O Brasil precisa de reforma agrária, bancária, tributária, educacional, eleitoral e não da reforma administrativa “injusta” do governo Bolsonaro. Precisa, na verdade, de uma assembleia nacional constituinte livre e soberana.
Presidente do Sindserv, Zoel Siqueira, dirige a assembleia na noite de sexta-feira (10)Crédito: Arquivo
Na foto, presidente do Sindserv Guarujá, Zoel Siqueira, crítico da reforma de Bolsonaro
 
A opinião é do presidente do sindicato dos servidores municipais de Guarujá (Sindserv), Zoel Garcia Siqueira, que participou, na tarde desta sexta-feira (25), de uma reunião intersindical contra a reforma administrativa.
 
Professor de história, ele lembra que as reformas de base propostas pelo presidente João Goulart (PTB), deposto pelo golpe militar de 1964, visavam o desenvolvimento capitalista do Brasil. “Era daquilo que precisávamos para o grande salto ao futuro”.
 
Segundo ele, João Goulart não era comunista, motivo alegado para seu afastamento da presidência. Ao contrário, explica o sindicalista, era um rico fazendeiro, “porém defensor do desenvolvimento nacional e do bem-estar do povo, ao contrário do entreguista Bolsonaro”.
 
Sobre a assembleia nacional constituinte, Zoel defende que haja uma eleição específica para escolha de seus integrantes, com ampla liberdade de participação de todas as correntes políticas. Para ele, o atual congresso nacional “é um dos piores, se não o pior, da nossa história”.
 
 
Uma reforma contra 210 milhões
 
O sindicalista propõe que a constituinte revogue as reformas trabalhista, previdenciária e “todas as medidas tomadas contra o povo e o Brasil nos últimos anos. Que ela aprove inclusive um referendo revogatório das privatizações e internacionalizações de nossos patrimônios”.
 
O presidente do Sindserv diz que a reforma administrativa de Bolsonaro “visa destruir o estado e tornar precários os serviços públicos, fazendo do funcionalismo meros servidores apenas dos poucos governantes e não dos 210 milhões de brasileiros”.
 
A reunião de que participou, no sindicato dos servidores municipais de Praia Grande, resolveu agendar, para o final de outubro, um
debate sobre a reforma administrativa com todas as entidades do funcionalismo da baixada santista e litoral.
 
Nesse meio tempo, as direções dos sindicatos de Santos, São Vicente, Guarujá e Praia Grande visitarão as câmaras municipais e entidades de outras categorias de trabalhadores para ampliar a campanha contra a reforma administrativa.
 
“Essa reforma não prejudica apenas os servidores, mas toda a população”, diz Zoel. “Se alguém pensa que ela diminuirá salários de juízes, políticos e outras castas do poder público, estão enganados. É contra os servidores que atendem a população e, por conseguinte, contra o povo”.
Presidente do Sindserv, Zoel Siqueira, dirige a assembleia na noite de sexta-feira (10)Crédito: Arquivo
Na foto, presidente do Sindserv Guarujá, Zoel Siqueira, crítico da reforma de Bolsonaro
 
A opinião é do presidente do sindicato dos servidores municipais de Guarujá (Sindserv), Zoel Garcia Siqueira, que participou, na tarde desta sexta-feira (25), de uma reunião intersindical contra a reforma administrativa.
 
Professor de história, ele lembra que as reformas de base propostas pelo presidente João Goulart (PTB), deposto pelo golpe militar de 1964, visavam o desenvolvimento capitalista do Brasil. “Era daquilo que precisávamos para o grande salto ao futuro”.
 
Segundo ele, João Goulart não era comunista, motivo alegado para seu afastamento da presidência. Ao contrário, explica o sindicalista, era um rico fazendeiro, “porém defensor do desenvolvimento nacional e do bem-estar do povo, ao contrário do entreguista Bolsonaro”.
 
Sobre a assembleia nacional constituinte, Zoel defende que haja uma eleição específica para escolha de seus integrantes, com ampla liberdade de participação de todas as correntes políticas. Para ele, o atual congresso nacional “é um dos piores, se não o pior, da nossa história”.
 
 
Uma reforma contra 210 milhões
 
O sindicalista propõe que a constituinte revogue as reformas trabalhista, previdenciária e “todas as medidas tomadas contra o povo e o Brasil nos últimos anos. Que ela aprove inclusive um referendo revogatório das privatizações e internacionalizações de nossos patrimônios”.
 
O presidente do Sindserv diz que a reforma administrativa de Bolsonaro “visa destruir o estado e tornar precários os serviços públicos, fazendo do funcionalismo meros servidores apenas dos poucos governantes e não dos 210 milhões de brasileiros”.
 
A reunião de que participou, no sindicato dos servidores municipais de Praia Grande, resolveu agendar, para o final de outubro, um
debate sobre a reforma administrativa com todas as entidades do funcionalismo da baixada santista e litoral.
 
Nesse meio tempo, as direções dos sindicatos de Santos, São Vicente, Guarujá e Praia Grande visitarão as câmaras municipais e entidades de outras categorias de trabalhadores para ampliar a campanha contra a reforma administrativa.
 
“Essa reforma não prejudica apenas os servidores, mas toda a população”, diz Zoel. “Se alguém pensa que ela diminuirá salários de juízes, políticos e outras castas do poder público, estão enganados. É contra os servidores que atendem a população e, por conseguinte, contra o povo”.