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Dica de filme: “O Emprego” (El Empleo)
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
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“O Emprego” (El Empleo)
Argentina, 2008
Santiago ‘Bou’ Grasso
“O Emprego” (El Empleo, 2008) é um curta-metragem argentino que trata da relação das pessoas com o trabalho. Apesar de já ter sido premiado mais de 100 vezes ao redor do mundo, o filme do diretor Santiago ‘Bou’ Grasso ficou mais conhecido recentemente graças à divulgação nas mídias sociais.
Antes de falar sobre o curta, destaco dois aspectos.
Primeiro: trata-se de um filme argentino. Nossos hermanos têm uma produção cinematográfica invejável, bons roteiros e atores carismáticos como Ricardo Darín. Não é nada estranho saber que eles mandam bem em outros formatos como animações e curtas.
Segundo: a animação é um bom exemplo da possibilidade de assistir bons filmes na internet. Os produtores independentes conseguem produzir e divulgar trabalhos audiovisuais com orçamento menor do que os gigantes de Hollywood, mas não chegam às salas de exibição dos cinemas. A solução encontrada é deixar os filmes disponíveis ao público pela internet.
Talvez falte estímulo para que as pessoas assistam mais produções independentes por meio da internet. A indústria da música precisou reinventar a forma de produção e venda para não desaparecer. É possível que o cinema seja empurrado para um caminho semelhante, em breve.
Bem, vamos ao instigante “O Emprego”. A sinopse dá pistas do que esperar: ‘Um homem realiza a sua rota habitual para o trabalho, imerso em um mundo onde a ‘utilização’ de pessoas é uma coisa diária’.
Assim que você der play no vídeo notará provocações poéticas. É provável que você pense no seu dia a dia no trabalho e como o seu ofício é útil para outras pessoas.
Aliás, como o trabalho do outro é valorizado e entendido por você? O desejo que as pessoas, pares de profissão ou nosso chefe percebam o nosso trabalho é um ponto comum para muitos, mas nem sempre nos damos conta da importância do trabalho alheio.
No curta, não há trilha sonora e diálogos. No entanto, a sonorização do alarme do relógio, dos passos apressados do personagem atrasado para pegar o ônibus e o som do sobe e desce do elevador garantem ritmo para o filme. O desconforto desse ritmo pode ter sido proposital.
Pois é, meu caro, seu trabalho pode ser simples ou encarado por você mesmo como simples, mas com certeza movimenta a vida de outras pessoas e tem valor, sim. Ou você acha que não tem valor? Afinal, existem outros modos mais saudáveis de relação com o trabalho no capitalismo? Talvez você faça perguntas semelhantes ao ver “O Emprego”.
Assista o vídeo
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Alexandre de Melo é jornalista, gestor de mídias sociais da Força Sindical





























