
Alerj cria grupo para debater segurança nos postos de combustíveis
Nesta semana, a Alerj criou um Grupo de Trabalho para debater segurança e precariedade nos postos de combustíveis em todo o estado do Rio de Janeiro.
A Comissão de Trabalho da Alerj, presidida pela deputada Dani Balbi (PCdoB), organizou o grupo após a morte do frentista Paulo Barbosa, de 60 anos.
Paulo morreu no dia 7 de junho, após a explosão de um cilindro de Gás Natural Veicular (GNV) durante o abastecimento. O motorista do carro também faleceu.
Com isso, a deputada agendou uma audiência pública para setembro, com o objetivo de discutir o problema e propor medidas de proteção.
Além disso, representantes do Sinpospetro-RJ, como Eusébio Neto e Aparecida Evaristo, integram o grupo que coordena os preparativos da audiência.
Também participam o advogado Ricardo Menezes, da OAB-RJ, e os assessores Pedro Felipe, Marcos Costa e Lucas Rocha, da Comissão da Alerj.
Eusébio Neto alertou que o principal desafio está na falta de fiscalização. “Não podemos transferir essa responsabilidade para o trabalhador”, afirmou.
De acordo com ele, a falta de conservação dos equipamentos e a pressão inadequada do gás elevam os riscos de acidentes nos postos.
A ANP estabelece o limite de 220 bar de pressão como referência para segurança durante o abastecimento com GNV.
Eusébio defendeu o treinamento da CIPA, como determina a NR 5, e o curso da NR 20, obrigatório para os frentistas.
Por fim, o Sinpospetro-RJ promove mensalmente cursos de cipeiros para ampliar o conhecimento e garantir mais segurança à categoria.
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