
Centrais protestam contra juros altos diante do Banco Central – Foto: Arquivo
Dirigentes e militantes das centrais sindicais realizaram, nesta terça-feira (17), manifestação em frente ao Banco Central, em SP, para exigir redução imediata da taxa Selic. O ato também contou com a participação de representantes da UNE (União Nacional dos Estudantes).
O protesto ocorreu um dia antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidirá a nova taxa básica de juros que hoje está em 15%.

Foto: Jaélcio Santana
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, cobra redução drástica da taxa Selic. “Precisamos baixar os juros e gerar empregos dignos para trabalhadores”.
Miguel Torres também afirmou que juros elevados travam o desenvolvimento. “Quando o crédito fica caro, empresas deixam de investir, a indústria perde força”.
De acordo com o sindicalista, a manutenção de juros elevados compromete investimentos produtivos e, consequentemente, reduz a geração de empregos, afetando diretamente trabalhadores, empresas e o crescimento do país.
Durante o ato, representantes das centrais sindicais denunciaram os impactos da política de juros elevados sobre crescimento econômico, investimentos produtivos e geração de empregos no Brasil.

Geraldino: Com mais investimento e consumo, a economia cresce e os trabalhadores conquistam oportunidades
Declarações dos dirigentes:
Geraldino Santos Silva, Secretário de Relações Sindicais da Força Sindical, destacou a importância da mobilização permanente das centrais sindicais.
“Precisamos pressionar por mudanças na política econômica e garantir crescimento com distribuição de renda”.
De acordo com Geraldino, reduzir a taxa de juros fortalece o mercado interno. “Com mais investimento e consumo, a economia cresce e os trabalhadores conquistam oportunidades”.

Adriano: Precisamos de juros mais baixos para fortalecer a indústria, estimular a produção e ampliar oportunidades
Adriano Lateri, vice-presidente da Força Sindical São Paulo, também criticou a atual política de juros. “Manter a Selic nesse patamar significa frear a economia, dificultar investimentos e comprometer a geração de empregos no país”.
De acordo com Lateri, a mobilização das centrais é fundamental para pressionar por mudanças.
“Precisamos de juros mais baixos para fortalecer a indústria, estimular a produção e ampliar oportunidades”.
Antonio Neto, da direção executiva da CUT, cobrou redução da taxa Selic como forma de fortalecer o crescimento econômico e estimular investimentos produtivos. De acordo com ele, o país precisa de uma política econômica voltada ao desenvolvimento.
“Precisamos deixar claro que o Brasil necessita de um programa consistente de desenvolvimento. Com crescimento econômico, teremos mais investimentos, mais produção e mais empregos para os trabalhadores”, afirmou Antonio Neto.
Além disso, Renê Vicente, presidente da CTB-SP, alertou que a taxa elevada afeta diretamente a população. “Juros altos penalizam trabalhadores e ampliam desigualdades”.
Renê também criticou os efeitos sociais da política monetária restritiva. “Quando o crédito encarece, o consumo cai e os mais pobres sentem primeiro”.
Por sua vez, Josimar Andrade, dirigente da UGT, afirmou que o Brasil convive com juros extremamente elevados. “Nossa luta é reduzir essa taxa”.
Ele reforçou que a política de juros precisa considerar o desenvolvimento nacional. “Nenhum país cresce mantendo uma das maiores taxas de juros”.
Já Luiz Gonçalves (Luizinho), presidente da Nova Central-SP, afirmou que os juros elevados prejudicam a indústria nacional e dificultam a produção. “É um absurdo manter essa taxa”.
De acordo com Luizinho, a indústria sofre diretamente com crédito caro. “Sem financiamento acessível, empresas deixam de produzir, investir e gerar empregos”.
Ao final da manifestação, os participantes reforçaram a pressão sobre o Banco Central e encerraram o ato com palavras de ordem exigindo redução imediata.