Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

A luta social e a greve de 14 de junho

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Artigos

A luta social e a greve de 14 de junho

A data de 14 de junho já entrou para a história das lutas sociais de nosso país. Sob comando das centrais sindicais Força Sindical, CUT, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Conlutas, Intersindicais, e CGTB e movimentos sociais, populares, estudantis e religiosos,
Por: João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Há motivos que tornam necessária uma reforma da previdência social e essa compreensão reúne a maioria. Entretanto, o que divide a sociedade são as motivações e, principalmente, as propostas que são apresentadas. Alguns simplesmente dizem não à reforma, mas isso não ganha a sociedade, pois sabemos das desigualdades no tratamento dos diferentes trabalhadores nas regras atuais: uns se aposentam no bem bom, enquanto a maioria divide as migalhas que sobram.
A questão é, quais são as propostas apresentadas para esta reforma. No debate, incluíram-se mudanças no regime previdenciário: se de repartição ou de capitalização. A forma de repartição, aplicada na maioria dos países desenvolvidos, mostrou-se melhor, inclusive porque nesse sistema há a possibilidade da capitalização complementar opcional. Onde foi implantada a forma pura de capitalização, como no Chile, a maioria fracassou e vem sendo revertida para sistemas de repartição.
Ao tomar conhecimento da proposta de reforma apresentada por Bolsonaro, durante sua campanha presidencial de 2018, o movimento sindical deu início ao debate.
Em novembro convidamos o especialista chileno, Mario Reinaldo Villanueva Olmedo, dirigente da Confederación Fenpruss, para apresentar a experiência de capitalização daquele país. A partir de sua palestra reunimos nossos dirigentes e assessores para debater, analisar os modelos e experiências, comparar com a nossa realidade e, a partir daí, tomamos decisões sobre como conduzir o debate com a sociedade.
A diminuição da bancada progressista no parlamento, deixou claro que o movimento sindical e o movimento social passariam a ter um grande papel na defesa dos direitos dos trabalhadores e dos cidadãos brasileiros. Buscamos, em primeiro lugar, a unidade das organizações engajadas em zelar por tais direitos e pela ampliação das conquistas dos trabalhadores e do povo mais carente, com igualdade e justiça social. A partir daí formatamos propostas e traçamos ações que poderiam ser assumidas por todos.
Identificamos que a luta pela manutenção da previdência social no regime de repartição seria fundamental em contraposição à proposta de capitalização apresentada pelo ministro Paulo Guedes. Convergimos também para a prioridade relacionada ao combate ao desemprego que chegava a cerca de 13 milhões de trabalhadores.
Iniciamos nossas ações com mobilização em todo o país, propondo ações em todas as cidades, com protestos de rua, assembleias nos locais de trabalho, panfletagens nos locais de maior concentração urbana.
Não descuidamos da atuação institucional no parlamento. Tivemos encontros com o Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal, com Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal e conversas com líderes de vários partidos, cientes do grande debate que se daria no Congresso Nacional.
A proposta de um 1° de maio unificado, organizado por todas as entidades nacionais dos trabalhadores, que se espalhou por todo o país, foi parte deste processo unidade, mobilização e enfrentamento na conjuntura atual. As experiências de organização do 1o de maio conjunto se transformaram um instrumento fundamental para amadurecer a unidade, que respeita a forma plural da nossa forma de organização e que sabe focalizar nos temas que mais atingiam os trabalhadores e que nos unem: o fim da aposentadoria e o aumento do desemprego. Decidimos também ampliar e unir esforços, convidando as frentes dos movimentos populares, a UNE (União Nacional dos Estudantes), a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e demais Igrejas Cristãs.
E foi no 1º de maio, no Vale do Anhangabaú, que as centrais sindicais fizeram a proposta de greve geral no dia 14 de junho. Essa proposta correu todo o país por meio de debates, assembleias, plenárias, portas de fábrica, envolvendo todos aqueles sindicatos que entenderam o quanto era importante demonstrar à sociedade, ao governo e aos parlamentares o nosso repúdio à proposta do governo Bolsonaro.
A greve geral aconteceu em todos os estados do país, no Distrito Federal, nas capitais e em centenas de cidades, envolvendo milhões de pessoas. A imprensa reportou o dia nacional de greve, apresentando as paralisações, atos e mobilizações, indicando a amplitude da mobilização e a justeza do protesto como instrumento de luta dos trabalhadores para questionar o projeto governamental.
Segundo levantamento feito pelo site G1, os atos foram registrados em ao menos 177 cidades. Das 27 capitais, 21 tiveram seus serviços de transporte afetados. Em 19 delas, os ônibus deixaram de circular. Professores, estudantes, servidores públicos e metalúrgicos também aderiram à paralisação.
Agora, no dia seguinte, é hora de traçar a continuidade da nossa luta. Não tenho dúvida que o debate no Congresso Nacional deverá ser acompanhado pelas centrais sindicais, em debate e negociação, inclusive com apresentação de propostas substitutivas. E afirmo que muitas mudanças já incorporadas são frutos dessa batalha que estamos fazendo desde o pós-eleição. Destaco a exclusão do regime de capitalização, a reversão de parte da desconstitucionalização, as mudanças no BPC, nas regras para os trabalhadores rurais, para mulheres, para o abono salarial, entre outras. Mas ainda há muito que mudar.
Reconhecemos os desafios e as dificuldades para o debate no Congresso Nacional no contexto de crise política que vive o país. É preciso envolver a sociedade, esclarecer, e para isso e por isso as ações de massa tem uma função educativa do valor e poder do voto e demonstrativa da nossa contrariedade com as propostas apresentadas.
O processo legislativo segue prazos conforme define o regimento do Congresso. Durante todo o processo legislativo deveremos ter diálogo com os presidentes da Câmara e do Senado, com os líderes partidários e com os parlamentares. Diálogo baseado em propostas, sustentadas pelas mobilizações e pela nossa capacidade de unidade. Mudanças no projeto são possíveis e já estão acontecendo, fruto das nossas ações nesse ano. O caminho pela frente combina a continuidade das mobilizações e o debate nos espaços institucionais do Congresso Nacional.

