A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou nesta quarta-feira (27) uma análise sobre o impacto da COVID-19 no mercado de trabalho que aponta o efeito devastador e desproporcional da pandemia sobre os jovens trabalhadores e analisa as medidas que estão sendo tomadas para criar um retorno seguro ao trabalho.

De acordo com o estudo mais de um em cada seis jovens deixou de trabalhar desde o início da pandemia da COVID-19, enquanto os que mantiveram o emprego tiveram, em média,  uma redução de 23% nas horas de trabalho, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo o relatório da OIT, “Monitor OIT: COVID-19 e o mundo do trabalho”, os(as) jovens estão sendo desproporcionalmente afetados(as) pela pandemia e o aumento significativo e rápido do desemprego juvenil observado desde fevereiro está afetando mais as mulheres jovens do que os homens jovens. "A pandemia causa um triplo choque na população jovem. Não só destrói o seu emprego, mas também a sua educação e seu treinamento e coloca grandes obstáculos no caminho de quem procura entrar no mercado de trabalho ou mudar de emprego", alerta o estudo.

Em 2019, a taxa de desemprego juvenil de 13,6% já era maior do que a de qualquer outro grupo. Havia cerca de 267 milhões de jovens que não trabalhavam, não estudavam nem estavam em treinamento (Nem-Nem, no NEET, em inglês) em todo o mundo.  As pessoas entre 15 e 24 anos que estavam empregadas também tinham maior probabilidade de estar em formas de trabalho que as deixavam vulneráveis, como ocupações mal remuneradas, trabalho no setor informal ou como trabalhadores(as) migrantes.

“A crise econômica da COVID-19 está afetando os jovens - especialmente as mulheres – com mais força e rapidez do que qualquer outro grupo. Se não tomarmos medidas imediatas e significativas para melhorar a sua situação, o legado do vírus poderá nos acompanhar durante décadas. Se seu talento e energia são marginalizados devido à falta de oportunidades ou à falta de habilidades, isso prejudicará o futuro de todos nós e tornará muito é mais difícil reconstruir uma economia melhor pós-COVID ", disse Guy Ryder, diretor-geral da OIT.

A OIT pede a adoção de respostas políticas urgentes, em grande escala e direcionadas a apoiar a população jovem, incluindo programas abrangentes de garantia de emprego/formação nos países desenvolvidos, programas intensivos de emprego e garantias nas economias de baixa e média rendas.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, afirma que os dados apresentados pela OIT são alarmantes e, já passou da hora dos governos, especialmente o brasileiro, adotarem medidas que gerem empregos, sem a retirada de direitos. "É preciso implementar uma política de desenvolvimento produtivo e tecnológico, alinhado com a promoção do desenvolvimento econômico e social, e orientada para melhorar a qualidade de vida dos nossos jovens", destaca o sindicalista.

Perda de horas de trabalho

O estudo aponta as estimativas com relação à perda de horas de trabalho no primeiro e segundo trimestres de 2020, em comparação com o quarto trimestre de 2019. Estima-se que foram perdidas 4,8% das horas de trabalho durante o primeiro trimestre de 2020 (o equivalente a cerca de 135 milhões de empregos em horário integral, tendo como referência uma semana de trabalho de 48 horas). Isto representa uma ligeira revisão ascendente de cerca de 7 milhões de postos de trabalho desde a terceira edição do ILO Monitor. O número estimado de postos de trabalho perdidos no segundo trimestre mantém-se inalterado em 305 milhões.

Do ponto de vista regional, as Américas (13,1%) e a Europa e Ásia Central (12,9%) apresentam as maiores perdas em horas trabalhadas no segundo trimestre.

A OIT reitera seu apelo pela adoção de medidas imediatas e urgentes para apoiar trabalhadores, trabalhadoras e as empresas alinhadas com os quatro pilares da estratégia da OIT: estimular a economia e o emprego; apoiar empresas, o emprego e a renda; proteger trabalhadores e trabalhadoras no local de trabalho; recorrer ao diálogo social para a busca de soluções.


