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Mulheres da Força defendem fim da violência e da escala 6×1
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
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Trabalhadoras debatem ações para combater violência contra as mulheres, eleições 2026, fim da escala 6×1, redução de jornada, igualdade salarial e Março Mulher

Mulheres da Força defendem fim do 6×1 e igualdade salarial
A secretaria Nacional de políticas para as Mulheres e de Gênero da Força Sindical realizou, nesta terça-feira (3) uma reunião nacional para debater e organizar as ações em 2026 para fortalecer a mobilização nacional das mulheres trabalhadoras.
O encontro, promovido pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres e de Gênero aconteceu de forma híbrida, com participação presencial em São Paulo e transmissão virtual pela plataforma Zoom.
Durante a reunião, as lideranças sindicais avaliaram as atividades desenvolvidas em 2025, além de debater temas, propostas e estratégias para o Março Mulher deste ano.
“O Março Mulher fortalece a organização, amplia vozes e reafirma direitos, porque a luta das mulheres trabalhadoras é central para democracia, igualdade e justiça social”, ressalta a Secretária Nacional de Políticas para as Mulheres e de Gênero da Força Sindical, Maria Auxiliadora dos Santos.
Para abrir o Março Mulher, Auxiliadora defendeu que os sindicatos nos estados devem promover atividades conjuntas.
“É fundamental que as mulheres estejam unidas reunindo centrais, fortalecendo mobilização local e ampliando visibilidade das pautas femininas nacionais atuais”, defendeu.
A sindicalista destacou que a distribuição de boletins em espaços estratégicos impulsiona o debate, cria unidade nacional entre centrais e prepara ações articuladas ao longo mês março.
A secretária da Mulher da Força Sindical SP, Laura Santos, reforçou a importância da mobilização nos estados.
“O Março Mulher precisa chegar na base, nos sindicatos e nos locais de trabalho, porque é ali que a luta das mulheres se fortalece e ganha consciência coletiva”, afirmou.
De forma unanime as mulheres, estarrecidas com a escalada da violência contra as mulheres, defendem que essa é uma uma das prioridades da Central.
“Não podemos nos calar diante do aumento absurdo da violência contra as mulheres”, defenderam as sindicalistas.
o secretário de Relações Sindicais da Força Sindical, Geraldino dos Santos Silva, afirma que a pauta das mulheres é permanente.
“A violência cotidiana contra as mulheres persiste, choca a sociedade, exige enfrentamento coletivo e responsabilização, praticada por uma minoria.”
Auxiliadora defendeu que o enfrentamento à violência é fundamental e que as mulheres devem se unir ainda mais e ir às ruas para defender a vida, para evitar que mais mulheres percam suas vidas diante dessa violência que cresce a cada dia.
“Diante do crescimento diário da violência contra as mulheres, nossa resposta precisa ser coletiva. Só unidas, organizadas e mobilizadas conseguiremos enfrentar e combater essa realidade”, afirmou.
Além disso, o debate de hoje destacou a lei de igualdade salarial aprovada. As lideranças sindicais alertaram que o cumprimento da Lei depende de vigilância sindical permanente constante.
Valclécia Trindade, dirigente da Força Sindical, ressaltou que avançar na pauta das mulheres exige organização permanente e mobilização contínua.
“Nada do que conquistamos veio sem luta. É a mobilização das mulheres, nos sindicatos e nas ruas, que garante avanços reais em nossa pauta”, afirmou.
Em ano de eleição, essa pauta não poderia ficar sem destaque durante o encontro das mulheres e as sindicalistas reforçaram que as mulheres são maioria do eleitorado, mas seguem sub-representadas, exigindo militância contínua, voto consciente e ampliação anual da presença na política nacional.
“Em 2026 o protagonismo feminino deve prevalecer com o voto consciente e a militância permanente para, assim, ampliarmos a nossa presença na política nacional”, afirmou Auxiliadora.
Para Mônica Veloso, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco, a participação feminina precisa avançar de forma organizada e consciente.
“As eleições de 2026 exigem que as mulheres ocupem espaços de decisão, votem em mulheres e fortaleçam candidaturas comprometidas com igualdade, direitos e democracia”, afirmou.
Auxiliadora destacou também que a Força Sindical realizará nos dias 28 e 29 de março a Tenda Lilás, com panfletagem e mobilização social.
A Central está aderindo a uma iniciativa itinerante do Ministério das Mulheres que informa, conscientiza e fortalece direitos, combatendo importunação sexual, promovendo participação popular e divulgando o slogan Não Passe Pano.
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