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TRT mantém direito de greve e eletricitários param
quarta-feira, 3 de junho de 2026
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TRT rejeita liminar patronal, reforça negociação e eletricitários iniciam greve de 72 horas nas empreiteiras do setor elétrico
A Campanha Salarial 2026/2027 dos eletricitários entrou em nova fase. Nesta terça-feira, trabalhadores rejeitaram a proposta patronal e aprovaram greve de 72 horas.
Além disso, assembleias realizadas em diversas bases confirmaram a decisão coletiva. A categoria avaliou que a contraproposta não atende reivindicações econômicas e sociais.
Durante audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, representantes sindicais reafirmaram que os trabalhadores já haviam rejeitado a proposta apresentada anteriormente.
Segundo o Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, a audiência não produziu avanços suficientes. Por isso, a entidade confirmou oficialmente a manutenção da paralisação.
Além disso, o Sindinstalação propôs uma cláusula de paz condicionando reajustes à suspensão das mobilizações. Contudo, o Sindicato recusou a medida imediatamente.
Na audiência, o TRT constatou que as empresas ainda não definiram critérios para assegurar serviços essenciais durante a greve dos trabalhadores.
Diante desse cenário, o Tribunal determinou que as partes apresentem, em até 24 horas, proposta conjunta para garantir serviços indispensáveis à população.
Além disso, o TRT rejeitou a liminar solicitada pelo setor patronal. Com isso, preservou o direito constitucional de greve da categoria.
Segundo o Sindicato, o principal impasse continua sendo econômico. Embora as empresas ofereçam reposição inflacionária, os trabalhadores exigem valorização salarial efetiva.
A paralisação começou à meia-noite desta quarta-feira e abrange trabalhadores de diversas empreiteiras que atuam em diferentes regiões do Estado.
Entre as empresas mobilizadas estão Start Engenharia, Cosampa, Land Soluções, Conecta, B. Tobace, Engelmig, Alpitel, PSE Engenharia, Engeserv e Manserv.
Além disso, a direção sindical orientou os trabalhadores a fortalecerem a mobilização. A entidade considera a participação fundamental para ampliar negociações.
O presidente do Sindicato, Eduardo Annunciato, atribuiu a greve à postura patronal durante as negociações.
“A greve é consequência da falta de avanço das empresas. Seguimos abertos ao diálogo, mas com firmeza na defesa dos direitos”, afirmou.
Enquanto isso, o Sindicato mantém disposição para negociar. Entretanto, a categoria segue mobilizada por valorização profissional, melhores salários e avanços sociais.
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