 

De acordo com o estudo mais de um em cada seis jovens deixou de trabalhar desde o início da pandemia da COVID-19, enquanto os que mantiveram o emprego tiveram, em média,  uma redução de 23% nas horas de trabalho, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo o relatório da OIT, “Monitor OIT: COVID-19 e o mundo do trabalho”, os(as) jovens estão sendo desproporcionalmente afetados(as) pela pandemia e o aumento significativo e rápido do desemprego juvenil observado desde fevereiro está afetando mais as mulheres jovens do que os homens jovens. "A pandemia causa um triplo choque na população jovem. Não só destrói o seu emprego, mas também a sua educação e seu treinamento e coloca grandes obstáculos no caminho de quem procura entrar no mercado de trabalho ou mudar de emprego", alerta o estudo.

Em 2019, a taxa de desemprego juvenil de 13,6% já era maior do que a de qualquer outro grupo. Havia cerca de 267 milhões de jovens que não trabalhavam, não estudavam nem estavam em treinamento (Nem-Nem, no NEET, em inglês) em todo o mundo.  As pessoas entre 15 e 24 anos que estavam empregadas também tinham maior probabilidade de estar em formas de trabalho que as deixavam vulneráveis, como ocupações mal remuneradas, trabalho no setor informal ou como trabalhadores(as) migrantes.

“A crise econômica da COVID-19 está afetando os jovens - especialmente as mulheres – com mais força e rapidez do que qualquer outro grupo. Se não tomarmos medidas imediatas e significativas para melhorar a sua situação, o legado do vírus poderá nos acompanhar durante décadas. Se seu talento e energia são marginalizados devido à falta de oportunidades ou à falta de habilidades, isso prejudicará o futuro de todos nós e tornará muito é mais difícil reconstruir uma economia melhor pós-COVID ", disse Guy Ryder, diretor-geral da OIT.

A OIT pede a adoção de respostas políticas urgentes, em grande escala e direcionadas a apoiar a população jovem, incluindo programas abrangentes de garantia de emprego/formação nos países desenvolvidos, programas intensivos de emprego e garantias nas economias de baixa e média rendas.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, afirma que os dados apresentados pela OIT são alarmantes e, já passou da hora dos governos, especialmente o brasileiro, adotarem medidas que gerem empregos, sem a retirada de direitos. "É preciso implementar uma política de desenvolvimento produtivo e tecnológico, alinhado com a promoção do desenvolvimento econômico e social, e orientada para melhorar a qualidade de vida dos nossos jovens", destaca o sindicalista.

Perda de horas de trabalho

O estudo aponta as estimativas com relação à perda de horas de trabalho no primeiro e segundo trimestres de 2020, em comparação com o quarto trimestre de 2019. Estima-se que foram perdidas 4,8% das horas de trabalho durante o primeiro trimestre de 2020 (o equivalente a cerca de 135 milhões de empregos em horário integral, tendo como referência uma semana de trabalho de 48 horas). Isto representa uma ligeira revisão ascendente de cerca de 7 milhões de postos de trabalho desde a terceira edição do ILO Monitor. O número estimado de postos de trabalho perdidos no segundo trimestre mantém-se inalterado em 305 milhões.

Do ponto de vista regional, as Américas (13,1%) e a Europa e Ásia Central (12,9%) apresentam as maiores perdas em horas trabalhadas no segundo trimestre.

A OIT reitera seu apelo pela adoção de medidas imediatas e urgentes para apoiar trabalhadores, trabalhadoras e as empresas alinhadas com os quatro pilares da estratégia da OIT: estimular a economia e o emprego; apoiar empresas, o emprego e a renda; proteger trabalhadores e trabalhadoras no local de trabalho; recorrer ao diálogo social para a busca de soluções.