João Carlos Gonçalves, Juruna, é Secretário Geral da Força Sindical

Artigo publicado no site Poder 360
 

Manifestações não costumeiras; por João Guilherme
João Guilherme Vargas Netto

Manifestações não costumeiras; por João Guilherme

1º de Maio: unidade, valorização do trabalho e luta por direitos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

1º de Maio: unidade, valorização do trabalho e luta por direitos

Dois projetos de mundo em confronto: uma análise de conjuntura para a classe trabalhadora
Eusébio Pinto Neto

Dois projetos de mundo em confronto: uma análise de conjuntura para a classe trabalhadora

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador
Nilton Souza da Silva, o Neco

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador

Sem memória não há democracia
André Gato

Sem memória não há democracia

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Juntos somos fortes!
Gleberson Jales

Juntos somos fortes!

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Se está na convenção, é lei
Paulo Ferrari

Se está na convenção, é lei

Serginho defende jornada de 40 horas na Câmara
Força 20 MAI 2026

Serginho defende jornada de 40 horas na Câmara

Ganho real supera inflação nas negociações de 2026
Força 20 MAI 2026

Ganho real supera inflação nas negociações de 2026

SinSaúdeSP realiza 3º Campeonato de Vôlei Feminino em parceria com o Sesc SP
Força 20 MAI 2026

