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Presidente Lula celebra 81 anos nesta terça-feira (27), com trajetória marcada pela luta sindical, defesa da democracia e justiça social O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa 81 anos nesta terça-feira (27), celebrando uma trajetória marcada pela liderança sindical, participação política e defesa dos trabalhadores. Ao longo de sua história, Lula construiu uma trajetória política ligada às lutas populares, à valorização do trabalho, à democracia e à promoção da justiça social. Além disso, sua atuação como dirigente sindical no ABC paulista marcou o início de uma caminhada que o levou à Presidência da República . Destaque para sua contribuição à defesa dos direitos trabalhistas, à valorização do salário mínimo e ao combate às desigualdades. Feliz aniversário, presidente Lula! Leia também: Trabalhadores devem seguir mobilizados, defende Miguel Torres https://fsindical.org.br/forca/trabalhadores-devem-seguir-mobilizados-defende-miguel-torres/

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Miguel Torres na OIT: Lutamos pelo fim do trabalho escravo e dos golpismos no Brasil

quarta-feira, 12 de junho de 2024

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Miguel Torres na OIT: Lutamos pelo fim do trabalho escravo e dos golpismos no Brasil

OIT: Miguel Torres defende fortalecimento das negociações coletivas

Miguel Torres na OIT: Lutamos pelo fim do trabalho escravo e dos golpismos no Brasil

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, fez um discurso durante Cúpula da Coalizão sobre a Justiça Social, na 112ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT, no Palácio das Nações Unidas, em Genebra. Torres é o delegado titular dos trabalhadores do Brasil na Conferência.

Miguel Torres na OIT

O sindicalista afirmou que os trabalhadores querem o fim do trabalho escravo, e o fim do golpismo em nosso país.

Em seu discurso, o dirigente sindical afirmou que os trabalhadores brasileiros consideram o relatório sobre o novo contrato social e a iniciativa sobre a coalizão global pela justiça social muito oportunos, consistentes e coerentes, em conformidade com os objetivos fundacionais da OIT.

O discurso de Miguel Torres na OIT alerta ainda que apesar dos avanços científicos e tecnológicos, o desemprego, a miséria, a pobreza e a desigualdade social continuam.

“Estes fatores desempenham um papel extremamente prejudicial à democracia, ao desenvolvimento sustentável e à paz, principalmente nos países mais pobres e em desenvolvimento”, acrescentou o sindicalista.

O líder sindical disse ainda que, diante deste cenário, os trabalhadores, continuam na luta pela manutenção e ampliação dos direitos e conquistas, pelo diálogo social, o trabalho decente, o fortalecimento da democracia e a justiça social.

Ele agradeceu, em nome de todos os trabalhadores brasileiros o empenho do governo do presidente Lula para melhorar as condições de vida dos trabalhadores, das trabalhadoras e da população brasileira.

“Juntos reconquistamos a política de valorização do salário mínimo, que promove distribuição de renda, reduz a pobreza e gera inclusão social.” – Miguel Torres na OIT

O sindicalista ressaltou a conquista da lei de igualdade salarial entre mulheres e homens nos locais de trabalho na mesma função, sancionada pelo presidente Lula. Destacou a atuação do ministro Luiz Marinho, na promoção do diálogo social e o fortalecimento das negociações coletivas, além do trabalho, e atuação contra as práticas antissindicais das empresas no brasil exercido pela  Justiça do Trabalho, pelo Ministério Público do Trabalho e pela Conalis.

Confira a seguir a íntegra do discurso:

112ª conferência internacional do trabalho da oit 2024

Discurso do sr. Miguel torres, presidente da Força Sindical e delegado titular dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

Discurso realizado presencialmente.

“Para nós trabalhadores e trabalhadoras, só a luta faz a lei, e garante a democracia”!

Senhor presidente Alexei Buzu.

Em nome dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, as centrais sindicais Força Sindical, CUT, UGT, Nova Central, CSB e CTB, saudamos e parabenizamos o senhor Gilbert Houngbo, diretor-geral da OIT, por sua liderança, pelo importante relatório sobre o novo contrato social e pela iniciativa do debate sobre a coalizão global pela justiça social.

Saudamos e cumprimentamos os delegados, delegadas, convidados e autoridades.

