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1⁰ de Maio de 2025 reuniu milhares de pessoas em SP

quinta-feira, 1 de maio de 2025

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1⁰ de Maio de 2025 reuniu milhares de pessoas em SP

1⁰ de Maio de 2025 reuniu milhares de pessoas em SP

1⁰ de Maio de 2025 reuniu milhares de pessoas em SP – Foto: Jaélcio Santana

O 1° de Maio Unficado –  “Por um Brasil mais justo: Solidário, Democrático, Soberano e Sustentável”, reuniu milhares de pessoas na Praça Campo de Bagatelle, zona norte de São Paulo.

Participaram do ato os ministros do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo; e das Mulheres, Aparecida Gonçalves.

O ato político, que ocorreu na Praça Campo de Bagatelle, teve início por volta das 11h e foi organizado pelas centrais sindicais Força Sindical, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores, e pela Pública – Central do Servidor. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) participou como convidada.

Confira a íntegra da fala do presidente da Força Sindical no 1º de Maio

“Conquistaremos os direitos trabalhistas somente com a unidade dos trabalhadores e seus sindicatos”, reforçou Miguel Torres, presidente da Força Sindical – Foto: Jaélcio Santana (VEJA MAIS FOTOS)

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, ressaltou com muita alegria a volta do 1º de Maio à Praça Campo de Bagatelle.

“Voltamos a fazer o 1º de maio nesse mesmo local, depois de cinco anos. Passamos pela pandemia, passamos por uma crise econômica, passamos por  uma tentativa de golpe, mas conseguimos resistir e isso é fruto da unidade dos trabalhadores e do movimento sindical”, ressaltou o líder sindical.

O sindicalista comemorou a volta da política de valorização do salário mínimo, a aprovação da lei de igualdade salarial entre homens e mulheres, a retomada e ampliação do Bolsa Família, entre outros avanços que só foram possíveis com a eleição do presidente Lula. (Veja o vídeo)

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), também enalteceu a unidade do movimento sindical – Foto: Jaélcio Santana

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna) destacou a unidade do movimento sindical para que este evento acontecesse.

“As centrais sindicais, seus sindicatos filiados e toda a classe trabalhadora unida são responsáveis pelo sucesso deste evento. Várias categorias estão presentes nessa atividade, além dos convidados do governo e dos partidos políticos. Parabéns a todos que tornaram possível a realização do nosso 1º de Maio Unificado para celebramos o dia do trabalhadora e da trabalhadora”, destacou Juruna.

Os ministros do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo; e das Mulheres, Aparecida Gonçalves participaram do Ato Político – Foto: Jaélcio Santana

Redução da Jornada e fim da escala 6×1

O presidente da Força Sindical afirmou que a jornada de trabalho tem que ser reduzida. Ele lembrou que a última redução da jornada foi em 1988. Nós temos certeza de que, hoje, nós temos condições de trabalhar até menos do que as 40 horas semanais. Temos que ter mais tempo para descanso, para família, para estudar, ainda mais no momento em que a gente tem muitos problemas relacionados à saúde mental”, disse o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.

De acordo com ele, a aprovação da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 dependerá, no entanto, da mobilização popular e do convencimento de um Congresso Nacional conservador.

“O trabalho que nós vamos ter é de convencer a maioria do Congresso, que é conservador, da necessidade de pensar no Brasil como um todo, pensar nas pessoas, em num país mais desenvolvido, com mais segurança na saúde das pessoas”, acrescentou.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que a proposta tem apoio do governo, mas necessita de diálogo com o empresariado, principalmente dos setores de comércio e serviço, além do convencimento do Congresso Nacional.

“É preciso de uma construção, de várias mãos, que passa pelo diálogo com o empresariado, que passa especialmente pelo comércio e serviço. E passa, especialmente, pelo diálogo político com o Congresso Nacional”, disse.

Segundo ele, o Congresso deve avaliar o quanto a medida poderá fazer bem para a economia brasileira e para o ambiente de trabalho.

“É assim que temos que olhar. Não é uma coisa ‘A’ contra ‘B’, é preciso olhar o interesse do país”, acrescentou Marinho.

Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, disse ver chances reais de as pautas do fim da escala 6×1 e a isenção do imposto de renda de até R$ 5 mil passarem pelo Congresso. Segundo ele, a redução da jornada de trabalho é uma medida “civilizatória”.

“Eu acho que tem chance de avançar, é uma pauta civilizatória. A escala 6×1 é um crime contra o trabalhador, é cruel contra a classe trabalhadora. Nós todos não precisamos só de trabalho digno e salário justo. É necessário ter tempo para viver, ter tempo para estar com a família, ter tempo para fazer o que gosta, para jogar seu futebol, para ouvir música, para estar com os filhos”, disse.

Isenção no IR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou, no último dia 18, ao Congresso Nacional o projeto de lei da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil. O texto que será analisado também cria desconto parcial para aqueles que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, reduzindo o valor pago atualmente.

“Eu acredito que vai ser aprovado no Congresso Nacional porque é outra pauta que caiu no imaginário coletivo muito positivamente. A isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil significa dizer: quem ganha menos não paga imposto e quem ganha mais paga o imposto justo”, disse Macêdo.

“Eu acho que vai passar, tem uma mobilização boa na sociedade, o clima é bom, eu tenho muita esperança que isso passe”, acrescentou.

Além da capital paulista, o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora foi realizado em diversas cidades do País.

com informações da Agência Brasil

Veja também: 1º de Maio: Confira fala do presidente da Força Sindical

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