Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
2 JUL 2026

Imagem do dia

Veja fotos 7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

A luta social e a greve de 14 de junho

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Artigos

A luta social e a greve de 14 de junho

A data de 14 de junho já entrou para a história das lutas sociais de nosso país. Sob comando das centrais sindicais Força Sindical, CUT, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Conlutas, Intersindicais, e CGTB e movimentos sociais, populares, estudantis e religiosos,
Por: João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Há motivos que tornam necessária uma reforma da previdência social e essa compreensão reúne a maioria. Entretanto, o que divide a sociedade são as motivações e, principalmente, as propostas que são apresentadas. Alguns simplesmente dizem não à reforma, mas isso não ganha a sociedade, pois sabemos das desigualdades no tratamento dos diferentes trabalhadores nas regras atuais: uns se aposentam no bem bom, enquanto a maioria divide as migalhas que sobram.
A questão é, quais são as propostas apresentadas para esta reforma. No debate, incluíram-se mudanças no regime previdenciário: se de repartição ou de capitalização. A forma de repartição, aplicada na maioria dos países desenvolvidos, mostrou-se melhor, inclusive porque nesse sistema há a possibilidade da capitalização complementar opcional. Onde foi implantada a forma pura de capitalização, como no Chile, a maioria fracassou e vem sendo revertida para sistemas de repartição.
Ao tomar conhecimento da proposta de reforma apresentada por Bolsonaro, durante sua campanha presidencial de 2018, o movimento sindical deu início ao debate.
Em novembro convidamos o especialista chileno, Mario Reinaldo Villanueva Olmedo, dirigente da Confederación Fenpruss, para apresentar a experiência de capitalização daquele país. A partir de sua palestra reunimos nossos dirigentes e assessores para debater, analisar os modelos e experiências, comparar com a nossa realidade e, a partir daí, tomamos decisões sobre como conduzir o debate com a sociedade.
A diminuição da bancada progressista no parlamento, deixou claro que o movimento sindical e o movimento social passariam a ter um grande papel na defesa dos direitos dos trabalhadores e dos cidadãos brasileiros. Buscamos, em primeiro lugar, a unidade das organizações engajadas em zelar por tais direitos e pela ampliação das conquistas dos trabalhadores e do povo mais carente, com igualdade e justiça social. A partir daí formatamos propostas e traçamos ações que poderiam ser assumidas por todos.
Identificamos que a luta pela manutenção da previdência social no regime de repartição seria fundamental em contraposição à proposta de capitalização apresentada pelo ministro Paulo Guedes. Convergimos também para a prioridade relacionada ao combate ao desemprego que chegava a cerca de 13 milhões de trabalhadores.
Iniciamos nossas ações com mobilização em todo o país, propondo ações em todas as cidades, com protestos de rua, assembleias nos locais de trabalho, panfletagens nos locais de maior concentração urbana.
Não descuidamos da atuação institucional no parlamento. Tivemos encontros com o Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal, com Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal e conversas com líderes de vários partidos, cientes do grande debate que se daria no Congresso Nacional.
A proposta de um 1° de maio unificado, organizado por todas as entidades nacionais dos trabalhadores, que se espalhou por todo o país, foi parte deste processo unidade, mobilização e enfrentamento na conjuntura atual. As experiências de organização do 1o de maio conjunto se transformaram um instrumento fundamental para amadurecer a unidade, que respeita a forma plural da nossa forma de organização e que sabe focalizar nos temas que mais atingiam os trabalhadores e que nos unem: o fim da aposentadoria e o aumento do desemprego. Decidimos também ampliar e unir esforços, convidando as frentes dos movimentos populares, a UNE (União Nacional dos Estudantes), a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e demais Igrejas Cristãs.
E foi no 1º de maio, no Vale do Anhangabaú, que as centrais sindicais fizeram a proposta de greve geral no dia 14 de junho. Essa proposta correu todo o país por meio de debates, assembleias, plenárias, portas de fábrica, envolvendo todos aqueles sindicatos que entenderam o quanto era importante demonstrar à sociedade, ao governo e aos parlamentares o nosso repúdio à proposta do governo Bolsonaro.
A greve geral aconteceu em todos os estados do país, no Distrito Federal, nas capitais e em centenas de cidades, envolvendo milhões de pessoas. A imprensa reportou o dia nacional de greve, apresentando as paralisações, atos e mobilizações, indicando a amplitude da mobilização e a justeza do protesto como instrumento de luta dos trabalhadores para questionar o projeto governamental.
Segundo levantamento feito pelo site G1, os atos foram registrados em ao menos 177 cidades. Das 27 capitais, 21 tiveram seus serviços de transporte afetados. Em 19 delas, os ônibus deixaram de circular. Professores, estudantes, servidores públicos e metalúrgicos também aderiram à paralisação.
Agora, no dia seguinte, é hora de traçar a continuidade da nossa luta. Não tenho dúvida que o debate no Congresso Nacional deverá ser acompanhado pelas centrais sindicais, em debate e negociação, inclusive com apresentação de propostas substitutivas. E afirmo que muitas mudanças já incorporadas são frutos dessa batalha que estamos fazendo desde o pós-eleição. Destaco a exclusão do regime de capitalização, a reversão de parte da desconstitucionalização, as mudanças no BPC, nas regras para os trabalhadores rurais, para mulheres, para o abono salarial, entre outras. Mas ainda há muito que mudar.
Reconhecemos os desafios e as dificuldades para o debate no Congresso Nacional no contexto de crise política que vive o país. É preciso envolver a sociedade, esclarecer, e para isso e por isso as ações de massa tem uma função educativa do valor e poder do voto e demonstrativa da nossa contrariedade com as propostas apresentadas.
O processo legislativo segue prazos conforme define o regimento do Congresso. Durante todo o processo legislativo deveremos ter diálogo com os presidentes da Câmara e do Senado, com os líderes partidários e com os parlamentares. Diálogo baseado em propostas, sustentadas pelas mobilizações e pela nossa capacidade de unidade. Mudanças no projeto são possíveis e já estão acontecendo, fruto das nossas ações nesse ano. O caminho pela frente combina a continuidade das mobilizações e o debate nos espaços institucionais do Congresso Nacional.