SinSaúdeSP realiza 3º Campeonato de Vôlei Feminino em parceria com o Sesc SP

Miguel Torres reforça mobilização por jornada menor
Força 20 MAI 2026

Miguel Torres reforça mobilização por jornada menor

FEQUIMFAR debate desafios globais com IndustriALL
Força 20 MAI 2026

FEQUIMFAR debate desafios globais com IndustriALL

Guarapari homenageia dirigente do Sindnapi
Força 19 MAI 2026

Guarapari homenageia dirigente do Sindnapi

Centrais ampliam mobilização pela redução da jornada
Força 19 MAI 2026

Centrais ampliam mobilização pela redução da jornada

Fenabor intensifica articulação com governo em defesa dos empregos na indústria pneumática
Força 19 MAI 2026

Fenabor intensifica articulação com governo em defesa dos empregos na indústria pneumática

Construção civil de SP anuncia greve geral a partir de 20 de maio
Força 18 MAI 2026

Construção civil de SP anuncia greve geral a partir de 20 de maio

Lula recebe sindicalistas na Granja do Torto
Força 18 MAI 2026

Lula recebe sindicalistas na Granja do Torto

Frentistas do Rio aprovam acordo com ganho real
Força 18 MAI 2026

Frentistas do Rio aprovam acordo com ganho real

Eletricitários SP aprovam estado de greve e calendário de paralisações em Empreiteiras
Força 18 MAI 2026

Eletricitários SP aprovam estado de greve e calendário de paralisações em Empreiteiras

Químicos de Itatiba celebram unidade no Dia do Trabalhador
Força 18 MAI 2026

Químicos de Itatiba celebram unidade no Dia do Trabalhador

Sintrabor rejeita proposta da Titan sobre escala 6×1
Força 15 MAI 2026

Sintrabor rejeita proposta da Titan sobre escala 6×1

Sintepav-BA intensifica mobilizações salariais
Força 15 MAI 2026

Sintepav-BA intensifica mobilizações salariais

Força Sindical recebe debate nacional sobre jornada
Força 14 MAI 2026

Força Sindical recebe debate nacional sobre jornada

Debate sobre jornada menor mobiliza trabalhadores em SP
Força 14 MAI 2026

Debate sobre jornada menor mobiliza trabalhadores em SP

Regional Alto Tietê da Força Sindical debate eleições de 2026
Força 14 MAI 2026

Regional Alto Tietê da Força Sindical debate eleições de 2026

Sinthoresp amplia instalação de totens informativos
Força 14 MAI 2026

Sinthoresp amplia instalação de totens informativos

Heróis da Saúde 2026 celebra profissionais em SP
Força 14 MAI 2026

Heróis da Saúde 2026 celebra profissionais em SP

Manifestações não costumeiras; por João Guilherme
Artigos 14 MAI 2026

Manifestações não costumeiras; por João Guilherme

Campanha reforça combate ao feminicídio
Força 13 MAI 2026

Campanha reforça combate ao feminicídio

Conselhão debate mudanças e segurança pública
Força 13 MAI 2026

Conselhão debate mudanças e segurança pública

FEQUIMFAR debate desafios sindicais com suecos
Força 13 MAI 2026

FEQUIMFAR debate desafios sindicais com suecos

Audiência sobre redução da jornada terá Hugo Motta e Marinho
Força 13 MAI 2026

Audiência sobre redução da jornada terá Hugo Motta e Marinho

Metalúrgicos da Bonfanti aprovam renovação da PLR, em Leme
Força 13 MAI 2026

Metalúrgicos da Bonfanti aprovam renovação da PLR, em Leme

Metalúrgicos de Guarulhos homenageiam mães com confraternização
Força 13 MAI 2026

Metalúrgicos de Guarulhos homenageiam mães com confraternização

Semana do Trabalhador amplia cidadania na Esplanada
Imprensa 12 MAI 2026

Semana do Trabalhador amplia cidadania na Esplanada

Sindnapi promove oficina financeira para aposentados no RS
Força 12 MAI 2026

Sindnapi promove oficina financeira para aposentados no RS

Sindec-POA desmente acordo com Zaffari e comenta condições de trabalho
Força 12 MAI 2026

Sindec-POA desmente acordo com Zaffari e comenta condições de trabalho

Aguarde! Carregando mais artigos...