
Encontro Nacional reforça compromisso com trabalho seguro e saudável; ao vivo
Nesta quarta-feira (30), a Fundacentro promove o Encontro Nacional de Cipeiros e Cipeiras para o Trabalho Seguro e Saudável.
O evento, realizado em parceria com centrais sindicais – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB e Intersindical, busca fortalecer a atuação das CIPAs e aprimorar as condições de saúde e segurança nas empresas.
Coordenação e transmissão on-line
Remígio Todeschini, diretor de Conhecimento e Tecnologia, e Cleiton Faria Lima, coordenador de Projetos, conduzem o encontro no auditório da Fundacentro.
Além disso, o evento é transmitido ao vivo pelo canal da Fundacentro no YouTube, sem necessidade de inscrição prévia para os participantes on-line.
O público poderá interagir com os palestrantes por meio de um formulário, e quem assistir on-line receberá certificado após preencher a avaliação.
A Força Sindical está representada no evento pelo secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna); secretário nacional de Saúde e Segurança da Força, Luiz Carlos Oliveira (Luizinho) e o secretário de Relações Sindicais, Geraldino dos Santos Silva.

Juruna: Cipeiros bem formados e respeitados fazem a diferença na prevenção e na proteção à vida – Foto: Reprodução
Juruna ressalta que a CIPA é uma trincheira de defesa da saúde dos trabalhadores e precisa de respaldo institucional para atuar com autonomia e eficácia.
“Defendemos sua valorização como espaço permanente de diálogo entre empresa e empregados, e como instrumento de construção de ambientes de trabalho mais humanos e seguros. Cipeiros bem formados e respeitados fazem a diferença na prevenção e na proteção à vida.”
O sindicalista ressalta ainda que a CIPA é a única forma de representação dos trabalhadores prevista em lei dentro do local de trabalho.
“É fundamental fortalecer a CIPA.”
Ele lembra que a maioria dos dirigentes sindicais começou sua trajetória como cipeiro ou ativista em saúde, organizando campanhas salariais, greves e lutas sociais nas fábricas e escritórios.
“Em outros países, os trabalhadores contam com comitês de empresa e seções sindicais institucionalizadas. Aqui no Brasil, infelizmente, ainda não temos isso garantido em lei — por isso, a CIPA ganha ainda mais importância”, acrescentou.
Luizinho, por sua vez, reforçou o papel da formação contínua dos cipeiros para construir ambientes de trabalho mais seguros.
“Eles estão na linha de frente da prevenção, mas, para atuarem com efetividade, precisam de formação técnica, respaldo institucional e respeito nas empresas.”
O sindicalista defende que CIPA deve atuar ativamente no combate ao assédio moral e sexual, temas urgentes e ainda silenciados em muitos locais.
“É preciso garantir que o espaço da CIPA seja democrático, diverso e acolhedor, refletindo as necessidades reais dos trabalhadores e trabalhadoras.”
Consulta amplia participação dos cipistas
A Fundacentro elaborou um questionário para membros da CIPA, com o objetivo de entender os desafios enfrentados e propor melhorias no funcionamento das comissões.
De acordo com Todeschini, a iniciativa retoma a escuta ativa junto aos trabalhadores, prática fundamental desde a Constituinte de 1987.
O diretor destaca que a participação dos cipeiros contribui para reduzir acidentes, doenças e mortes no ambiente de trabalho, promovendo saúde e dignidade.
Todeschini também defende o aperfeiçoamento da NR-05, com foco no fortalecimento eleitoral das CIPAs, combate ao assédio e ampliação da formação em SST.
Assista ao vivo:
Programação do Encontro
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