João Carlos Gonçalves, Juruna, é Secretário Geral da Força Sindical

Artigo publicado no site Poder 360
 

A fortaleza do sindicato
Eusébio Pinto Neto

A fortaleza do sindicato

Saúde mental: responsabilidade de todos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

Saúde mental: responsabilidade de todos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Gleberson Jales

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Alerta de confirmação
João Guilherme Vargas Netto

Alerta de confirmação

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador
Nilton Souza da Silva, o Neco

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Paim espera aprovação do fim da escala 6×1 em agosto
Força 14 JUL 2026

Paim espera aprovação do fim da escala 6×1 em agosto

Metalúrgicos de Mococa fortalecem campanha pela jornada menor
Força 14 JUL 2026

Metalúrgicos de Mococa fortalecem campanha pela jornada menor

Varal Solidário leva agasalhos a famílias em Guarulhos
Força 14 JUL 2026

Varal Solidário leva agasalhos a famílias em Guarulhos

Fepospetro lamenta morte de um dos fundadores da categoria dos frentistas
Força 14 JUL 2026

Fepospetro lamenta morte de um dos fundadores da categoria dos frentistas

Decisão do STF limita avanço das folgas aos domingos
Força 14 JUL 2026

Decisão do STF limita avanço das folgas aos domingos

Trabalhadores da Enel SP aprovam novo Acordo Coletivo
Força 14 JUL 2026

Trabalhadores da Enel SP aprovam novo Acordo Coletivo

Força Mulher convoca mobilização pelo PL da Misoginia
Força 13 JUL 2026

Força Mulher convoca mobilização pelo PL da Misoginia

Dia da Luta Operária: com música e casa cheia, sindicalismo homenageia seus lutadores
Força 13 JUL 2026

