “A recuperação judicial da Cultura e uma possível adoção da mesma medida pela Saraiva gera um impacto muito difícil de ser absorvido por grande parte das editoras. No entanto, o fechamento delas transmite uma mensagem bastante negativa à sociedade e representaria um sério dano à imagem do livro no país. É sobre essa linha tênue que as editoras estão caminhando”, afirmou Pereira.

Nos últimos dias, a Cultura tem negociado com vários credores e pretende apresentar o plano de recuperação em 18 de dezembro, segundo o Valor apurou. Com as administradoras de shopping centers, a rede de livrarias teria conseguido reduzir o custo de locação de 20% para 5% e pretende ter mais contratos de sublocação de cafés e restaurantes nas lojas maiores.

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Já a Livraria Cultura, que está em recuperação judicial há cerca de 15 dias, estaria propondo um desconto de 40% para um grupo de 70 a 100 editoras. Para as casas editoriais menores, o desconto chegaria a 70%, com carência de 24 meses e pagamento em 12 anos.

Os débitos totais da Saraiva e da Cultura, incluindo as dívidas atrasadas e a vencer, é de cerca de R$ 320 milhões.

“Negamos o pedido de recuperação extrajudicial da Saraiva. Preferimos ir direto para recuperação judicial porque isso vai acontecer e vamos perder tempo. É melhor a transparência de já saber quem são os credores e os prazos de pagamento”, disse Marcos da Veiga Pereira, presidente do Snel. Pereira não forneceu detalhes das propostas da Cultura e Saraiva.

Para conseguir aprovar o plano de recuperação extrajudicial na Justiça, a Saraiva precisava do aval de 60% dos credores.

Ainda de acordo com fontes do setor, as editoras só vão fornecer livros às duas varejistas em caso de pagamento à vista. Atualmente, a Cultura tem um déficit de mercadorias da ordem de R$ 27 milhões. A rede tem proposto que as novas compras sejam pagas em cinco parcelas, sem correção de juros.

O clima de desconfiança é grande, uma vez que há meses as livrarias vêm postergando o pagamento das dívidas. A Saraiva, por exemplo, havia se comprometido a quitar os débitos do primeiro trimestre em outubro, o que não ocorreu. “A relação de confiança das editoras e as redes está esgarçada, machucada. Vamos apresentar nossas propostas e no dia 22 marcamos uma assembleia para apresentar o resultado das primeiras negociações com as livrarias”, disse o presidente do sindicato.

As pequenas e médias editoras também estão se mexendo para negociar com Cultura e Saraiva. A ideia é formar um bloco para negociar com as duas redes de livrarias. Na terça-feira à noite, cerca de 40 casas editorias se reuniram para debater o assunto, mas não chegaram ainda a um consenso. Entre elas estão a Boitempo, Geração, Veneta, Cortez, Perspectiva, Autêntica, 34, Hedra, Estação Liberdade, Iluminuras, Alaúde, Novo Século, Ubu, Matrix, revista 451, Summus, Martin Claret, Vergara, entre outras.

As duas redes possuem 95 lojas em pontos estratégicos das grandes capitais brasileiras, chegando a representar quase 40% do faturamento de algumas editoras, segundo o Snel. “A recuperação judicial da Cultura e uma possível adoção da mesma medida pela Saraiva gera um impacto muito difícil de ser absorvido por grande parte das editoras. No entanto, o fechamento delas transmite uma mensagem bastante negativa à sociedade e representaria um sério dano à imagem do livro no país. É sobre essa linha tênue que as editoras estão caminhando”, afirmou Pereira.

Nos últimos dias, a Cultura tem negociado com vários credores e pretende apresentar o plano de recuperação em 18 de dezembro, segundo o Valor apurou. Com as administradoras de shopping centers, a rede de livrarias teria conseguido reduzir o custo de locação de 20% para 5% e pretende ter mais contratos de sublocação de cafés e restaurantes nas lojas maiores.