Uma saudação especial ao sr. Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e à bancada dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e do mundo!

Senhor diretor-geral, consideramos o relatório sobre o novo contrato social e a iniciativa sobre a coalizão global pela justiça social muito oportunos, consistentes e coerentes, em conformidade com os objetivos fundacionais da OIT.

Apesar dos avanços científicos e tecnológicos, o desemprego, a miséria, a pobreza e a desigualdade social continuam e desempenham um papel extremamente prejudicial à democracia, ao desenvolvimento sustentável e à paz, principalmente nos países mais pobres e em desenvolvimento.

Neste sentido, os trabalhadores, continuam na luta pela manutenção e ampliação dos direitos e conquistas, pelo diálogo social, o trabalho decente, o fortalecimento da democracia e a justiça social.

Temos profunda preocupação com as tensões geopolíticas e os conflitos armados em vários países do mundo, por que representam uma grave ameaça à paz mundial, cujas vítimas, sempre são os trabalhadores e a população civil inocente.

A ONU e a comunidade internacional precisam fazer todos os esforços necessários para a solução diplomática dos conflitos, antes que guerras por procuração se transformem em confrontos diretos de consequências imprevisíveis entre as nações.

Senhores e senhoras.

As mudanças climáticas também são um assunto igualmente importante e preocupante para os trabalhadores e a população. O aquecimento global já afeta gravemente o Brasil e a maioria dos países.

As diversas tragédias com desastres naturais nos últimos anos, em vários países, não deixam dúvidas que as mudanças climáticas têm ocorrido de forma cada vez mais intensas em razão da ação humana.

No Brasil, o estado do Rio Grande do Sul vive a pior tragédia climática da sua história. O movimento sindical, a classe trabalhadora e o povo brasileiro têm implementado ações de solidariedade efetiva ao povo gaúcho neste momento difícil, de grande comoção nacional.

Aproveitamos esta plenária da OIT, no palácio das Nações Unidas, para reforçar todo nosso apoio e solidariedade à população do Rio Grande do Sul e a todas as pessoas atingidas por desastres e tragédias climáticas no mundo.

Entendemos que é o momento oportuno para assumirmos os devidos níveis de responsabilidade, para evitarmos o pior. Precisamos garantir o futuro das novas gerações. Vamos receber de braços abertos todos os delegados, delegadas e convidados da próxima COP30 – 2025 no Brasil.

Senhor presidente, manifestamos nosso apoio às propostas de um novo contrato social e estamos à disposição para contribuir no debate e implementação da coalizão global pela justiça social.

Esperamos que propostas como estas fortaleçam de fato o diálogo social, o tripartismo, a negociação coletiva, a organização sindical e a democracia. O Brasil avança num processo de mudanças positivas, ainda que devagar.

Posturas e ações negativas com ataques e perseguições contra os trabalhadores por parte de setores do conservadorismo e das elites, têm impedido avanços mais significativos em nosso país.

Agradecemos o governo do presidente Lula por todos os esforços para melhorar as condições de vida dos trabalhadores, das trabalhadoras e da população brasileira. Juntos reconquistamos a política de valorização do salário mínimo, que promove distribuição de renda, reduz a pobreza e gera inclusão social.

Conquistamos também em lei sancionada pelo presidente Lula, a igualdade salarial entre mulheres e homens nos locais de trabalho na mesma função. Vale destacar a atuação do ministro Luiz Marinho, promovendo o diálogo social e o fortalecimento das negociações coletivas.

Destacamos também atuação da Justiça do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho, e a  Conalis, pelo trabalho, e atuação contra as práticas antissindicais das empresas no brasil.

Estamos enfim em uma grande jornada de lutas e conquistas no brasil pelo desenvolvimento sustentável com trabalho decente para todos.

Nos trabalhadores clamamos pela paz, a justiça social e solidariedade no mundo!

Senhor, presidente, ontem um representante empresarial do setor do agronegócio da ultra direita pediu o fim do governo lula.

Nós trabalhadores queremos é o fim do trabalho escravo, e o fim do golpismo em nosso país.

Viva a democracia, a paz, a classe trabalhadora e todos os povos do mundo!

A luta faz a lei, e garante a democracia.

Muito obrigado!

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