Dia da Luta Operária: com música e casa cheia, sindicalismo homenageia seus lutadores

Sinpospetro RJ inicia ciclo sobre saúde mental e NR-1
Força 13 JUL 2026

Sinpospetro RJ inicia ciclo sobre saúde mental e NR-1

Sinpospetro RJ amplia parceria com o MTE por mais segurança
Força 13 JUL 2026

Sinpospetro RJ amplia parceria com o MTE por mais segurança

Sinthoresp, 93 anos de história
Força 13 JUL 2026

Sinthoresp, 93 anos de história

SinSaúdeSP garante acordo com a Prevent Sênior e amplia direitos dos trabalhadores
Força 13 JUL 2026

SinSaúdeSP garante acordo com a Prevent Sênior e amplia direitos dos trabalhadores

Sindnapi RS ensina idosos a evitar golpes virtuais
Força 13 JUL 2026

Sindnapi RS ensina idosos a evitar golpes virtuais

Sindec: 94 anos de união e lutas
Artigos 13 JUL 2026

Sindec: 94 anos de união e lutas

A fortaleza do sindicato
Artigos 13 JUL 2026

A fortaleza do sindicato

Saúde mental: responsabilidade de todos
Artigos 8 JUL 2026

Saúde mental: responsabilidade de todos

Você conhece seus direitos? Confira 5 benefícios garantidos às pessoas idosas no Brasil
Força 8 JUL 2026

Você conhece seus direitos? Confira 5 benefícios garantidos às pessoas idosas no Brasil

Dia da Luta Operária: acompanhe a transmissão ao vivo
Força 8 JUL 2026

Dia da Luta Operária: acompanhe a transmissão ao vivo

Trabalhadores do Biocor/Rede D’OR lutam por reajuste e benefícios
Força 7 JUL 2026

Trabalhadores do Biocor/Rede D’OR lutam por reajuste e benefícios

Força Sindical reúne Regional Recôncavo em Mutuípe
Força 7 JUL 2026

Força Sindical reúne Regional Recôncavo em Mutuípe

Sintrabor amplia cooperação sindical durante Congresso da UIL
Força 7 JUL 2026

Sintrabor amplia cooperação sindical durante Congresso da UIL

Enel apresenta proposta final e assembleia decide acordo
Força 6 JUL 2026

Enel apresenta proposta final e assembleia decide acordo

Sindnapi debate violência e direitos da pessoa idosa
Força 6 JUL 2026

Sindnapi debate violência e direitos da pessoa idosa

Jornada menor pauta entrevista de Serginho na Jovem Pan News
Força 6 JUL 2026

Jornada menor pauta entrevista de Serginho na Jovem Pan News

Diretoras metalúrgicas participam de seminário pela paz
Força 6 JUL 2026

Diretoras metalúrgicas participam de seminário pela paz

Dia da Luta Operária homenageia Nair Goulart fundadora da Força
Força 6 JUL 2026

Dia da Luta Operária homenageia Nair Goulart fundadora da Força

Festa Julina do Sinthoresp reúne trabalhadores e famílias em dia de alegria e confraternização
Força 6 JUL 2026

Festa Julina do Sinthoresp reúne trabalhadores e famílias em dia de alegria e confraternização

Sintrabor reforça solidariedade internacional em congresso na Itália
Força 6 JUL 2026

Sintrabor reforça solidariedade internacional em congresso na Itália

Laerte e Aurélio Peres receberão Troféu José Martinez no Dia da Luta Operária
Força 6 JUL 2026

Laerte e Aurélio Peres receberão Troféu José Martinez no Dia da Luta Operária

“É preciso intensificar mobilização por jornada menor”, disse Miguel
Força 3 JUL 2026

“É preciso intensificar mobilização por jornada menor”, disse Miguel

Aguarde! Carregando mais artigos...