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Enfermagem fortalece formação e valoriza técnicos
sexta-feira, 19 de junho de 2026
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Seminário nacional debate educação em enfermagem, qualificação profissional e valorização de técnicos e auxiliares em todo o país
Promovido pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o encontro debateu desafios educacionais, inovação tecnológica e estratégias para fortalecer a formação dos trabalhadores da categoria.
Além disso, o seminário ampliou a participação da enfermagem nas discussões sobre diretrizes curriculares, formação docente, educação continuada e qualificação profissional permanente em todo país.
Na abertura, o presidente do Cofen, Manoel Neri, destacou a relação direta entre ensino qualificado e assistência segura prestada diariamente à população brasileira.
“Nestes dias de evento, iremos debater um dos maiores desafios que enfrentamos na atualidade: a educação em Enfermagem e, principalmente, a qualidade do ensino no nosso país. O futuro da Enfermagem depende diretamente da melhoria da qualidade da educação no Brasil”, afirmou.
Em seguida, a professora doutora Isabel Amélia Costa Mendes apresentou reflexões sobre ciência da implementação, aproximando conhecimento acadêmico, prática profissional e educação corporativa.
Entre os destaques do seminário, o presidente do SinSaúdeSP e coordenador da Conatenf/Cofen, Jefferson Caproni, defendeu investimentos permanentes em educação especializada.
Ao iniciar sua participação, Caproni agradeceu aos organizadores do evento e ressaltou iniciativas voltadas à oferta gratuita de cursos para profissionais.
Segundo o dirigente, o seminário busca construir “o maior legado da enfermagem brasileira na educação”, fortalecendo oportunidades concretas de crescimento para trabalhadores.
“Precisamos de valorização real, não de discurso. Precisamos de ação”, afirmou.
Representando auxiliares e técnicos de enfermagem, Caproni destacou o papel estratégico dos mais de 2,5 milhões de profissionais atuantes no SUS.
“Estamos vivendo um novo tempo, em que a base — nossos auxiliares e técnicos — não é apenas ouvida, mas colocada no centro das decisões”, destacou.
Durante a palestra, o dirigente defendeu a atualização constante da formação profissional diante das mudanças tecnológicas e organizacionais presentes no setor da saúde.
“Estamos formando profissionais para o ontem ou para o futuro?”, questionou.
Além disso, Caproni reafirmou a importância do ensino presencial de qualidade e alertou que a tecnologia deve complementar, jamais substituir, o cuidado.
“Nós precisamos formar profissionais de enfermagem preparados para esse novo momento. Com investimento em educação e com cursos de especialização, o técnico ganha mais e vive melhor”, afirmou.
Outro tema central foi a defesa da Resolução nº 609/2019 do Cofen, responsável por regulamentar especialidades destinadas aos auxiliares e técnicos.
Segundo Caproni, a norma assegura reconhecimento profissional, estabelece critérios formativos e amplia a segurança jurídica necessária ao exercício especializado da profissão.
“Isso significa que o auxiliar e o técnico de enfermagem têm direito de se especializar e crescer profissionalmente com respaldo institucional”, explicou.
O dirigente também alertou para tentativas de precarização das relações trabalhistas e criticou práticas que substituem profissionais qualificados por funções distintas.
“Isso não é evolução; é uma manobra para reduzir salários, retirar garantias previdenciárias e descaracterizar nossa profissão”, afirmou.
Por outro lado, Caproni ressaltou que auxiliares e técnicos ocupam posição essencial na qualidade assistencial e no funcionamento dos serviços de saúde.
“Eles não são coadjuvantes. São protagonistas da qualidade”, ressaltou.
Recém-chegado da 114ª Conferência Internacional do Trabalho, realizada em Genebra, o dirigente destacou o potencial da enfermagem brasileira no cenário internacional.
“Voltei de lá com uma certeza: o Brasil tem a maior força de trabalho da enfermagem de todas as Américas. Se investirmos em educação e especialização, seremos referência mundial”, declarou.
Ao encerrar sua participação, Caproni anunciou o primeiro Seminário Nacional de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem, previsto para ocorrer em agosto.
“Valorizar os trabalhadores da atividade-fim é investir em quem está na ponta do atendimento. E nós vamos honrar essa confiança”, concluiu.
O encerramento contou com a leitura da Carta de Foz do Iguaçu, documento que consolidou propostas estratégicas para fortalecer a educação em enfermagem.
Dessa forma, os participantes reafirmaram a qualificação profissional como instrumento fundamental para valorizar trabalhadores, melhorar serviços e fortalecer o sistema de saúde.




























